terça-feira, 30 de novembro de 2010

UPPs

Prezado Ulisses,
Estou te enviando uns textos que podem ser de interesse.
O Jornal da Segurança em Dezembro vai apresentar um retrospecto do que foi relevante para a Segurança nas suas mais diversas vertentes. Eu havia resolvido escrever sobre as Unidades de Polícia Pacificadora e não imaginava, há cerca de duas semanas, que as coisas evoluiriam para um Pau intenso, assim tão rápido. Infelizmente, na minha apreciação, eu acertei em algumas coisas...
Estou trabalhando mais um pouco e não tive chance de escrever ainda sobre o que está rolando por aqui. Quando o fizer, remeto pra vc com certeza!
Abs,
Vinícius
Uma apreciação das UPPs
Com a decisão de realizar a Copa do Mundo de 2014 no Brasil e a confirmação de que os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão no Rio de Janeiro, o Estado passou a considerar prioritário resgatar da criminalidade áreas há muito sobre seu efetivo controle. A rigor, as forças de segurança pública nunca estiveram ausentes das mais importantes favelas do Rio. Em todas essas comunidades havia um destacamento de policiamento ostensivo com policiais militares, responsáveis por manter a ordem naqueles locais. Contudo a realidade é que a maioria de tais postos de serviço foi sendo paulatinamente sitiado pelo tráfico, gerando uma situação em que, em última instância, ou os policiais se abstinham de sair para patrulhar (pelo temor de serem baleados) ou se deixavam cooptar pelo tráfico, passando a desfrutar de propinas etc. Na maioria dos casos, vigorava uma espécie de trégua não escrita, porém houve mesmo locais em que os policiais de tais  destacamentos, por contrariarem as diretrizes dos traficantes donos do local, entrincheiravam-se nas instalações e travavam combates diários contra os criminosos, em situações que só acalmavam quando uma grande operação policial acontecia para limpar a área.
A manutenção de dominação sobre a vida das populações nas favelas é uma das premissas do poder paralelo que o tráfico busca exercer, e nisso ele pouco se diferencia das guerrilhas. Os locais carentes são extremamente propícios para o mando do crime, que, sabemos, acostumou-se a substituir o Estado em diversas atividades, inclusive estabelecendo seu próprio Poder de Polícia. O segmento de população que não lhes é simpático, fica tolhido e tem de se submeter às normas daqueles que impõe sua vontade pelo uso de uma violência sem paralelo, exercendo direito de vida e morte sobre todos os que residem na localidade. Ao contrário da Lei do Estado, que não raramente se mostra bastante complacente com seus transgressores, a Lei do Tráfico é rápida, excepcionalmente dura, possui pena de castigo corporal e até pena de morte, sendo normalmente exercida sem reclamação. Todos se submetem pois a discordância manifesta, numa favela ou outra área sob controle da criminalidade, é resolvida quase sempre à bala, na mala de um carro roubado, num valão ou no microondas (como são chamados os crematórios clandestinos, improvisados com pneus).
É verdade que mesmo nos locais onde a Lei do Tráfico impera, a polícia, (com maior ou menor grau de dificuldade) sempre incursionou e efetuou prisões; porém, quando os agentes se retiravam, os criminosos voltavam e a situação permanecia basicamente inalterada. Quem ousaria colaborar com a polícia sabendo que, tão logo as forças de segurança se retirassem, os bandidos voltariam? Não se poderia pensar em erradicar o Poder dos criminosos, sem retomar-lhes permanentemente as áreas sob seu domínio. Para atingir verdadeiramente o tráfico é necessário ocupar o espaço geográfico, prender os criminosos e mostrar a grande massa de pessoas de bem que as forças da lei chegaram para ficar.     
A ocupação das favelas já vinha sendo tentada ao longo dos últimos dez anos. Infelizmente o espírito "conciliador" do policiamento empregado nessas áreas especiais, fortemente influenciado doutrinariamente pelas ONGs defensoras dos Direitos Humanos, não logrou erradicar o tráfico armado em quaisquer das comunidades onde foi implantado. Como chegou a ser amplamente noticiado pela mídia, nessas áreas o tráfico assumiu uma postura mais discreta, quase de não-agressão, continuou comercializando drogas no local e agindo de forma violenta, sobretudo fora dos limites dessa própria área.
Sem querer reinventar a roda, independentemente de toda a conversa supostamente embasada academicamente e do velho papo-furado politicamente correto, qualquer policial experiente sabe que para se lidar com essa situação duas medidas devem obrigatoriamente de andar juntas: a prevenção (onde incluiríamos toda sorte de ações para evitar a delinqüência e melhorar a qualidade de vida da população) e a repressão, esta sim normalmente conduzida pelas forças policiais de forma esporádica. Para uma ocupação funcionar numa área originalmente dominada pelo tráfico de drogas, a primeira medida com a qual os criminosos devem ser contrapostos é o combate, com prisões e um claro sentido de que tal ação representa a assunção daquele território pelo Estado. Uma medida que traduza a idéia de que se está implantando uma voga nova no local, deixando a quem não se enquadrar apenas as desencorajadoras opções de ir preso ou acabar no necrotério. Embora isso não seja o que abertamente se conte nas numerosas visitas guiadas às comunidades de Medelin, na Colômbia as áreas pacificadas e retomadas ao narcotráfico invariavelmente se estabeleceram sobre uma quantidade incontável de cadáveres de criminosos; e a sociedade tacitamente aprovou tais métodos em função dos resultados positivos que hoje são orgulhosamente exibidos a todos os estrangeiros que conhecem aqueles locais.
Desnecessário ressaltar que tais operações policiais são extremamente onerosas e não podem ser executadas de forma improvisada. Devem ser planejadas com o objetivo de promover prisões, captura de armas, munições e entorpecentes; baseadas numa enorme quantidade de dados de inteligência, com a premissa de evitar tiroteios ou qualquer reação dos criminosos que promova baixas entre os policiais e a população civil. Para realizá-las há de se considerar fatores como as características físicas e topográficas do local a ser ocupado, bem como a limitação do quantitativo de efetivo policial que se pode empregar na atividade de contenção/cerco, na invasão da área e depois, na ocupação propriamente dita. Considerando a extensão e a densidade populacional de certas favelas cariocas, vê-se que tal tarefa não é nada fácil.
 As Unidades de Policiamento Pacificadoras surgiram como uma efetiva resposta do Estado contra o domínio territorial dos traficantes. A ocupação das favelas nos moldes do que vem sendo efetivamente praticado agora pelas UPPs é realmente algo que já se deveria ter feito há tempos. Segundo esse modelo, o policiamento é apenas a “ponta-de-lança” para que o Estado assuma seu compromisso junto aquela comunidade carente. Envolve concomitantemente urbanização, saneamento básico, educação, saúde, emprego e lazer.  Isso é medida acertada, porém cujos resultados aparecem a longo prazo.
O Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar do Rio de Janeiro, quando se mudou para o novo aquartelamento no bairro das Laranjeiras iniciou um excepcional programa de ocupação numa favela contígua às suas instalações. O BOPE buscou trazer a população local para perto de si, promovendo inclusive ações de caráter recreativas e cívico-sociais destinada a esse público nas instalações da própria unidade. No caso específico da favela Tavares Bastos, em que pese a participação de diversos setores da sociedade civil no projeto (inclusive de ONGs), jamais se permitiu a coexistência de tráfico no local, o qual nunca deixou de ser reprimido de forma exemplar. Atualmente o trabalho do BOPE junto à comunidade é referência até no exterior; porém os frutos desse trabalho não foram colhidos imediatamente. Hoje há crianças que não conheceram a realidade da cooptação pelos criminosos ou mesmo que jamais viram bandidos circulando ostensivamente armados pelas vielas; porém, leva tempo para convencer as pessoas de que existe um outro caminho. Muito se deve investir em propaganda, divulgando a nova opção de vida sem crime, assim como levando até as pessoas uma visão crua daquilo que é a violência da criminalidade. Outdoors, panfletos, carros de som devem ser empregados para veicular mensagens para a população, bem como cartazes, com as imagens dos criminosos procurados, espalhados por toda área, negando aos bandidos a possibilidade de circularem incógnitos.  Trata-se de um processo, e como aprendemos âmbito das ciências sociais, eles nunca se desenvolvem com a celeridade que desejamos.. 
Nós, brasileiros infelizmente não gostamos de aguardar por resultados demorados e sempre, historicamente, preferimos nos render àquelas notícias de impacto, tipo factóide, autênticos estelionatos intelectuais do tipo dos que anunciavam que iriam vencer a guerra contra o crime com o fuzil novo, com o carro blindado de transporte de valores modificado, com um único dirigível supostamente super-equipado ou mesmo com a aquisição de um "helicóptero blindado" que há alguns anos rendeu matéria de página inteira num exemplar de domingo num jornal de grande circulação, e que sabemos bem como acabou tragicamente, em outubro de 2009. O emprego de novos recursos bélicos ou tecnológicos é importante, mas não deve ser superestimado. Principalmente quando consideramos que muitas dessas aquisições talvez sejam mais influenciadas pelas polpudas comissões pagas pelos vendedores do que propriamente pela adequação dos itens aos requisitos operacionais daqueles que irão empregá-los.
As UPPs, extremamente benéficas aos olhos da sociedade e aprovadas inclusive pelos moradores das antigas áreas dominadas pelo tráfico, representaram um inestimável bônus político, que concorreu diretamente para a reeleição do governo estadual no Rio de Janeiro. A própria presidente eleita, enquanto ainda candidata, disse que a sua política de segurança pública seria a espalhar UPPs pelo país. Uma vez que a idéia dá votos, não podemos negar que o clamor por mais ocupações cresce (inclusive no seio dos políticos); o eleitorado, que não conhece a logística do processo, cobra “ocupações para ontem” e a polícia as vem implementando como pode, independentemente de não contar com efetivos suficientes para provir o seu recompletamento normal e para aplicá-los ao novo policiamento. Há quantitativo insuficiente de efetivos em diversos batalhões, os quais são responsáveis pelo patrulhamento em áreas igualmente importantes da capital e interior. No Rio de Janeiro, a dura realidade é que a Polícia Militar, que vem pondo em prática um enorme esforço para formação de novos policiais, tem um déficit de pessoal e precisa de mais tempo para recrutar, selecionar e bem treinar seus efetivos. No mundo real não se pode adotar soluções mágicas como lançar mão de um Exército de Clones como o da saga de filmes sci-fi Guerra nas Estrelas.
Por força da atuação da ocupação policial em seus antigos redutos, hoje os criminosos vem amargando muitas derrotas e reavaliando sua situação ou agindo por puro reflexo, desencadeiam ações de “terrorismo urbano”, como a execução de “arrastões”, metralhar viaturas policiais, incendiar carros ou arremessar granadas e coquetéis molotov em locais públicos. As ações do estilo toca-e-foge perpetradas pela criminalidade em elevados, túneis e nas proximidades de postos policiais é de difícil repressão sobretudo pelo fato de que é a criminalidade que escolhe onde e quando agir. Seu objetivo maior não é o de compensar perdas financeiras, mas sim o de tentar convencer a população de que antes as coisas no asfalto eram mais tranqüilas da forma em que estavam antes. Roubar carteiras e pertences pessoais em breves bloqueios de tráfego não é investimento de rentabilidade suficiente para compensar o fechamento de bocas de fumo e quando lemos diariamente a seção de cartas dos leitores dos jornais do Rio, percebemos que há muita gente se perguntando se o preço pago por essa intranqüilização no asfalto está valendo à pena...
Recentemente o Presidente Lula observou o caráter “sem conflito” das novas ocupações policiais (na verdade, com pouco ou nenhum enfrentamento de parte dos bandidos) como sendo um “grande negócio”. Eu não me permito compartilhar o mesmo otimismo do Presidente, por saber que o poder, no âmbito do crime, não costuma mudar de mãos sem conflitos. No Rio de Janeiro nós estamos permitindo que os bandidos saiam (muitas vezes com seu poderio bélico intocado) para outras favelas da capital ou áreas interiores do Estado. Os efeitos da migração de criminosos, experientes, violentos e fortemente armados para o interior já pode ser claramente sentida em locais como a Baixada Fluminense, Petrópolis, Teresópolis e na Região dos Lagos. No interior, a chegada de um bandido da capital vai modificar radicalmente o perfil da criminalidade local. Não precisará ser um expoente da criminalidade; qualquer um com tênis e roupas caras, ostentando jóias de ouro, com um fuzil ou submetralhadora, vai acabar se tornando “O CARA”, e vai mudar o perfil da criminalidade naquele local. Se considerarmos que, no interior, não há cultura prevencionista de segurança (pois, se as pessoas não convivem com o crime, não se acostumam a preveni-lo), todos vão se constituir em alvos muito mais fáceis do que as pessoas nos grandes centros, de alguma forma acostumadas à crônica delitiva. Da mesma forma, nesses locais mais pacatos, a estrutura repressiva da polícia não está capacitada para lidar com bandidos perigosos, bem armados e com um modus-operandi mais ousado. Queira Deus que eu esteja errado em minha análise, porém acredito piamente que permitir o deslocamento desses criminosos vai permitir um upgrade na criminalidade de diversos locais anteriormente tidos como pacíficos e tranqüilos e vai se constituir em algo tão danoso para a segurança pública em geral quanto a decisão, tomada nos idos dos anos 60, de colocar presos políticos e presos comuns juntos, nas penitenciárias. Num médio prazo, a perda de território, prestígio e receitas pode até promover uma unificação dos Comandos do crime organizado, o qual hoje já costuram algumas tréguas localizadas para sobreviver.         
As UPPs são uma boa nova para os fluminenses. Como muito bem observou o próprio Secretário de Segurança do Rio de Janeiro, a UPP não vai acabar com o tráfico, porém já está libertando as pessoas das áreas geográficas onde os criminosos impõem seu estrito domínio territorial. Infelizmente, muito de nossos concidadãos ainda se permitirão financiar tal negócio escuso com o seu consumo, permitindo a aquisição de armas de guerra cujo contrabando, considerando a nossa extensão de fronteiras é também muito difícil de coibir. Não há soluções fáceis para problemas tão complexos quanto os da violência gerada pelo tráfico e criminalidade no Rio de Janeiro. De minha parte, apenas acredito que não devêssemos ensejar tantos escrúpulos para poupar os lobos... 

