quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Onde Mora o Perigo

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Proteção Executiva

PROTEÇÃO EXECUTIVA

Como implantar um serviço de segurança pessoal

por Roberto Zapotoczny Costa



Este artigo tem o objetivo de demonstrar um modelo de implantação de um serviço de proteção executiva, principalmente sob o enfoque do recebedor desse serviço. Considera-se, portanto, a expectativa de quem recebe o serviço e não apenas de quem fornece.

Para facilitar o entendimento deste princípio, dividimos em sete passos um serviço de implantação de proteção executiva. Respeitando adequadamente cada um deles, a sensação de haver recebido bem esse serviço é certa. Vejamos, portanto, quais são as fases:

1.     Primeiros contatos.
2.     Elaboração do perfil profissiográfico e seleção dos recursos materiais.
3.     Entrevista de empatia.
4.     Reunião com nova equipe.
5.     Implantação (Dia D).
6.     Entrevista de aderência e resiliência.
7.     Controle e desenvolvimento.

Vamos detalhar cada uma delas.


Primeiros contatos (1ª fase)

Esta fase é muito importante, talvez a mais importante desse processo. A família precisa sentir-se segura com uma implantação desse serviço. Afinal, ela terá próxima a ela mais pessoas no seu entorno, querendo saber sua agenda, andando no mesmo veículo ou em outro logo atrás, abrindo ou fechando portas, enfim, a sua “sombra” aumenta de tamanho consideravelmente.

Nesta fase devemos conversar muito com a família, friso, toda a família. Todos devem ter suas dúvidas totalmente eliminadas. Devem conhecer as peculiaridades desse serviço, suas vantagens e desvantagens, riscos, importância de cada fase seguinte para a implantação do sistema de proteção.

Esclarecemos dúvidas sobre legalidade do serviço, modelos de aplicação, utilização de veículos em escolta ou os popularmente conhecidos como agentes de segurança no interior do veículo executivo, equipamentos, planejamentos e outras técnicas utilizadas.

Esgotadas as dúvidas, e ainda nesta fase, coletamos todas as informações da família para estruturar o serviço. Elaboramos o Plano de Segurança. Este deve conter:

·        Análise de riscos e definição da estrutura.

·        Recursos a serem colaboradores (efetivo, veículos, materiais individuais e coletivos). Para o efetivo, o plano de segurança deve conter o Perfil Profissiográfico[1] a ser utilizado.

·        Abrangência da proteção (quais familiares, horários de cobertura, procedimentos em viagens domésticas e internacionais, extensões como namorados, netos, filhos de outros casamentos).

·        Gestão administrativa e operacional (organograma, centro de custos, procedimentos administrativos e operacionais).


Perfil Profissiográfico e Recursos Materiais (2ª fase)

Como o Plano de Segurança já definiu em Perfil Profissiográfico o padrão dos “agentes de segurança” que queremos, agora partimos para o processo seletivo.

Há que se considerar, entretanto, que o segredo de uma boa implantação e manutenção do que foi planejado depende em muito do perfil profissiográfico, pois este orienta a seleção. Por exemplo: para selecionar um “agente de segurança” para trabalhar com um jovem de 18 anos, há que se compreender a fase da vida deste, que normalmente dorme pouco, gosta de festas, de namoros, tem um comportamento que pode até mesmo ser entendido como rebelde. O profissional de segurança que o protegerá deve ter um perfil mais próximo do protegido de maneira que ambos se tolerem. Imagine um “agente” com 40 anos de idade, tendo filhos da idade de quem ele vai proteger. Ele conseguirá desempenhar bem seu papel? Pode ser que sim, mas normalmente surgirão conflitos naturais por estarem ambos em estágios de vida diferentes.

O processo seletivo deve, portanto, seguir fielmente o que determina o perfil profissiográfico. Aliado a este há ainda outros instrumentos de seleção:

·        Teste de integridade. Este é um novo instrumento em utilização no Brasil. Trata-se de um questionário israelense que foi criado por psicólogos e que aferem o grau de veracidade nos relatos do candidato, a sua honestidade e ainda o grau de comprometimento que terá com a nova função.
·        Avaliação técnica – esta contendo uma parte escrita para avaliar o conhecimento doutrinário e outra prática (que ode incluir técnicas de direção veicular, habilidades com armas de fogo e defesa pessoal).
·        Pesquisa sócio-financeira (para verificar débitos).
·        Antecedentes criminais.
·        Avaliações médicas e físicas.

Outro item importante é relacionado aos Recursos Materiais. Como o plano de segurança definiu quais e a quantidade, o momento é de pesquisas para a aquisição. Serão adquiridos (ou ainda alguns locados) os veículos, trajes, lanternas, guarda-chuvas, frasqueira (produtos de higiene e íntimos), livros de ocorrência, rádios e telefones celulares, dentre outros materiais. Inclui-se nesse quesito o armamento e munição que serão utilizados.


Entrevista de Empatia (3ª fase)

Esta talvez seja uma novidade para o leitor. É natural que um processo seletivo encontre o “agente de segurança” ideal, com todas as habilidades cognitivas e psicomotoras adequadas ao novo cargo, assim como as demais avaliações, um verdadeiro 007. Este passou na entrevista de empatia apenas do selecionador.

Mas, por uma infelicidade do selecionador, o protegido não gostou desse profissional e solicita a sua substituição, após ter iniciado suas atividades, ter tido contato com a família e obtido uma série de informações muito particulares.

Para que possamos diminuir esta possibilidade é interessante utilizar a entrevista de Empatia no processo seletivo. Trata-se de uma entrevista bem informal, realizada pelo contratante ao candidato com o intuito de buscar o “sexto sentido” da empatia. Ele deverá escolher aquele profissional que melhor lhe atrai. Não se esqueça de que ele estará escolhendo alguém que estará muito próximo de sua família. Portanto, é uma fase muito importante. A entrevista deve acontecer em local sob escolha do entrevistador e não deve durar mais que 5 minutos, o suficiente para ele perguntar o que melhor lhe convier, geralmente aspectos pessoais e daí obtemos a sua impressão sobre o candidato.

