quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Proteção Presidencial

Equipe de segurança de Dilma faz simulação de resgate aéreo na posse

PF fez treinamento para o caso de uma retirada por helicóptero.
Último ensaio do esquema de segurança ocorreu nesta quinta (30).

Marília Juste Do G1, em Brasília
A equipe de segurança da presidente eleita Dilma Rousseff fez nesta quinta-feira (30) o último ensaio geral antes da posse, que ocorre neste sábado (1).
A passagem incluiu desde treinamentos de velocidade dos agentes que acompanharão a pé o desfile em carro aberto até simulações de resgate aéreo da presidente.
No total, a equipe possui 75 policiais, sob o comando do delegado Andrei Passos Rodrigues. Destes, 26 acompanharão o carro de Dilma. Seis policiais femininas fazem a guarda pessoal da presidente: Flávia Bastos, de 30 anos; Leila Laranja, 41; Cristiane Costa, 47; Ana Paula Paes Leme, 38; Jane Dantas, 47; e Lícia Seibt, 33.
Policiais ensaiam segurança de Dilma Rousseff na posse
Policiais ensaiam segurança de Dilma Rousseff na posse (Foto: Marília Juste/G1)
De acordo com Rodrigues, o protocolo em caso de autoridades mulheres é utilizar policiamento feminino. Mas a seleção das agentes em si foi feita pela própria Dilma, que pediu que as mesmas policiais que fizeram sua segurança na campanha a acompanhassem na posse.
O ensaio desta quinta-feira, segundo Passos, é o último antes da posse. Os agentes definiram o ritmo da corrida ao lado do carro de Dilma, que não deve passar de 15 km/h. Houve também simulações de controle em caso de invasão da área de segurança da presidente e simulações de ataques contra o carro.
Para a policial Cristiane Costa, da guarda pessoal da nova presidente, a posse é o melhor momento da “missão”de segurança de Dilma Rousseff.
“É quando você vê o resultado do seu trabalho. É um momento muito importante”, avalia. A mineira Flávia Bastos concorda. “Me sinto muito honrada de estar aqui”, afirma

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Que 2011 seja o Ano da Segurança

Mensagem de Natal e Ano Novo
Caros amigos da Grans Nascimento Associados, do GIASES e do Instituto FIDUS, esta é a nossa mensagem de Natal e Ano Novo, pensamos em muitas formas e textos, mas esta mensagem da Você S/A reflete o nosso desejo profissional de ser mais, ter mais, pensar mais e fazer mais em 2011.
Chegou a sua vez
Desejamos a você que em 2011 seja um ano rico em vontades e em realizações, para que sua carreira seja o motor que acelera a sua conta bancária. Saia da zona de conforto profissional invista em novos conhecimentos, faça novos contatos, permita-se atuar de um jeito diferente, ajude os que chegam, peça ajuda aos mais experientes.
Colabore mais, pense melhor no impacto que seu trabalho tem na empresa e nunca, jamais, abra mão dos seus valores. Divirta-se.
Ano que vem tem muito mais.
Juliana De Mari – Diretora de redação da Revista Você S/A

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Segurança Pública - Desafios do governo Dilma

27/12/2010 15h31 - Atualizado em 27/12/2010 15h55

Desafios do governo Dilma:
segurança pública

Hoje quase metade dos brasileiros vive sob sensação de insegurança.
Série do G1 analisa os principais desafios do próximo governo federal.

Thiago Guimarães Do G1, em São Paulo

No último dia 18 de novembro, o corpo de um jovem de 18 anos foi encontrado em meio a uma das plantações de cacau remanescentes de Itabuna, a 420 km de Salvador.
Com marcas de tiros e agressões, José Carlos Gomes Batista, conhecido como “Lasca Gato”, foi vítima de um possível acerto de contas, pois era investigado por homicídio na mesma região.
Desafios do governo Dilma
27/12Segurança
28/12Educação
29/12Inclusão digital
30/12Política externa
31/12Saúde
01/01Trabalho
02/01Infraestrutura
 A criminalidade na cidade do sul baiano avançou no compasso do declínio da cultura do cacau, dizimada nos últimos 20 anos pela praga da vassoura-de-bruxa.
Atinge sobretudo os jovens, o que rendeu ao município a liderança nacional em exposição da juventude à violência. O índice divulgado pelo governo federal em 2009 considera outros cinco indicadores: homicídios, acidentes de trânsito, emprego ou frequência na escola, pobreza e desigualdade.
Como milhares de crimes semelhantes pelo país, a morte de “Lasca Gato” e a situação em Itabuna expõem, em escala local, os desafios da gestão Dilma Rousseff (PT) na área de segurança pública.
A violência e a insegurança ocupam o centro da agenda pública desde o cerco policial e militar contra o tráfico de drogas no Complexo do Alemão, na capital fluminense, no final de novembro. A intensidade do confronto amplificou ao mundo a dimensão do problema no país.
Bandeira do Brasil é hasteada no alto do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro, após ofensiva policial e militarBandeira do Brasil é hasteada no alto do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, em 28 de novembro, após ofensiva policial e militar (Foto: Fabio Motta/AE)
A despeito do avanço econômico brasileiro recente, a violência de rua segue disseminada no país, sobretudo em grandes centros urbanos. A taxa de homicídios cresceu 32% de 1992 a 2007, de 19,2 mortes por 100 mil habitantes para 25,2, índice que na América do Sul só é inferior aos de Colômbia e Venezuela.
Novos estudos confirmam a situação: segundo pesquisa divulgada pelo IBGE neste mês, quase a metade dos brasileiros com dez anos ou mais (47,2%) se sentem inseguros na cidade em que vivem. E de 3.950 municípios brasileiros (71% do total) consultados pela Confederação Nacional de Municípios, 98% disseram registrar problemas relacionados a drogas como o crack.