VINICIUS DOMINGUES CAVALCANTE, CPP, o autor, é Diretor regional da ABSEG ( http://www.abseg.com.br/ ) no Rio de Janeiro. E-mail: vdcsecurity@hotmail.com

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Ocupação do Alemão

Veja detalhes da ocupação do Alemão

Forças de segurança cercaram as entradas do conjunto de favelas.
Polícia apreendeu armas, drogas e prendeu 20 suspeitos no domingo (28).

Do G1, em São Paulo

sábado, 27 de novembro de 2010

Dia 27 de Novembro 2010

Caros amigos, boa noite.
Hoje é um dia muito especial e a redação do Blog Onde Mora o Perigo e a Consultoria Grans Nascimento Associados  parabenizam todos os companheiros que são Técnicos de Segurança do Trabalho e os companheiros Engenheiros de Segurança do Trabalho pelo seu dia.
Sucesso a todos.

Ulisses Nascimento

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Ondas de Ataques no Rio de Janeiro

‘Polícia Militar está em prontidão’, afirma coronel da PM no Rio

Todos os policiais terão folgas e escalas suspensas.
Nesta manhã, três veículos foram incendiados nesta manhã.

Thamine Leta Do G1 RJ

Após 11 ataques entre a noite de terça-feira (23) e a madrugada desta quarta-feira (24), a Polícia Militar informou que todo seu contingente está de prontidão. Segundo o relações públicas da PM, coronel Lima Castro, todos os policiais militares foram convocados e o expediente não tem horário de término.
Veja fotos da violência no Rio de Janeiro
“Toda a Polícia Militar está de prontidão. O esquema anterior era de redução de folgas, mas nesse momento todos os policiais que estavam em casa foram convocados e o expediente não tem hora para acabar”, informou o coronel.
No início da manhã desta quarta, policiais militares e bombeiros foram chamados para um incêndio ocorrido num ônibus, na Avenida Vicente de Carvalho, próximo da estação do metrô de Vicente de Carvalho, no subúrbio do Rio. Outros dois veículos foi encontrados em chamas em Cavalcanti e em Santa Cruz, no subúrbio e na Zona Oeste.
A decisão de deixar a PM em prontidão aconteceu na manhã desta quarta, em uma reunião no Quartel Central da Polícia Militar, no Centro do Rio, entre representantes da cúpula da instituição.
Segundo Coronel Lima Castro adiantou, durante a reunião, foi decidido que haverá reforços na Baixada Fluminense. Durante a madrugada, um ônibus foi incendiado por criminosos na Rodovia Presidente Dutra, na altura de Engenho Pedreira.
“O comandante do batalhão local está em alerta e vamos reforçar o patrulhamento no local. As operações em comunidades do Rio também vão continuar”, disse.

Estratégias não falharam, diz PM

A Polícia Militar do Rio afirmou nesta manhã que a estratégia traçada inicialmente pelos órgãos de segurança pública não falhou.
“(A estratégia) Não falhou. Fizemos uma reunião no Quartel General, quando foram dadas novas ordens, mas a participação da comunidade é fundamental. Estamos trabalhando em cima de denúncias e checando informações. As tropas continuam nas ruas e daremos seqüência ao trabalho hoje. Vai ser feito uma reunião para que se verifique se os horários tem que ser trocados, policiais remanejados e definir esses locais. Já temos alguma coisa preparada desde ontem”, disse o Relações Públicas da PM, coronel Lima Castro.
Cronologia dos ataques
Os novos ataques aconteceram em diferentes pontos do estado. Segundo a PM, os crimes aconteceram na Dutra; no Rio Comprido, na Zona Norte; no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste; em Belford Roxo e em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense; e em São Gonçalo e Niterói, na Região Metropolitana. Foram 12 veículos incendiados apenas nesta madrugada.
Desde domingo, aconteceram, no total, 20 ataques, com 21 veículos incendiados e três cabines da Polícia Militar baleadas. Os locais alvos de violência foram a Linha Vermelha, a Via Dutra, Irajá e Del Castilho, no subúrbio; Tijuca e Estácio, na Zona Norte; Laranjeiras e Lagoa, na Zona Sul

Operações terminam com 8 presos e 2 mortos

Na terça (23), a Polícia Militar confirmou que oito homens foram presos, e outros dois, mortos, durante operações realizadas na terça (23), em favelas do Rio. Em nota oficial, a PM afirmou, ainda, que dois menores foram detidos na região de Copacabana, na Zona Sul. As ações aconteceram após uma série de ataques de criminosos registrados nas últimas 48h na cidade.
As prisões, de acordo com a Polícia Militar, ocorreram nas regiões de Copacabana; da Vila Cruzeiro, na Penha, no subúrbio; em Manguinhos, também no subúrbio; em São Gonçalo, na Região Metropolitana; e em São João de Meriti, na Baixada Fluminense.