O entrevistador deve estar acompanhado do selecionador e as questões a serem formuladas não devem contemplar aspectos técnicos da profissão ou do candidato (os testes anteriores já aferiram). São perguntas sobre família, lazer, filhos etc.


Reunião com Nova Equipe (4ª fase)

Bem, a nova equipe foi selecionada, todos os recursos foram adquiridos ou locados, está quase tudo pronto. Esta reunião tem o princípio de oferecer informações de como serão desenvolvidos os trabalhos, estabelecer os vínculos hierárquicos e é divulgada a escala de trabalho. Tomam conhecimento do Plano de Segurança e do Manual de Procedimentos (administrativo e operacional).

Nesta oportunidade serão apresentadas informações a respeito da família, distribuição dos membros nas equipes, recebem as verbas, os livros de ocorrência, os materiais individuais e coletivos e assinam termos de responsabilidade.


Implantação – Dia “D” (5ª fase)

Este será um dia tenso para a família e para os novos “agentes de segurança”. Receberão alguns “novos amigos” em sua família, aumentarão o número de colaboradores na residência. Como eles trabalharam na seleção de seus “agentes de segurança”, todos já se conheceram. Mesmo assim é interessante o chefe de equipe apresentá-los individualmente e a cada protegido. - Este é o Sr. Fulano de Tal, que a partir de hoje trabalhará com o Sr. na sua proteção pessoal.

Assim a família sentir-se-á bem assessorada nesse processo de transição (da fase sem proteção executiva para com proteção executiva). Como é um novo sub-sistema no ambiente da família, ela precisa de um período para se adaptar ao ambiente agora modificado. Da mesma maneira a equipe de segurança pessoal está tensa, desejando sucesso nos menores e melhores procedimentos.

Se bem acompanhada a implantação por uma semana, a família se acomodará bem como os novos colaboradores. Pequenos problemas sempre surgem em uma implantação, e a família deve saber disto. Pode ocorrer de errar caminhos, alguém se perder ou cometer algum deslize. Isto é natural, mas deve ser evitado. Caso aconteça, administrar de maneira que se atribua um valor bem pequeno e não se comente por mais de uma vez o ocorrido.


Entrevista de Aderência e Resiliência (6ª fase)

Até agora deu tudo certo e até mesmo a implantação. Podem ocorrer sensações que desconhecemos. Esta entrevista, que deve ocorrer entre 10 e 15 dias após o dia da implantação tem o objetivo de coletar pequenas impressões do que ocorreu nesse período.

Naturalmente vão questionar a respeito de algum procedimento técnico ou até mesmo comportamento de algum dos “agentes de segurança”. Nesta oportunidade dirimimos dúvidas a respeito do serviço, que certamente surgem e efetuamos os ajustes operacionais e administrativos que a família demandará.
A partir deste ponto a família estará integrada ao serviço de proteção executiva.

No aspecto resiliência podemos detectar em entrevista com as equipes alguma incompatibilidade entre sub-equipes que pode gerar movimentações ou até mesmo eventual substituição. Ao mesmo tempo será a oportunidade de verificar se a estrutura está adequada para a família, se o número de agentes de segurança é compatível com a sua agenda, se os materiais individuais e coletivos, bem como os procedimentos de gestão e operacionais estão adequados ou demanda algum ajuste.



Controle e Desenvolvimento (7ª fase)

Dividimos esta fase em duas grandes dimensões. A uma denominamos Inteligência e à outra Desenvolvimento.

À dimensão Inteligência atribuímos algumas atividades importantes, quais sejam:

·        Palestra aos colaboradores da(s) empresa(s) as quais os protegidos trabalham. Estas palestras devem conter uma breve explicação dos serviços de proteção executiva que foram implantados. Também deve conter orientações de segurança (como proteger informações, principais golpes praticados e como lidar com eles etc).
·        Palestra aos colaboradores da residência, com o mesmo foco acima.
·        Varredura nas linhas telefônicas.
·        Verificação de antecedentes criminais.
·        Controle das informações e ocorrências nas rotinas da família.

À dimensão Desenvolvimento temos o treinamento de habilidades cognitivas e psicomotoras aos membros da família e aos “agentes de segurança”.

Algumas habilidades cognitivas: Doutrina de proteção executiva; análise de riscos e planejamento; autoridades nacionais e estrangeiras; legislação e direito penal;  blindagens; materiais individuais e coletivos; procedimentos operacionais; idosos, crianças, mulheres e portadores de limitações; gerenciamento de crises (extorsões mediante seqüestro); gerenciamento de emergências; inteligência e contra-inteligência; gestão administrativa; artefatos explosivos; como lidar com a imprensa; etiqueta e cerimonial; segurança física e eletrônica de instalações; orçamento familiar; noções de informática; noções básicas de PNL – Programação Neurolingüística; segurança pessoal em eventos; veículos aéreos e náuticos...

Algumas habilidades psicomotoras: pronto-socorrismo tático; direção defensiva e evasiva; habilidades com armas de fogo; habilidades em defesa  pessoal, combate a princípios de incêndio...

Perceba que o conjunto de conhecimentos necessários para habilidades cognitivas é muito maior que para as psicomotoras. Esta é uma visão moderna para treinamentos em serviços dessa natureza. A inteligência é privilegiada em detrimento da força.

Bom trabalho em suas implantações de proteção executiva.

Roberto Zapotoczny Costa
Formado em Administração de Empresas, Pós-graduado em Política e Estratégias (USP), MBA em Gestão Empresarial (Universidade Anhembi Morumbi), Mestrado em Educação, Administração e Comunicação (Universidade São Marcos), Diplomado em Política e Estratégia pela Associação dos Diplomados da Escola Superior de Guerra, Especialista em Administração de Segurança pela Universidad Comillas de Madrid (Espanha), Especialista em Gerenciamento de Segurança e Crises (Israel), Especialista em Inteligência Policial (EUA), ex-policial militar tendo atuado no Serviço de Inteligência e na Proteção Executiva do Governo do Estado de São Paulo, criou e coordenou o curso superior “Gestão de Segurança Empresarial e Patrimonial” e o curso “MBA Gestão Estratégica de Segurança Empresarial”, da Universidade Anhembi Morumbi, Instrutor do curso BMW Driver Training Protection (ver site www.bmwdrivertraining.com.br), Master Pratitioner em PNL - Programação Neurolingüística. Diretor da The First Consultoria em Segurança (www.thefirstconsultoria.com.br). Contato: robertocosta@thefirstconsultoria.com.br. Site: www.thefirstconsultoria.com.br.