A presidente eleita baseou sua plataforma de segurança na continuidade de programas como o Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci) e na aposta em iniciativas como as Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) do Rio de Janeiro.
Analistas consultados pelo G1 elogiam a ênfase, nas propostas de Dilma, em ações de capacitação de pessoal e em ações de policiamento comunitário, típicas do Pronasci e das UPPs.
Apontam, contudo, falta de soluções estruturais para problemas crônicos da segurança pública no país, como a elevada taxa de homicídios, 60 mil inquéritos de assassinatos sem solução desde 2007, população carcerária de 494 mil pessoas e reincidência criminal de 60% a 70%.
“Nosso sistema prisional é um caos, temos uma das polícias mais violentas do mundo, com controle externo sucateado. E os candidatos não discutiram na campanha temas importantes como currículo único para as polícias, piso salarial”, critica o professor da PUC-MG e especialista em segurança pública Robson Sávio.
Salário dos policiais é bomba para Dilma desarmar
E é justamente a remuneração da classe policial que deve causar à nova presidente as primeiras dores de cabeça no campo da segurança.
Policiais civis e militares pressionam pela aprovação, no Congresso, de proposta que cria um piso salarial nacional para as corporações. O governo diz que a iniciativa irá custar R$ 43 bilhões e descartou aprová-la neste ano, o que já motiva ameaça de greve geral das categorias.
“A Dilma fugiu do assunto segurança nas eleições. Se não conseguirmos votar o projeto o indicativo é de greve nacional”, disse o soldado da Brigada Militar gaúcha Leonel Lucas, que preside a associação das entidades de cabos, soldados e bombeiros do país.
UPP Especial - Morro da BabilôniaUnidade de Polícia Pacificadora em meio a casas
do Morro da Babilônia, no Rio de Janeiro
(Foto: Aluizio Freire/G1)
Em campanha, Dilma enfatizou a defesa do modelo das UPPs do governo Sérgio Cabral (PMDB-RJ). Metodologia de ação policial em áreas de risco, o programa emprega hoje cerca de 2.000 policiais em 12 unidades, instaladas em áreas até então dominadas pelo tráfico de drogas.
Pela ótica federal, as UPPs serão os PPCs (Postos Policiais Comunitários), unidades dotadas de quatro veículos, central de inteligência e videomonitoramento. O programa de Dilma prevê R$ 1,6 bilhão para construção de 2.883 desses postos no país.
Para Denis Mizne, diretor do Instituto Sou da Paz, o enfoque de Dilma parece desconsiderar as especificidades da iniciativa carioca.
“A UPP é uma estratégia construída para o Rio de Janeiro. Não consigo visualizar outra cidade que tenha quantidade de território relevante tomada pelo crime”, afirma Mizne, que também vê com desconfiança a publicidade em torno da iniciativa.
Continuidade do Pronasci é eixo da plataforma de Dilma
Outra aposta de Dilma é a ampliação do Pronasci. Criado em 2007, o programa promete articular segurança e ações sociais. Concentra gastos no pagamento do Bolsa-Formação, um auxílio de R$ 443 para policiais civis e militares, bombeiros, peritos e agentes penitenciários que ganham até R$ 1.700.
Dos R$ 620 milhões pagos pelo Pronasci no primeiro semestre de 2010, R$ 414 milhões (67% do total) foram para o Bolsa-Formação, segundo dados reunidos pela ONG Contas Abertas. Desde seu início, em 2008, o programa pagou R$ 1,3 bilhão em bolsas a 231.945 agentes de segurança pelo país.
Para ter direito ao benefício, os agentes de segurança devem participar de cursos da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a maior parte à distância.
Há críticas ao mecanismo entre a classe policial. “É um ‘bolsa cala boca’”, diz Jorge da Silva, cientista político e coronel da reserva da PM-RJ, aludindo ao que vê como função “apaziguadora de ânimos” do complemento de renda. “O Bolsa-Formação não é direito, é um benefício que é extinto, pois dura no máximo dois anos”, lembra o tenente da PM-BA Danilo Ferreira.
“O Pronasci é um belo programa, fundado em ótimos pressupostos e inspirado pelas melhores intenções. Entretanto, seus resultados são limitados, seja pela fragmentação das iniciativas, seja pela falta de uma reforma institucional da segurança”, avalia o ex-secretário nacional de Segurança Luiz Eduardo Soares, coordenador do programa para o setor da campanha à Presidência da senadora Marina Silva (PV-AC).
Presos rendidos em cadeia pública de Manaus, após rebelião em novembro que deixou quatro mortosPresos rendidos em cadeia pública de Manaus,
após rebelião em novembro que deixou
quatro mortos (Foto: Bruno Freitas/AE)
Reforma do modelo de segurança e sistema prisional
Para Soares, a reforma institucional da segurança, principal desafio do setor no Brasil, foi ignorada na última campanha eleitoral. Deve incluir, afirma, a revisão do papel das polícias no país, que constitucionalmente atribui funções de policiamento ostensivo à Polícia Militar e de investigação à Polícia Civil.
“Trata-se de nossa jabuticaba institucional: uma originalidade brasileira. Defendo que o ciclo do trabalho policial deixe de ser fraturado e dividido”, diz Soares.
Outro dos desafios a enfrentar, afirma Mizne, do instituto Sou da Paz, é o do caos no sistema prisional e o do baixo índice de recuperação dos presos, situações em que a experiência de Itabuna, na Bahia, também reflete um problema nacional.
Como não há unidades de internação em regime fechado para adolescentes infratores na região, os condenados devem cumprir medidas em Salvador, a mais de 400 km.“Isso corta o vínculo com a família e dificulta a recuperação”, diz Allan Gois, promotor da Infância e Juventude da cidade baiana.
A população carcerária brasileira cresceu 143% de 1995 a 2005, de pouco mais de 148 mil presos para 361.402. Após esse período, o ritmo cai para uma taxa anual de 5 a 7%, e atinge 494 mil em 2009, um avanço de 31% em quatro anos. Apesar da redução no ritmo, ainda há déficit de vagas de 194 mil.