As operações começaram ainda pela manhã e contaram com equipes das políciais Civil e Militar. Os policiais também estiveram nas comunidades Varginha, em Manguinhos, Parque União e Nova Holanda, na Maré, Arará, em Benfica, Jacarezinho, no Jacaré, Tuiuti e Barreira do Vasco, em São Cristóvão, Morro do Encontro e Cotia, no Grajaú,  Fallet e Fogueteiro, em Santa Teresa, e na Vila Joaniza e Barbante, na Ilha do Governador.
Policiamento
Na segunda (22), o comandante geral da PM, coronel Mario Sérgio Duarte, disse que vai antecipar o esquema de policiamento do fim de ano. Segundo ele, folgas serão reduzidas para aumentar o efetivo, PMs que fazem trabalhos internos passarão a atuar nas ruas e 7 mil novos policiais serão contratados até o fim de 2011.
Até o fim de dezembro, de acordo com a polícia, mais 250 motocicletas vão circular pela cidade. Na segunda-feira, 140 veículos foram distribuídos para os batalhões: “Irão intensificar o policiamento nestas áreas que estão sendo alvo desses criminosos”, disse o coronel Mário Sérgio.

Além do aumento do efetivo da Polícia Rodoviária Federal no Rio, com a transferência de agentes de vários estados do país, o reforço na segurança vai contar ainda com um helicóptero usado em ações táticas operacionais com equipes especializadas. Com a medida, haverá um aumento 200% no efetivo que atua nas estradas federais no estado.

Os primeiros ataques começaram há quase dois meses. No início, as autoridades chegaram a negar a possibilidade dos crimes para não amedrontar a população. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no fim de setembro, foram três carros roubados e um homem feito refém.

Governo pede transferência de presos

O governo do Rio pediu na terça-feira (23) a transferência de pelo menos oito detentos para presídios de segurança máxima fora do estado. A informação é do secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, que afirma que esse número pode chegar a 13. O pedido de transferência já foi feito à Vara de Execuções Penais.
O secretário também confirmou que o governo recebeu informações, ainda não confirmadas pelos órgãos de inteligência da polícia, de que duas grandes facções criminosas do Rio teriam se unido para ordenar os ataques. Ele explicou também que a Secretaria recebeu há cerca de um mês algumas informações sobre os atos criminosos, mas de acordo com Beltrame, muitos deles não se confirmaram ou foram reprimidos pela polícia.
O Ministério da Justiça também informou que a Força de Segurança Nacional está em estado de alerta e pode ser acionada a qualquer momento a pedido do governo do Estado do Rio. No entanto, a princípio, o secretário de segurança do Rio revelou que não pretende usar a Força Nacional para conter os atos criminosos.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

BLOGS

Amigos Seguidores do Onde Mora o Perigo
Blog é uma rica maneira de mostrar que você é uma pessoa interessante e interessada em algum assunto. Blog é uma fantástica maneira de mostrar que você é um especialista em alguma coisa e tem opinião própria. Blog é uma verdadeira maneira de mostrar aos seus clientes, funcionários e amigos que você não tem nada a esconder, pelo contrário, você está cheio de boas idéias para compartilhar.

Fonte: http://www.bizrevolution.com.br/
Sucesso a todos...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Reunião do GIASES

CONVITE
Prezado,

Gestor de Segurança de Instituição de Ensino,

Gostaria de convidá-lo para a reunião que será realizada na Universidade São Judas Tadeu, Unidade Mooca, localizada à Rua Taquari, nº 546, no dia 24 de novembro, às 14h.

No último evento, dia 27 de agosto, foi discutido entre os convidados o PROSUGER – Projeto de Segurança Universitária e Gestão de Risco -, desenvolvido especialmente para aperfeiçoar as formas de prevenção e combate à violência nas universidades e escolas. Atualmente, apresenta resultados positivos nos Diretórios Centrais dos Estudantes e Centros Acadêmicos das principais instituições de ensino.

Depois disso, abordarei os principais assuntos relacionados à retrospectiva da minha gestão (2009/2010) e pautaremos o planejamento para a próxima eleição (Biênio).

Certamente, os temas abordados são do interesse de todos que lidam com a atividade de Segurança Escolar e querem o melhor para as Instituições. Conto com a sua presença.

Atenciosamente,

Wagner Grans
Coordenador GIASES
(11) 8376-0677
e-mail.:
wgrans@yahoo.com          

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Carreira Sustentável na Segurança Empresarial