[1] Perfil Profissiográfico é um documento que associa a Descrição de Cargos (informações de escolaridade, idade, sexo, altura, formação, salário etc) + o perfil psicológico que contém o padrão que se busca com a utilização dos testes psicológicos.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

19 arrastões a Condomínios

Polícia registra 19 arrastões a condomínios este ano em SP

Prédio na Avenida Higienópolis, assaltado Domingo(24).
Imagens do CFTV podem identificar os criminosos.

A Secretaria de Segurança Pública registrou, desde o começo do ano, 19 arrastões a condomínios de casas e prédios de apartamentos na capital paulista, com 31 pessoas presas. Neste domingo (24), homens armados entraram em um condomínio de luxo na Avenida Higienópolis, na região central de São Paulo. O crime aconteceu um dia depois de outro prédio ser invadido perto dali, na Santa Cecília. Nenhum suspeito desses últimos roubos foi preso.
No caso de Higienópolis, os criminosos roubaram pelo menos cinco apartamentos, durante uma hora e meia. A grade, a guarita na porta e as câmeras de vigilância não impediram a entrada da quadrilha. Eles pegaram joias, dinheiro e aparelhos eletrônicos. Enquanto isso, os moradores ficavam presos na casa do zelador. Ninguém quis falar sobre o arrastão na manhã desta segunda-feira (25).
As imagens do circuito de segurança do prédio e do Shopping Higienópolis, que fica em frente, podem ajudar a identificar os criminosos. O caso está sendo investigado pelo Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado (Deic).
Foi o segundo arrastão na região neste fim de semana. Na madrugada de sábado (23), o assalto foi em um edifício da Rua Fortunato, perto do Largo de Santa Cecília. Na manhã desta segunda-feira, mais de 48 horas depois do roubo, a perícia ainda procurava pistas dos seis assaltantes. Eles conseguiram invadir cinco apartamentos. Os moradores foram amarrados na cobertura. Os ladrões fugiram e a polícia não sabe se a mesma quadrilha fez os dois ataques.
Na sexta-feira (22), o ataque foi a um condomínio de casas, no Alto da Boa Vista, na Zona Sul de São Paulo. A quadrilha dominou um morador que chegava e entrou pelo portão. Durante uma hora, oito assaltantes invadiram quatro casas. Só um foi preso.

Bactéria KPC

Bactéria KPC sob controle

Segundo a Secretaria de Saúde, população pode continuar procurando os hospitais sem medo. Como medida de reforço, o órgão criou um Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Medidas preventivas incluem a lavagem das mãos, se possível com o uso de álcool
De acordo com a secretária de Saúde do DF, Fabíola Nunes, os episódios de infecção hospitalar causados pela bactéria Klebsiella pneumoniae Carbapenemase, mais conhecidas como KPC, estão sob controle. “A população não deve deixar de procurar os hospitais em razão do medo de contaminação”, diz Fabíola.

A bactéria KPC é resistente aos efeitos de alguns antibióticos, o que dificulta o combate da doença. "Vamos tentar eliminá-la (a bactéria), mas se isso não for possível, pelo menos tratar a doença e evitar novos contágios", afirma. Conforme Fabíola, a preocupação maior é quanto aos novos casos de contágio, uma vez  que a bactéria está no ambiente hospitalar, onde, em tese, as pessoas já estão com a imunidade baixa. “Queremos evitar que a bactéria saia dos hospitais para a comunidade", revela.

Ao todo, são 111 casos de KPC confirmados e suspeitos em hospitais públicos e particulares no DF. O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) registrou 58 ocorrências. Para intensificar o combate à bactéria, a Secretaria de Saúde instituiu o Núcleo de Controle de Infecção Hospitalar. Um grupo está frequentando cada hospital da região para reforçar medidas de limpeza e higienização. Pacientes contaminados também estão sendo isolados para evitar a proliferação.

Lavar bem as mãos, segundo a secretária de saúde, deve ser a principal forma de controle e prevenção. Uma higienização completa entre os dedos das mãos, além do uso do álcool para desinfecção, também é altamente recomendado. A Secretaria de Saúde ainda alerta para o uso indiscriminado de antibióticos, que pode fazer efeito contrário e desenvolver resistência orgânica aos medicamentos.

Sem risco para a comunidade
O primeiro caso da infecção no Brasil ocorreu em Recife, no ano de 2006. No Distrito Federal, a primeira ocorrência registrada foi em janeiro deste ano.

A Klesiella pneumoniae carbapenemase é um tipo de bactéria com perfil de resistência que dificulta seu tratamento e pode causar pneumonia,  infecções de corrente sanguinea e do trato urinário em pacientes em estado grave, como aqueles que necessitam de UTI. Fora do ambiente hospitalar, a bactéria não representa perigo. A forma de transmissão é basicamente por contato com secreção ou excreção de pacientes infectados ou colonizados. As medidas de higiene do ambiente e o uso do álcool a 70% são fundamentais para a contenção do surto.
 