ARTIGO GERSEG 001
Carreira Sustentável na Segurança Empresarial
Lendo o artigo do Caderno de Empregos da Folha de São Paulo do dia 17/10/2010 na página 5 , onde foi feita uma entrevista com o empresário José Augusto Minarelli  sócio da empresa de recolocação profissional   Lens &Minarelli com o título “ Profissional falha em desenvolver Carreira Sustentável”  verifiquei que os diversos problemas colocados,  têm paralelos com nossas carreiras de Vigilantes Líder, Inspetores, Supervisores, Coordenadores, Gerentes e Superintendentes de Segurança Empresarial nas diversas empresas que atuam no segmento de segurança privada, centros de formação, proteção executiva, transporte de valores e segurança orgânica.
Os tópicos em destaque dizem:
·       Para Consultor o trabalhador deve vender o que é capaz de produzir e de ser lembrado, além de investir em boa rede de relacionamentos;
·       Além de ser um bom profissional e de estar atualizado, ele deve ter a habilidade para desenvolver bons relacionamentos no mercado;
·       O profissional tem que fazer um bom trabalho, mas também cuidar do marketing pessoal, de vender o que é capaz de produzir e se fazer lembrado.
No artigo,  informa que as empresas se tornaram mais complexas e competitivas e os profissionais deixaram uma carreira que era linear para ter uma carreira mais dinâmica e buscando não só crescer horizontalmente , mas conseguir ascensão vertical. Em nosso segmento as empresas também diversificaram, tendo seu portfólio chegado às áreas de serviços e de sistemas eletrônicos de proteção, sendo que algumas delas estruturam seus novos departamentos de Gestão de Riscos e de Inteligência anti-fraude para 2011.
Estas transformações pegaram as pessoas de calças curtas porque não desenvolveram os cuidados para que  suas carreiras na segurança empresarial se tornassem sustentáveis, com base nas mudanças é que o consultor Minarelli escreveu o Livro Carreira Sustentável ( Ed. Gente ), ele enfoca que nos últimos trinta anos as empresas deixaram de ser espaços para a vida toda e se concentraram nas fusões e aquisições e novas necessidades surgiram, e no segmento de segurança há impacto direto em nossas carreiras, temos que evoluir para um perfil de prestadores de serviço para a organização, o atendimento de clientes internos e externos deve ser de excelência.
Temos uma Copa do Mundo e uma Olimpíada pela frente, os eventos internacionais chegaram para ficar no Brasil.
Temos que fazer um bom trabalho, e cuidar de nosso marketing pessoal, e nos relacionarmos  bem, vendermos  o que somos capazes de produzir e sermos lembrados, a sustentação de nossas carreiras na escala de comando das empresas é fruto do conjunto destas atitudes.
Temos que estar atualizados e nos relacionarmos bem, estes fatores ajudam nas mudanças de carreiras, nas transições de empresas, demissões, recolocações e até na aposentadoria.
A Internet e as redes sociais são uma realidade e temos que aprender a conviver, os profissionais de segurança não podem se expor de forma pejorativa em determinadas redes, suas atitudes e comentários são avaliados por selecionadores, e portanto pense em não causar constrangimentos e risco a sua carreira. As redes dão espaço para que saibam de nossos valores e da forma como nos expressamos.
A Grans Nascimento Associados quer desta forma contribuir para que possamos estar formando uma consciência crítica em todos os profissionais de segurança do Brasil, para que possamos buscar a qualificação e a capacitação necessária para evolução pessoal e profissional, temos no Brasil diversos cursos de Gestão Tecnológica em Segurança Privada,Pública e Segurança do Trabalho , vários cursos de especialização      ( MBS) e cursos de MBA e temos que atuar em nossas entidades de classe e institutos, vamos fazer um check list de carreira e verificar onde podemos ser melhores, um segundo idioma é fundamental e a participação nas redes sociais aumenta a qualidade de nossos relacionamentos.
É  importante informar a classe que o Gestor de Segurança Privada hoje possui o CBO e poderá requisitar o registro profissional no CRA de sua cidade, além de acompanhar o andamento dos projetos de Lei que tramitam no Congresso Nacional para reconhecimento da profissão.

Ulisses Nascimento é Security Manager na Grans Nascimento Consultoria de São Paulo

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Mortes nas Rodovias Federais

Feriado teve 142 mortes nas rodovias federais, informa Polícia Rodoviária

Número de mortos só foi superado pelo Carnaval, diz Polícia Rodoviária.
Minas Gerais registrou o maior número de vítimas e de acidentes.

Do G1, em Brasília

A Polícia Rodoviária Federal registrou 142 mortes nas rodovias federais no feriado prolongado da Proclamação da República, entre a meia-noite de sexta-feira (12) e a meia-noite de segunda-feira (15). Foi o segundo feriado mais violento nas estradas federais brasileiras neste ano, ficando atrás apenas do feriado de Carnaval quando foram registradas 143 mortes.
Segundo a Polícia Rodoviária Federal, foram registrados 2.525 acidentes entre a sexta e segunda, com um total de 1.486 pessoas feridas. Minas Gerais foi o estado com o maior número de mortes nas rodovias (35) e acidentes (430). Santa Catarina teve o segundo maior número de acidentes (290), e Pernambuco, o segundo maior em mortes (13).
62.205 infrações de trânsito foram registradas nas rodovias federais durante o feriado prolongado, 60% delas por excesso de velocidade
"Ao longo do ano temos percebido aumento no número de acidentes, feridos e mortos. Isso tem ocorrido por conta da frota cada vez maior e da quantidade de gente dirigindo", afirmou o inspetor Alvarez Simões, da Polícia Rodoviária Federal.
De acordo com ele, o número elevado de mortes e acidentes em Minas Gerais se explica pelo tamanho da malha rodoviária. "Esse número maior é em virtude da maior malha federal em um único estado", disse.
A imprudência dos motoristas e as fortes chuvas que atingiram as regiões Centro-Oeste, Sudeste e parte da região Sul foram apontadas pela PRF como os principais motivos dos acidentes e mortes deste feriado.
Outro agravante foi o aumento do fluxo de veículos nas estradas federais. De acordo com o balanço, pelas rodovias que ligam Brasília a Goiânia (BR-060) e Brasília a Belém (BR-153), por exemplo, trafegaram 40% mais veículos do que nos feriados mais recentes e finais de semanas do ano.
Apesar de o feriado de 15 de Novembro ter tido uma morte a menos em relação ao feriado de Carnaval, a operação deste final de semana prolongado foi de quatro dias. No Carnaval, a operação durou seis dias.
Infrações
Nos quatro dias de operação, a PRF registrou 62.205 infrações de trânsito, 60% delas por excesso de velocidade. De acordo com o balanço do feriado, 393 motoristas foram flagrados dirigindo embriagados. Desse total, 202 foram presos.

Segundo o inspetor Simões, os números registrados neste feriado são 80% superiores aos de um final de semana comum. Como em 2009 e em 2008 o feriado da Proclamação da República caiu durante um final de semana, a Polícia Rodoviária Federal não fez operações e não tem dados para comparar.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Stay Safe

Segurança em Instituições de Ensino

Entrevista de Ulisses Nascimento para a Revista Fotonews

Ulisses Nascimento - Gestor de Segurança Privada formado na Universidade Paulista. Pós Graduando em Educação na Universidade Paulista e aluno do 32 MBS da Brasiliano Consultoria. Profissional com mais de vinte e cinco anos de experiência na área de segurança corporativa, oficial da reserva do Exército Brasileiro na arma de Cavalaria, Instrutor e EX Coordenador de Segurança Universitária e GR no Campus Anchieta da UNIP, especialista formado pela mesma Universidade, atual Assessor Técnico do GIASES ( Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo ) , membro da OBESST, associado à ABSO, ex diretor do Conseg do 83DP – Parque Bristol SP , membro da Comissão Estadual de Polícia Comunitária e Direitos Humanos, Coordenador de Governo da ABGS nos anos de 2007 - 2008 e Vice Presidente da Área de Governo do IFIDUS. Possui diversos cursos de Extensão Universitária na Brasiliano Associados e Universidade São Judas na área de Gerenciamento de Riscos , Planejamento de Segurança e Cenários Prospectivos . Indicado três anos seguidos 2007, 2008 e 2009, para receber o Prêmio Destaque da Segurança Empresarial no Brasil pelo portal CIPANET. Palestrante e articulista de diversos sites e Revistas especializadas na área de segurança. Sócio do Portal Escola Protegida e Security Manager da Grans Nascimento Associados Brasil.


Revistafotonews - Qual foi o maior aprendizado que você teve na Segurança ?
Ulisses Nascimento - Caros leitores, o maior aprendizado que tive na área de Segurança Corporativa é que devemos nos comprometer com o trabalho e nos dedicarmos de coração pelo que fazemos, em algumas palestras motivacionais para corpos de segurança em indústrias e universidades destaco a importância da paixão que temos que imprimir ao nosso trabalho, tenho muitos amigos no segmento e todos sabem que pelo menos a quinze anos tenho me destacado como um grande colaborador para o engrandecimento da profissão de Gestor de Segurança e na redução dos índices de criminalidade nas Escolas e Universidades.


Revistafotonews - Quais são os objetivos do Portal Escola Protegida ?
Ulisses Nascimento - O Portal Escola Protegida está em construção, pois a sua primeira versão tratava de uma consultoria de Análise de Riscos em Escolas e Universidades e como era um Portal Comercial deveria gerar negócios, fato que não ocorreu.Como é de seu conhecimento estamos trabalhando em uma nova configuração e que poderá ser mais interativa com professores, alunos e todos que estão no meio escolar. As pesquisas continuam e estamos recebendo várias demandas de outras cidades e pelas redes sociais todos poderão obter informações, inclusive pela Revista Fotonews.
Minha nova Consultoria está criando uma revista eletrônica sobre o segmento e estaremos lançando em breve, inclusive com treinamentos para professores e reportagens inéditas sobre o ambiente escolar no Brasil.


Revistafotonews - Como é a Segurança nas Escolas?
Ulisses Nascimento - A Segurança nas Escolas públicas e privadas do Brasil ainda é muito amadora, pois não há o comprometimento das altas direções e de governantes em realizar um trabalho profissional, estamos falando sobre a segurança nas escolas do Brasil inteiro, desde as regiões ribeirinhas da Amazônia até o Sul do Brasil. As edificações são problemáticas e muitas não oferecem o mínimo de condições para o exercício de profissão dos professores.
Segurança em Escola começa com a construção do prédio, sua localização e aparelhos para todas as atividades, a segurança do trabalho não pode ser negligenciada com a formação de Brigadas de Incêndio e CIPA, a patrimonial deve cuidar para que haja um diagnóstico sobre crime e violência e a análise de riscos deve ser feita por profissional especializado e uma política de segurança deve ser feita por uma equipe multidisciplinar.
A violência nas escolas é um problema mundial que está causando muitas perdas para as comunidades, famílias e empresários do segmento. As verbas pagas com Segurança não são despesas e sim, um investimento.


Revistafotonews - Existe uma preocupação das escolas Públicas com a Segurança ?
Ulisses Nascimento - Como falei anteriormente existe um amadorismo, todas as escolas adotam modelos particulares e próprios de cada região mas deixam a desejar, em muitos Estados do Brasil como SC,RS,MT e DF existe a preocupação da criação de Núcleos de Segurança Escolar e até a criação de Consegs Escolares, onde diversos membros e autoridades discutem estratégias para a redução de ocorrências principalmente de furtos e roubos, agressões físicas e verbais, atropelamentos, vandalismo, drogas etc.
Os governos devem investir em Gestão Integrada de Segurança e dotar os orçamentos de verbas para este fim específico.
Em São Paulo, a legislação sobre o tema é muito antiga e vários governos pretenderam criar seus Planos de Segurança Escolar, aqui a Polícia Militar e a Metropolitana estão de parabéns pelo trabalho com as Rondas Escolares.
No município de São Paulo temos a Lei 14492 de 31Jul07 - da Área Escolar aprovada pela câmara dos vereadores, que foi idéia do professor e vereador Elizeu Gabriel.


Revistafotonews - Como a Segurança Privada pode colaborar com as Escola ?
Ulisses Nascimento - Como os quadros de vigias e profissionais de portaria das Escolas a muitos anos não estão sendo contratados , vejo como uma grande oportunidade a contração de empresas especializadas em vigilância e portaria para o setor de segurança das escolas públicas e privadas no Brasil, inclusive em muitos centros de formação de vigilantes os cursos de controladores de acesso e segurança em escolas e universidades começam a ser ministrados, gerando uma mão de obra especializada para tratar com diversos públicos, da educação infantil até a universidade.
As empresas especializadas devem sempre reciclar seus colaboradores com especialistas na área, para garantirem a continuidade de negócios de seus contratos.
A Segurança privada já opera em diversas escolas e universidades particulares e públicas.


Revistafotonews - As escolas particulares tem se preocupado com a segurança dos seus alunos como deveriam?
Ulisses Nascimento -Muito, Luiz. As Escolas e Universidades particulares têm investido milhões de reais para garantir a segurança e conforto de seus clientes, colaboradores, professores, pais e responsáveis.
O Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo ( GIASES ) que é apoiado pelo SEMESP foi criado a treze anos para que os gestores de segurança nas escolas e universidades pudessem trocar informações e experiências para reduzir a criminalidade nas Escolas.
O aperfeiçoamento dos gestores em planejamento de segurança e gestão de riscos de acordo com a ISO 31000 está a todo vapor, e esperamos que os investimentos continuem sendo maciços em campanhas de conscientização para a redução da violência.


Revistafotonews - O que pode ser feito para que nossas crianças tenham segurança?
Ulisses Nascimento - Para que nossas crianças tenham mais segurança é necessário que, desde o ambiente familiar ,elas estejam acostumadas e treinadas em prevenção de acidentes e orientadas para como agir com calma em situações de risco. O diálogo com pais e responsáveis e depois com amigos e professores pode fazer com que determinadas situações críticas não aconteçam, pois infelizmente, nossos jovens são o principal alvo dos traficantes de drogas e na própria residência sofrem violência doméstica. A escolha por uma instituição escolar que tenha tradição e que respeite os direitos das crianças e adolescentes, e que possua professores capacitados é um bom início, depois os pais poderão verificar as condições da edificação e planejar como será o dia a dia de seus filhos, o controle de acesso e identificação nas portarias e nos estacionamentos é rígido? O ambulatório médico tem profissional habilitado para tanto, o sistema de prevenção e combate a incêndio funciona, o gestor de segurança possui referências e treinamento para liderar, os alarmes funcionam, as câmeras de CFTV estão monitorando e gravando os fatos?
Temos todas as condições de dar a segurança que nossos filhos merecem a partir do momento que recebamos as informações de segurança e possamos prevenir todas as situações que dêem aos nossas jóias preciosas o melhor estudo e formação.