Agência Brasília
Foto

Lavar as mãos

Medida deve ser a principal forma de controle e prevenção
Foto: Marcello Casal - ABr

Cartilha anti - bullying CNJ

CNJ lança cartilha anti - bullying

 
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) lançou, nesta quarta-feira, dia 20 de outubro, uma cartilha para ajudar pais e educadores a prevenir o problema do bullying nas suas comunidades e escolas. O material foi apresentado no seminário do Projeto Justiça na Escola, que aconteceu na Escola de Magistratura Federal (ESMAF), em Brasília.
De autoria da psiquiatra, Ana Beatriz Barbosa Silva, que também escreveu o livro “Bullying: Mentes Perigosas nas Escolas", a cartilha traz perguntas e respostas que ajudam a identificar e tratar o problema. O material será distribuído nas escolas das redes de ensino público e privada do país, além de conselhos tutelares e varas da infância e juventude.
"O bullying não é uma doença, mas a consequência é adoecedora quanto para quem sofre quanto para sociedade", disse Ana Beatriz.
Para a psiquiatra, o país precisa aprovar uma legislação contra prática em âmbito nacional. "Hoje cada estado tem a sua como se fosse um problema local. Não podemos pensar no bullying como um fenômeno particular. As crianças que batem e humilham crescem e viram adultas. É uma maneira de tratar um problema e prevenir violência da sociedade."

Os internautas que querem adquirir o arquivo eletrônico da Cartilha do CNJ devem enviar um e mail para a GNA Brasil no endereço conseg83@yahoo.com.br solicitando o envio gratuíto.


Fonte: Site Globo.com

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Segurança da Informação

Para ter continuidade operacional!

A informação é um recurso básico para as organizações operacionalizarem os seus negócios e atingirem os seus objetivos. Evidentemente para garantir a continuidade operacional em situações de problemas, crises e contingências precisam garantir a disponibilidade da informação. Enfim: continuidade operacional somente acontece com a continuidade do uso da informação. Mas, o que fazer para garantir esta disponibilidade da informação?

Primeiramente a organização, isto significa, os executivos que comandam a organização em nome dos acionistas, precisam querer ter esta continuidade. Esta não é uma questão de tecnologia da informação. É uma questão de lucratividade e sobrevivência do negócio e conseqüentemente da organização.

Mas do que querer ter esta disponibilidade, os executivos da organização precisam participar verdadeiramente do projeto que criará um processo de proteção da disponibilidade da informação. E participar não significa apenas assinar o cheque. Para algumas organizações, valor financeiro não é problema. Mas, participar significa decidir prioridades e ritmo do projeto de informação disponível.

Projetos desse tipo, apesar de alguns consultores alardearem que a segurança é um investimento, eu chamo um pouco diferente. Este tipo de projeto é um meta investimento. O valor deste projeto será um excelente investimento e baterá todos os valores previstos para o retorno sobre o investimento (ROI), caso alguma contingência aconteça. Se não acontecer foi um custo bem gasto que permitiu que a organização funcionasse sob um risco menor de indisponibilidade.

Caro que se quer a continuidade operacional de toda a organização considerando todas as situações. Porém, como projeto deve-se desenvolver essa proteção por fases. E a sugestão é que as primeiras etapas devem ser pragmáticas e devem considerar as situações mais realistas. Lembre-se sempre que o ótimo é inimigo do bom. Mas também lembre-se que esta frase não deve ser desculpa para não alcançarmos o ótimo.

Identificar as possíveis opções e definir uma que será implantada é fundamental. Depois de tudo isso é que o Documento do Plano de Continuidade deve ser escrito. Conheço várias organizações que primeiro escrevem o plano, e depois pensam nessas outras questões.

Por fim deve-se estabelecer requisitos para a realização dos testes, elaborar um planejamento de testes e definir um plano de manutenção para a documentação.

Outra questão: para fazer tudo isto um funcionário ou um profissional externo deve ser dedicado a este projeto. Não imagine que profissionais com tarefas do dia a dia (que são as que mais exigem), terão condições de dedicar corpo, mente e alma para um projeto de continuidade de negócio ou continuidade operacional.

Toda organização pode ter o seu plano de continuidade operacional. Pode e deve! Não é da noite para o dia, mas ao longo do tempo, no ritmo adequado para a organização, ela alcançará seu plano específico para as possíveis situações de indisponibilidade.

Planejar, fazer, rever e aprimorar. Uma regra antiga, mas ainda válida!


Edison Fontes, CISM, CISA  
Consultoria em Segurança da Informação

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Blindagem Automotiva

Depoimento
Na última quarta-feira, o empresário Sérgio Machado saiu do escritório e foi tomar um chope com os amigos num bar da Zona Sul de São Paulo. Pouco antes da meia-noite, foi atacado por bandidos que atiraram contra ele. Como estava dentro de um blindado, salvou-se. Eis seu relato:
“Quando saía do bar, percebi que dois homens estranhos vinham em minha direção. Olhei melhor e vi que cada um tinha uma arma. Corri para o carro, desesperado, e tranquei a porta. Por uma fração de segundo eles não me alcançaram. Um deles posicionou-se ao meu lado esquerdo, o outro, junto à janela direita do veículo. Quando disseram que era um assalto, bati no vidro e avisei que o veículo era blindado. Um deles aparentemente desistiu, pôs a arma na cintura e eu achei que estava livre. Quando acelerei o carro, começaram os disparos. Ainda abaixei a cabeça por instinto e pisei fundo no acelerador. Foi quando percebi que havia um Tempra com outros dois assaltantes tentando bloquear minha passagem. Desviei do jeito que deu. O automóvel subiu na calçada do outro lado da rua, bateu no muro e um pneu furou. Na fuga, atropelei um dos assaltantes. Dei marcha à ré e saí dali o mais rápido possível. Estava apavorado. Quando cheguei em casa, um amigo que estava no bar ligou e falou que um dos assaltantes estava preso e seria solto se eu não fosse prestar depoimento. Fui à delegacia dar queixa ainda na mesma noite. Acho que cumpri a minha parte como cidadão.
Essa foi a primeira vez na vida em que fui vítima da criminalidade. Não havia sido assaltado antes. Posso assegurar a quem ainda não passou por isso que, quando os bandidos disparam — e o objetivo deles é matar —, a sensação é a pior possível. Percebemos como somos vulneráveis e estamos abandonados. Havia blindado meu carro porque ele é importado e porque costumo chegar em casa tarde da noite. Sou casado e tenho três filhos pequenos. Depois desse episódio, mandei meu carro para o conserto. A parte estragada vai ser refeita e não me arrependo de todo o dinheiro que gastei. Em vez de despesa, foi um investimento. A blindagem salvou minha vida.”
Fonte: Revista VEJA
Matéria enviada pelo amigo do RS Bernardo Fallavena da Fallavena e Fallavena Blindagens Automotivas e Arquitetônicas

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Brasil tem 10 milhões de armas ilegais

19/10/2010
Brasil tem 10 milhões de armas ilegais, aponta levantamento
Folha de S.Paulo

O Brasil tem 17,6 milhões de armas leves e 57%, ou 10 milhões do total, são ilegais, apontou o relatório elaborado conjuntamente pelo Instituto Universitário de Altos Estudos Internacionais em Genebra (IUHEI, na sigla em francês), a ONG Viva Rio e o Iser (Instituto de Estudos da Religião).
Os dados são de 2008, segundo a ONG Viva Rio. Foram consideradas armas leves aquelas que podem ser usadas e transportadas por uma ou duas pessoas, incluindo as de cano longo.
Divulgado ontem, o relatório "Small Arms in Brazil: Production, Trade and Holdings" ("Armas Leves no Brasil: Produção e Comércio") foi publicado pela entidade Small Arms Survey, ligado ao IUHEI. O estudo faz uma ampla análise da presença de armas leves no Brasil, a origem, a presença e o uso, bem como as diferenças existentes entre os Estados.
Em 72% dos casos, as armas leves pertencem a companhias privadas e a indivíduos particulares.
Em grandes cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília predominam a presença de pistolas, segundo o estudo. Já nas regiões mais agrárias, como Roraima, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, as armas mais comuns são revólveres e fuzis.
"As realidades locais e regionais devem ser considerados antes da proposta de políticas adequadas de controle", especifica o texto.
Matéria enviada pelo MBS32 Jorge Henrique Custódio - Sicuro Vigilância e Segurança Ltda.  

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Acidente no Centro de São Paulo

Ônibus atropela cinco e mata um pedestre no centro de SP.

Do UOL Notícias
Ônibus intermunicipal que atropelou cinco pessoas no centro de SP; veja mais fotos no álbum do dia 

Um ônibus intermunicipal atropelou cinco pedestres na rua 25 de Março, próximo ao Parque Dom Pedro, no centro de São Paulo, por volta de 9h30 desta quinta-feira (14).Plínio Margucci, uma das vítimas, foi levado pelo helicóptero Águia da Polícia Militar ao Hospital das Clínicas, mas não resistiu e morreu, segundo a assessoria do hospital.

Os outros quatro atropelados e o motorista sofreram ferimentos leves e foram levados aos pronto-socorros do Hospital Vergueiro, segundo os Bombeiros.

Segundo um funcionário de uma loja que fica em frente ao local do acidente, o ônibus tentou desviar de outro coletivo, mas bateu nele, subiu na calçada e atingiu as vítimas. A Polícia Militar informou que o acidente pode ter sido causado por uma falha no sistema de freios.

Uma faixa da rua 25 de Março está interditada, aguardando a chegada da perícia. A CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) está no local.

 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Mortes nas estradas no feriado prolongado em SP

Menos acidentes e mais mortes no feriado prolongado em SP

Nos três dias do feriado de 12 de outubro, foram 1.136 acidentes e 46 mortes nas estradas do Estado de SP

13 de outubro de 2009

Solange Spigliatti, Central de Notícias

O índice de acidentes nas estradas paulistas caiu 9,2% no feriado de Nossa Senhora Aparecida em comparação ao feriado de 2007, segundo levantamento da Secretaria Estadual dos Transportes, divulgado nesta terça-feira, 13. Apesar da queda do total de acidentes, o número de mortes teve um acréscimo de 27,8%, de uma operação para outra, segundo dados da Secretaria.

Segundo o balanço, o índice de acidentes do último feriado foi de 0,9, contra 1,0 em 2007. A comparação foi feita com o feriado de Aparecida de 2007, já que no ano passado não houve feriado prolongado em 12 de outubro. Neste feriado, foram registrados 1.136 acidentes, 46 mortos e 594 feridos.

Foram lavradas 14.004 autuações por infrações de trânsito diversas em todo o Estado - um acréscimo de 43% nos registros em relação a 2007, sendo apreendidos 611 veículos e 228 motos, 245 carteiras de habilitação e 2.312 documentos de veículos por irregularidades.

Quanto às questões de controle de alcoolemia, foram registrados 60 casos de embriaguez. Já no aspecto da prevenção e repressão criminal, foram apreendidos, também nas estradas paulistas, 9,3 kg de cocaína, 0,75 kg de maconha.

Arrastão em Condomínio de Cabreúva

Quadrilha encapuzada fez moradores reféns por 2 horas em condomínio

Duas casas foram assaltadas em Cabreúva, interior de SP, segundo a PM.
Foram roubados carros, TVs, dinheiro, joias, bebidas e computadores.

Kleber Tomaz Do G1 SP
 
A quadrilha que invadiu um condomínio fechado em Cabreúva, no interior de São Paulo, roubou duas casas do local e rendeu funcionários e moradores que foram mantidos reféns por duas horas. Apesar disso, ninguém foi ferido. O assalto ocorreu no bairro Jacaré entre a noite de segunda-feira (11) e o início da madrugada desta terça (12).

O assalto começou por volta das 22h de segunda e terminou à 0h15 desta terça, quando a Polícia Militar da região foi avisada do crime por uma das vítimas. Ela ligou para a PM após a fuga dos criminosos.
  • Quadrilha rouba condomínio de casas em Cabreúva
Segundo os policiais militares, testemunhas informaram que entre 10 e 12 homens encapuzados e armados com pistolas e revólveres participaram do assalto.
A PM suspeita que quatro deles teriam entrado no condomínio pelos fundos, pulando um muro. Depois, renderam dois vigias que estavam na portaria. Um dos criminosos ficou na guarita tomando conta dos funcionários, que eram mantidos reféns sob a mira de uma pistola.