Revistafotonews - Quais são os tipos de acidentes mais comuns nas escolas ?
Ulisses Nascimento - Os acidentes mais comuns em escolas são as quedas e as lesões referentes à prática de esportes. A Escola deve estar preparada com um ambulatório e ter em seus arquivos os históricos médicos de cada aluno, além do fone dos responsáveis para que em caso de emergências médicas o pronto atendimento e resposta possa garantir a vida do aluno.
Devem ser criados protocolos e planos de emergência pelo setor de Segurança da Escola, um grande exemplo de planejamento de segurança é o da Fundação Salvador Arena que conheci no ABC de São Paulo.
Os atos e as condições inseguras devem ser estudadas pelo SESMT da instituição e a prevenção de acidentes , ser norma para que todos sigam no dia a dia.
Os professores devem ter conhecimento de primeiros socorros para que quedas, cortes, queimaduras,fraturas,desmaios, engasgamentos sejam tratados com urgência.


Revistafotonews - As normas de Segurança estão sendo respeitadas?
Ulisses Nascimento - Infelizmente as Normas de Segurança somente existem em determinados setores como no Trânsito, transporte Escolar, Segurança do trabalho, segurança de informações, edificações, AVCB do Corpo de Bombeiros e após uma breve verificação vemos que temos que evoluir muito culturalmente neste quesito que é a obediência a lei e as normas.
Para a Segurança Corporativa, e Patrimonial ainda teremos que estudar e compor os Grupos de Estudos da ABNT para que normas do setor sejam criadas.
Os professores tem um importante papel de multiplicadores de cultura de segurança, pois a partir deste momento poderemos ter a escola como um ambiente de Paz.
A UNESCO possui trabalhos na área e esperamos que o Amigos da Escola e o Criança Esperança possam melhorar as condições de segurança em nossas escolas e as balas perdidas não matem nossos alunos e nossos sonhos no ambiente escolar.


Revistafotonews - Como é a segurança nas escolas em outros Países?
Ulisses Nascimento - O Portal Escola Protegida, o GIASES, e a Grans Nascimento Brasil estão estudando a muitos anos a situação da segurança escolar no mundo, e esperamos em breve fazer um grande evento para profissionais da área de educação para trocar figurinhas, sabemos que a FAAP trouxe a pouco tempo especialistas de Nova YorK para debater a questão do Programa Tolerância Zero – Choque de ordem nos USA para a área Educacional e esperamos que todos possam aprender muito com o evento a ser planejado.
Nos USA temos o problemas dos classroom killers, fatos que todos recebemos informações das graves ocorrências, na Colômbia o exército toma conta das Escolas , no Brasil temos diversas realidades mas no RJ a situação é crítica com escolas em áreas de guerra urbana.
No Japão temos uma grande incidência de suicídios, na África as gangues atacam a cada momento, na Rússia tivemos a tragédia de Beslam, na Índia centenas de crianças morrem em incêndio em escolas de lata, na Europa a preocupação com terrorismo faz com que hajam muitos treinamentos e planos de evacuação e o projeto mais avançado é o Escola Segura de Portugal.
A segurança escolar deve ser um tema para ser discutido pelos presidenciáveis , inclusive já pedimos um encontro com o senador Cristovam Buarque e com o candidato José Serra pois está sendo discutido em Brasília o PLS 191/08 sobre a criação da Agencia Nacional de Segurança Escolar do MEC.


Revistafotonews - Funcionários, Alunos e Professores estão seguros hoje nas escolas?
Ulisses Nascimento - Creio que a Segurança é uma das maiores necessidades do ser humano, e deve ser garantida por todos. Sua escola ou universidade deve estar atenta aos perigos e aos riscos a que estão expostos pois não é só de controle de acesso e identificação que podemos falar , mas a segurança nos laboratórios de química, a PREVENÇÃO DE ACIDENTES E O SISTEMA DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS , as Rondas Escolares, os Consegs, o trânsito no entorno etc
Todos devem estar comprometidos com a segurança pois o perigo compromete a existência das pessoas, das instituições e dos negócios.

Entrevista para a Revista Fotonews em 2010 http://www.revistafotonews.com.br/


segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Segurança do Público LGBT

Seminário discute segurança do público LGBT
Nielmar de Oliveira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro – Com objetivo de conscientizar os agentes policiais dos três níveis de governo sobre a segurança do público LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais), começou na noite de hoje (8), na capital fluminense, o Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana. O evento é promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. 
O encontro vai até a próxima quinta-feira (11) e reúne 240 representantes dos órgãos de segurança pública e da sociedade civil envolvidos com o tema em todo o país. O seminário foi aberto pelo secretário nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreli, que destacou a importância do evento para criar uma cultura de respeito pelas minorias. 
“Nós só podemos dizer que vivemos plenamente em uma democracia no momento em que nós prezemos e respeitemos plenamente a população brasileira, inclusive no campo da liberdade sexual. E este encontro com as forças de segurança objetiva exatamente levar avante essa conscientização de que cabe aos agentes de segurança pública não apenas respeitar os direitos das pessoas, mas também promover a diversidade de direito”, disse.
 Edição: Aécio Amado

domingo, 7 de novembro de 2010

Queda no número de homicídios em São Paulo

Homicidio em São Paulo tem queda.

O número de homicídios no Estado de São Paulo ficou abaixo de 10 por grupo de 100 mil habitantes durante quatro meses consecutivos pela primeira vez em dez anos. De julho a setembro, a média de mortes intencionais no Estado foi de 8,86 por 100 mil habitantes. Em junho, o índice ficou em de 8,4 por 100 mil. As informações são da Secretaria de Segurança Pública.
O número absoluto de assassinatos caiu de 1.078 para 937, na comparação entre o terceiro trimestre de 2009 e o mesmo período de 2010. A taxa de homicídios acumulada em 2010 foi de 10,17 mortes intencionais por 100 mil habitantes.
Os dados fazem parte da Estatísticas da Criminalidade do terceiro trimestre de 2010, divulgadas pela Coordenadoria de Análise e Planejamento da Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (CAP).
A redução dos homicídios em São Paulo resultou em vidas poupadas: 50.941 pessoas deixaram de morrer no Estado, desde 1999, por conta da redução dos padrões de violência. Na capital, foram 26.054 as vidas poupadas. A maior parte desse contingente escapou da morte em período recente. Desde 2007, foram 30.992 as vidas poupadas no Estado e 15.350 na capital.