Em seguida, os quatro bandidos abriram o portão principal do condomínio para a entrada de um carro, com o restante do grupo. A partir daí, entraram em duas casas. Pelo menos cinco moradores desses imóveis foram rendidos e levados para os quartos de suas respectivas residências, onde ficaram presos.

Nas casas, o grupo roubou bebidas importadas, televisores de LCD, joias, telefones celulares, aparelhos eletroeletrônicos, cheques no valor total de R$ 6.160 e cerca de R$ 13 mil em dinheiro, máquinas fotográficas, relógios e notebook.

A quadrilha saiu do condomínio pela entrada principal. Na fuga, foram utilizados quatro veículos, um dos criminosos e outros três de moradores: um Hyundai Tucson, um Honda Civic e um Toyota Corolla.
Para evitar o reconhecimento deles, os assaltantes também roubaram dois computadores que estavam na portaria do condomínio e que continham as imagens que haviam sido gravadas da ação criminosa.
Até às 9h, nenhum suspeito pelo crime havia sido identificado ou preso. O caso foi registrado na Delegacia Central de Cabreúva.

Resgate Histórico no Chile

Florencio Ávalos é o primeiro mineiro a sair da mina San José
13 de outubro de 2010 • 00h11 • atualizado às 01h25

Florencio Ávalos, 31 anos, foi o primeiro homem retirado das profundezas da mina San José, em Copiapó, no norte do Chile. Após colocar roupa e equipamento especial que monitorava seus sinais vitais, o mineiro iniciou, às 23h55, a subida à superfície. O resgate foi concluído às 0h10 desta quinta-feira, após 15 minutos de operação. Ele saiu da cápsula sob aplausos e gritos, abraçou seu filho de 7 anos e sua mulher, Mônica, cumprimentou o presidente Sebastián Piñera e funcionários do governo.
Na sequência serão resgatados Mario Sepúlveda, Juan Illanes Palma e o boliviano Carlos Mamani. Ávalos, casado e com dois filhos, é o capataz da mina e segundo em hierarquia depois do chefe de turno, Luis Urzúa. Não gosta de aparecer e trabalhou gravando a maioria dos vídeos difundidos do interior da mina. Estão presos com Florencio seu irmão Renán e o cunhado Osman Araya.
Sua habilidade em lidar com situações críticas, juventude, assim como experiência na mina, (trabalha no setor há 8 anos) fez com que ele fosse escolhido para a ser o primeiro a subir por meio da cápsula.
O mineiro foi recebido sob aplausos e gritos das pessoas de que acompanhavam o resgate e foi abraçado pelo presidente chileno, Sebastián Piñera. Avalos saiu caminhando da cápsula que o levou à superfície. As luzes não foram apagadas, como foi previsto, mas Florencio usava óculos escuros para proteger os olhos da alta luminosidade após meses em um ambiente com pouca luz. Foi colocado em uma maca e levado ao hospital de campanha montado no local.
O socorrista Manuel González começou a descida às 23h19 e, 16 minutos depois, chegou ao local onde estão os mineiros. O especialista enviou as primeiras informações e preparou a subida de Florencio, que começou às 23h55.
Segundo Piñera, as operações de resgate podem durar entre 24 e 48 horas. O presidente da Bolívia, Evo Morales, também deve comparecer ao local, já que um dos mineiros, Carlos Mamani, é boliviano. O último homem a ser retirado deve ser Luis Urzua, 54 anos, o líder dos mineiros. Ele teve participação crucial nos primeiros dias que sucederam o acidente, quando o grupo teve de racionar comida para sobreviver.
Pouco após o encontro com os familiares, os mineiros serão levados de helicóptero para o hospital de Copiapó, onde as janelas foram cobertas para que o sol não prejudique a visão dos mineiros que passaram mais de dois meses com pouca luz.
O chefe da equipe de resgate, André Sougarret, disse que, apesar de os testes terem sido bem-sucedidos, "sempre há um risco ao transportar pessoas em um sistema vertical".

Desmoronamento

Em 5 de agosto, um desmoronamento na mina San José, em Copiapó, deixou 33 trabalhadores presos em uma galeria a quase 700 m de profundidade. Após 17 dias, as equipes de resgate conseguiram contato com o grupo e descobriram que estavam todos vivos por meio de um bilhete enviado à superfície. A partir daí, começou a operação para retirá-los da mina em segurança.
A escavação do duto que alcançou os mineiros durou 33 dias. O processo terminou no sábado, quando os martelos das perfuradoras chegaram até o abrigo onde eles estão. Concluída esta etapa, as equipes de resgate decidiram revestir o duto - ainda que parcialmente - para aumentar a segurança antes de retirá-los. Os trabalhadores são içados dentro da cápsula Fênix II, que tem 53 cm de diâmetro. Durante todo o percurso de subida, eles têm suas condições de saúde monitoradas, usam tubos de oxigênio e se comunicam com as equipes da superfície por meio de microfones instalados nos capacetes. A previsão inicial é de que o resgate de todos os mineiros leve entre 24 e 48 horas.
  

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Veleiro - trabalho em equipe - Omni

Cuidados para uma Viagem Tranquila

Feriado prolongado
Alguns cuidados simples garantem uma viagem tranqüila
Por: Equipe InfoMoney
InfoMoney

SÃO PAULO - Os motoristas que pretendem viajar no próximo feriado prolongado, 12 de Outubro , devem ficar atentos à segurança no trânsito, já que, com o aumento da movimentação nas estradas, há um grande risco de acidentes.

Por ser um período de lazer, é comum encontrar motoristas dirigindo sem cinto de segurança ou motociclistas sem capacete e crianças no banco da frente. O uso desses equipamentos e outros cuidados simples, no entanto, podem garantir uma viagem tranqüila neste
feriado. Conheça alguns deles.

Dicas de direção

Para quem vai ao litoral, uma das recomendações é reduzir a velocidade em trechos de serra e usar os faróis baixos. Se ocorrer o embaçamento dos vidros, é necessário deixar dois dedos abertos e usar lenços para o vidro da frente. O mesmo deve ser feito com os vidros laterais.

Caso ocorra alagamento, o motorista deve colocar o carro na primeira marcha e andar com o motor acelerado. É aconselhável não parar, pois o movimento impede que a água entre pelo escapamento e danifique o motor.

Em trechos de atolamento, tire os passageiros e as bagagens para deixar o carro mais leve. Se o carro atolar, engate sucessivamente a primeira marcha movimentando o carro para frente e para trás.

Cansaço na viagem

Para evitar o cansaço, encoste bem as costas no banco, segure o volante com os braços dobrados e pise nos pedais sem esforço. Use roupas e sapatos confortáveis e evite comidas de difícil digestão.

Além disso, não se deve dirigir com as janelas escancaradas para não irritar os olhos. Se estiver com sono, sob efeito de medicamentos ou abalado emocionalmente, o motorista deve adiar a viagem.

Se precisar parar no acostamento, o condutor deve ligar o pisca-alerta e colocar o triângulo uns 40 ou 50 passos atrás, no limite da pista. O uso do pisca indica que o carro está parado, e essa sinalização nunca deve ser usada com o carro em movimento.

Bagagem

Ao arrumar as malas para a viagem, é necessário acomodar tudo com cuidado sem que isso interfira em seu campo de visão. Quando amarrar o bagageiro externo, use lona para protegê-lo do sol, chuva e poeira.

A altura máxima permitida de bagagens é 55 cm. As bicicletas vão em rack e com largura não superior à do carro. O motorista não pode esquecer de levar mais dinheiro para o pedágio que é cobrado por eixo.

Crianças na estrada

As crianças devem sempre ir no banco de trás. Levar livros e brinquedos é uma boa dica para deixá-las ocupadas.

Crianças de 4 a 7 anos ficam acomodadas sobre uma almofada, com o cinto de segurança. Menores de 4 anos devem viajar em cadeirinha especial.

Viagem de moto

Quem viaja de moto deve transportar uma única mala, pequena, para não prejudicar o usuário, cobrindo-a com plástico e prendendo-a.

É recomendável que pare várias vezes e que dê passagem, acendendo o farol mesmo de dia. O uso de capacete, luvas, joelheiras, jaqueta e botas de couro são trajes obrigatórios.



terça-feira, 5 de outubro de 2010

Lei 14.492/2007 "Área de Segurança Escolar"

Lei 14.492/2007 "Área de Segurança Escolar"

Wagner Grans - São Paulo(SP)

Lei exige mais segurança ao redor das escolas
Prefeitura da Cidade de São Paulo terá que fiscalizar o cumprimento das obrigações dos órgãos públicos

São Paulo - Alunos, pais de alunos, diretores, donos de instituições de ensino e toda a comunidade no entorno das escolas ganharam um forte aliado na busca por mais segurança. Desde julho de 2007 está em vigor, na cidade de São Paulo, a Lei 14.492, de autoria do vereador Eliseu Gabriel (PSB), que estabelece como prioritárias, na questão de segurança, as áreas onde estão instaladas as instituições de ensino, tanto pública quanto privada. Agora, caberá à prefeitura fiscalizar as ações dos órgãos responsáveis por calçadas, iluminação, sinalização de trânsito, poda de árvores, vendedores ambulantes, conservação de praças, terrenos baldios, limpeza urbana, entre outras questões. O assunto foi tema da reunião mensal do Giases (Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior), realizada no dia 26 de março na capital paulistana.
Antes de iniciar os trabalhos, o presidente do Giases, Wagner Grans, falou sobre a importância dos profissionais do setor compreenderem a importância da nova lei, ajudando os gestores a estreitar trabalhos de parceria junto às Guardas Municipais e à Polícia Militar e a cobrar da prefeitura o cumprimento de ações que ajudem a melhorar a segurança nestes locais.

Pela nova lei, perímetro escolar corresponde a toda área compreendida em até 100 metros dos portões de entrada e saída das escolas. De acordo com o chefe de gabinete do vereador, o biólogo Helvio Moisés, caberá à prefeitura intensificar os serviços de fiscalização do comércio existente e proibir a venda de materiais ilícitos por parte de ambulantes, além de garantir a iluminação adequada das áreas próximas às escolas, ajudando a afastar maus elementos das portas das escolas. "Embora todas as ações já sejam regulamentadas e uma obrigação dos órgãos públicos, a lei obriga a prefeitura a dar prioridade na realização desses serviços", afirma.

Moisés também lembrou que cabe à população cobrar que as ações sejam cumpridas, uma vez que a nova lei estabelece a segurança escolar como prioridade e, para não deixar que o problema da falta de recursos seja um obstáculo, permite a realização de convênios com a iniciativa privada. Esses convênios podem ser desde a recuperação de uma praça até a instalação de equipamentos que ajudem na prevenção.

Outro ponto importante da lei, segundo o chefe de gabinete, é a abertura oferecia às Guardas Municipais para, em parceria com as diretorias das escolas, promoverem ações que colaborem com a redução da criminalidade. "A GCM tem vários programas de orientação sobre o problema das drogas, além de outros assuntos, que embora já venham sendo discutidos, ganham mais força com a nova lei", afirma.

A lei não estabelece penas, uma vez que o poder público já possui normas para isso, porém possibilita a organização da sociedade para identificar os riscos presentes nas áreas escolares e interagir junto ao poder público. "Podemos cobrar da prefeitura que assuma o papel de fiscalizador das leis", enfatiza Moisés.

Para ajudar a população a entender um pouco mais sobre a Área Escolar de Segurança, o vereador Eliseu Gabriel, mantém um site com orientações sobre a aplicabilidade da nova lei e como a sociedade pode se organizar para exigir providências do poder público. O endereço do site é www.areaescolar.com.br.

Moisés lembrou, ainda, que existem órgãos específicos que devem ser procurados pela população para resolver problemas como falta de iluminação ou mesmo para a questão do motorista que pára em frente às escolas com o som do veículo no último volume. "A iluminação é responsabilidade do Departamento de Iluminação Pública (Ilume), que geralmente atua de forma ágil. Já a questão do som alto é ilegal e o próprio Código de Trânsito Brasileiro prevê multa, apreensão do veículo, além de quatro pontos na carteira do motorista infrator", afirma.