Fonte: Julia Baptista - Agência Estado

Notícia enviada pelo MBS32 Anderson Lira -Supervisor de Negócios do Grupo Souza Lima

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Tráfico de Drogas no Brasil

Brasil tem mais de 86 mil presos por tráfico de drogas

Em 2005, segundo Ministério da Justiça, 31,5 mil respondiam pelo crime.
Aumento de mulheres encarceradas pode estar relacionado ao tráfico.

Nathália Duarte Do G1, em São Paulo

População carcerária feminina cresce em maior
proporção que população carcerária masculina

Tráfico de entorpecentes, roubo, furto e homicídio qualificado. Em 2009, a maioria dos presos em todo o país respondia por esses crimes, segundo o Infopen – Sistema Integrado de Informações Penitenciárias, do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça.
Durante esta semana, o G1 publica uma série de reportagens que destacam dados sobre a população carcerária no país. O levantamento trará também a opinião de especialistas.
De acordo com o levantamento, em 2009, mais de 86 mil pessoas estavam nas prisões por tráfico de entorpecentes. O roubo qualificado é o segundo crime mais cometido, com mais de 74 mil presos; furto qualificado e roubo simples, com quase 33 mil; e homicídio qualificado, com 29 mil.
Para ser considerado qualificado, um crime deve ocorrer mediante ameaça ou violência. Outra variável que pode qualificar um crime é cometê-lo contra mais de uma vítima, segundo José Vicente da Silva Filho, ex-secretário nacional da Segurança Pública e consultor em segurança pública.
“Esses dados destacam uma média nacional, mas em cada região do país há crimes mais e menos frequentes. Isso porque o crime depende de oportunidade. É preciso entender que o crime é um negócio, por isso quanto menor o risco para o criminoso e maior o lucro, mais um determinado crime irá ocorrer”, diz o consultor em segurança pública Paulo César Fontes, tenente-coronel da reserva da Polícia Militar.
Segundo Fontes, em Manaus, “uma cidade ilhada”, o furto de veículos, muito comum em cidades como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro, não é um bom negócio. “O mesmo ocorre em São Luís, onde os ladrões que roubam um carro não têm para onde ir. Por isso cada lugar tem uma realidade e sua particularidade no que diz respeito ao crime. Em Manaus, o furto em residências acontece muito”, afirma o consultor.
Já o tráfico de drogas é considerado por especialistas um caso à parte. Em 2005, eram  31,5 mil presos em todo o país- um aumento de mais de 54,5 mil em cinco anos. “A droga é campeã entre os crimes em todos os lugares”, diz Fontes.
O crescimento da população carcerária feminina pode ter relação direta com o aumento no número de casos, e prisões, por tráfico de drogas. “A população carcerária feminina cresce o dobro da masculina”, diz André Luiz de Almeida e Cunha, diretor de políticas penitenciárias do Depen, do Ministério da Justiça.
Para Roberto Aguiar, especialista em segurança pública e professor da Universidade de Brasília (UnB), o aumento da atividade de tráfico de drogas leva à necessidade de "mão de obra". "As mulheres presas por tráfico de drogas geralmente entram no crime para ajudar seu companheiro", diz.
A pesquisadora Paula Ballesteros, do Núcleo de Violência da Universidade de São Paulo (USP), acredita que a maior parte das mulheres presas esteja envolvida no transporte de drogas. "Uma minoria acaba sendo responsável pelo planejamento do crime, como cabeça desse sistema. Geralmente elas têm função de transporte porque costumam ter mais sutileza e usam essa característica a favor do crime", afirma.

Estrutura para presas mulheres

 
A prioridade do Ministério da Justiça, segundo André Luiz de Almeida e Cunha, diretor de políticas penitenciárias do Depen, é construir penitenciárias femininas para atender ao novo perfil de demanda.
"Existem apenas duas ou três unidades no país que foram construídas especificamente para mulheres. As demais são conventos ou colégios reformados, mas que não foram construídos pensando nas condições da mulher", diz Heidi Ann Cerneka, vice-coordenadora nacional da Pastoral Carcerária.
Outro dado alarmante destacado por Heidi é que nem todos os estados brasileiros têm presídios separados para mulheres. "Há estados em que as mulheres estão apenas em prédios separados, ou ainda estão no mesmo prédio, em celas separadas. Isso torna difícil a garantia de privacidade, de manter funcionárias femininas e até de condições de higiene para a mulher", afirma.
Segundo a vice-coordenadora, em estados com menos estrutura, a detenta precisa ir para longe de sua família para ficar em um presídio feminino. "A maioria das mulheres prefere ficar em lugares precários, sujos, para ter a visita dos filhos. O dever do Estado, no entanto, é garantir as duas coisas às presas, condições de vida e visitas familiares."

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DICAS - Pneus novos: atrás ou na frente?

Propostas de Dilma para a Segurança Pública

Propostas de Dilma para a Segurança

Política de Segurança Pública
1.   O crescimento internacional do crime organizado - especialmente o tráfico de drogas e de armas - coloca desafios importantes para o atual e para o próximo Governo. Independentemente de medidas internas, o Brasil optou por fortalecer nossa cooperação internacional no enfrentamento desses e de outros delitos.
2.   Para dar conseqüência a essas orientações, o Governo Dilma:
a) fortalecerá a cooperação internacional no combate às drogas, sobretudo no marco do Conselho para esse fim criado na UNASUL;
b) aprimorará o controle de fronteiras e a cooperação bilateral para frear a ação do crime organizado transnacional;
c) melhorará a cooperação da PF com as policias estaduais no combate ao narcotráfico e ao tráfico de armas;
d) fortalecerá o PRONASCI e as UPP's;
e) prosseguirá em seu esforço de fortalecimento da Polícia Federal.
f) garantirá o compromisso das Forças Armadas com a democracia e com os direitos humanos, sua efetiva subordinação ao Poder Civil através do Ministério da Defesa como a adequada combinação entre a disciplina inerente ao exercício das atividades militares e as relações democráticas que devem marcar a sociedade moderna;
g) criar o Fundo Constitucional de Segurança Pública para, progressivamente, instituir e subsidiar o piso salarial nacional das policias civis e militares até 2016, quando os Estados da Federação passarão a ser responsáveis integralmente pelo cumprimento do piso.
h) Estender de forma completa, o PRONASCI para os 27 Estados brasileiros.