Já o advogado Hermínio Marques Porto Jr, disse que a nova legislação representa a oportunidade de as pessoas se organizarem e exigirem iniciativas que ajudem a afastar os malfeitores das proximidades das instituições de ensino. "A lei favorece o aparecimento de entidades que tenham como objetivo buscar benefícios para o entorno das instituições de ensino".

Wagner Grans
Coordenador do GIASES

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Eleições e Segurança

Eleições e Segurança


 
Propostas dos candidatos à Presidência para a Segurança Pública
 
José Serra, candidato à Presidência pelo PSDB, propõe a criação de um novo Ministério da Segurança Pública, com o principal objetivo de enfrentar o tráfico de drogas e o contrabando de armas das fronteiras do país até o seu litoral.
Outra finalidade do Ministério da Segurança Pública é articular todas as forças do país: a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, as polícias estaduais, a Receita Federal e as Forças Armadas. Os recursos deste novo Ministério serão para melhorar as condições da segurança pública, modernizar as polícias e requalificar os policiais.
Também são propostas do José Serra a criação de uma policia permanente para prevenir crimes ambientais e a criação de um sistema de apoio jurídico e psicológico a vitimas de crimes. Para ele, o governo federal tem que assumir o controle da repressão para que o Brasil ganhe a guerra contra o crime. 


A candidata Dilma Rousseff do PT destaca como um dos elementos mais importantes do combate ao crime as UPPs, Unidades de Polícia Pacificadora, que já atua no estado do Rio de Janeiro.
Outros pontos discutidos por ela são: a segurança nas fronteiras para o combate ao crime organizado, a melhoria do sistema penitenciário com a criação de mais presídios de segurança máxima e a agilidade nos processos jurídicos.
Dilma propõe também uma Bolsa Formação, que paga quatrocentos reais para custear estudos do policial, sendo assim uma forma de valorizar a polícia. Outra proposta para segurança nacional é o patrulhamento das fronteiras com Veículos Aéreos Não Tripulados (Vant). A candidata petista destaca que o seu projeto para segurança pública tem ênfase na prevenção. 
 

A candidata à Presidência pelo PV, Marina Silva, propõe um Fundo Nacional de Segurança Pública para investir em políticas intersetoriais e de cooperação entre estado e municípios, poder Judiciário e Legislativo. Propõe também a criação da Inspetoria Nacional de Direitos Humanos.
Um dos principais projetos de Marina Silva é implementar uma nova estrutura institucional de segurança pública através da construção de um novo modelo de polícia. Esta valorização do policial será feita com a criação de uma carreira única em cada polícia e adequar o salário à importância e aos riscos da profissão. Outro ponto é o fortalecimento das políticas preventivas municipais, as Guardas Civis e o modelo de policiamento comunitário. Na questão penitencial, Marina propõe as penas alternativas, a justiça restaurativa para a superação de conflitos e penas de restrição da liberdade como alternativas às penas de privação à liberdade. Para os servidores penitenciários, um plano de carreira e fixação de parâmetros nacionais obrigatórios para o serviço em prisões.
Na área de políticas de drogas e de desarmamento, a candidata do PV tem como objetivo investir no esclarecimento, na prevenção e no tratamento dos dependentes e fazer cumprir o Estatuto do Desarmamento. Na área da Defesa Nacional, a principal preocupação da candidata é o meio ambiente, então o objetivo prioritário é o aprimoramento da capacidade operacional das Forças Armadas, a elevação do seu nível tecnológico,  foco na preservação e defesa dos recursos marítimos e do potencial hídrico da Amazônia, e em geral ao controle efetivo sobre as fronteiras.
 
Propostas dos candidatos ao Governo do Estado de São Paulo para a Segurança Pública 
 
Aloísio Mercadante, candidato ao governo pelo PT, tem como principal plano para segurança pública a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que promoverá o desenvolvimento de ações de segurança pública de forma integrada para a ampliação da capacidade institucional e de legislação dos Estados na esfera da segurança, enfatizando, entre outros aspectos, o respeito à dignidade da pessoa humana, o uso ordenado a força, a participação comunitária, a investigação científica e a qualificação dos servidores dos órgãos de segurança. Mercadante também propõe a criação de um novo órgão: o Departamento de Polícia Aeroviária.
 
O candidato pelo PSDB, Geraldo Alckmin, irá investir em 6000 policiais a mais nas ruas de São Paulo. Outra meta é zerar o número de presos da cadeia para que a Polícia Civil desempenhe seu papel de polícia investigativa e judiciária. Uma das medidas do candidato será a ampliação do projeto Operação Delegada, no qual os policiais militares trabalham armados e fardados para a prefeitura em seus dias de folga. Geraldo também tem como objetivo dobrar o número de bases comunitárias em todo o Estado, com o objetivo de aproximar a polícia e a população, criando uma relação de confiança mútua; e fortalecer o ROCAM (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas).

Período eleitoral é sempre uma boa oportunidade para discussões sobre políticas de segurança pública. As propostas dos candidatos à presidência e ao governo do Estado de São Paulo não foram aprofundadas. Mas é bom ressaltar que algumas propostas são repetições de propostas anteriores que reforçam a idéia equívoca de que segurança pública refere-se ao combate contra o crime, numa lógica de guerra ou que se restringem à criação de órgãos governamentais e ministérios. Outras propostas referem-se ao fazer cotidiano das instituições públicas e não necessariamente à políticas públicas. Pouco se fala de prevenção e de articulação entre instituições e níveis de governo. Quase nenhum candidato explora a dimensão da participação social, do controle e da redução da violência das instituições. Apenas uma candidata tem uma visão mais holística da segurança e propões incremento em políticas alternativas ao modelo tradicional polícia-prisão. Lastimável que os candidatos ao governo do Estado não apresentem propostas detalhadas e compreensivas sobre uma área que é de sua responsabilidade direta. O eleitor deve estar atento ao definir seu voto.
Saúde e segurança são os problemas que mais preocupam a população, diz Datafolha.