"Não há dinheiro no mundo para dar conta de vigiar e encarcerar presos de modo decente", afirma o especialista em segurança Marcos Rolim. Para ele, a solução para o problema envolve mudanças na legislação penal, para limitar penas de prisão a crimes violentos e reduzir o número de presos provisórios (sem sentença), que chegam a 44% do total do país.
Outro ponto fundamental, diz Rolim, é ampliar a reintegração social de egressos do sistema prisional, hoje inexistente no país, por meio de medidas como a concessão de bolsas para capacitação profissional de ex-presidiários.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Operação verão

Operação verão reforça segurança nas estradas paulistas

 
A Operação Verão 2010/2011, realizada pelo DER – Departamento de Estradas e Rodagem, Dersa e Polícia Militar Rodoviária e coordenada pela Secretaria Estadual dos Transportes, já está em funcionamento desde o dia 17 de dezembro. Os órgãos envolvidos pretendem reforçar as condições de segurança das estradas paulistas durante as férias de verão. Nesta edição, os motoristas serão “convocados” a participar. Para isso, o DER colocará nas ruas a campanha “Pode/Não Pode”, que distribuirá postais, faixas pelas estradas, veiculará spots em rádios e promoverá ações interativas com o público nas praias e na capital paulista. O objetivo é lembrar aos usuários das estradas a importância do respeito às leis de trânsito e às regras de direção defensiva para se evitar acidentes e se garantir tranqüilidade durante as viagens.
Para minimizar problemas de lentidão, congestionamentos e acidentes, a Operação Verão prevê ainda ações como operação Pare-Siga, implantação de faixa reversível e a liberação do tráfego de veículos pelo acostamento, sempre que necessário. Informações sobre as condições de tráfego das rodovias serão fornecidas por meio dos sites da Secretaria dos Transportes (www.transportes.sp.gov.br), do DER (www.der.sp.gov.br) na internet, do Serviço Telefônico 08000555510 (DER), nos Postos de Informações e pelos painéis de mensagens variáveis das rodovias. Os motoristas ainda poderão consultar por telefone a Polícia Militar Rodoviária (11- 3327 2727) ou a própria Secretaria Estadual dos Transportes (0800 15 0105).
Apoio Operacional
Dedicados à maior fiscalização e reforço das ações de segurança, 1.200 policiais estarão trabalhando nas rodovias que chegam ao litoral paulista, nas quais se espera o maior movimento do período. Terão apoio de 900 funcionários do DER voltados exclusivamente para essas rodovias.
Apesar da ênfase nas vias de acesso praianas, durante a Operação Verão serão executadas ações operacionais pontuais nas rodovias, sempre que necessárias. O usuário será assistido pelas 57 UBAs – Unidades Básicas de Atendimento das rodovias, que contarão com 386 viaturas, dentre elas 86 viaturas de inspeção, 132 guinchos, três ambulâncias e 124 veículos de apoio. No total, 4 mil policiais rodoviários estarão atentos a irregularidades nas rodovias de todo o Estado.
Veículos com irregularidades e acidentados poderão ser recolhidos nos 32 pátios espalhados pelo Estado de São Paulo. As Divisões Regionais do DER manterão durante toda a Operação equipes de combate a situações emergenciais como deslizamentos, alagamentos, inundações, dentre outras, quando serão disponibilizados caminhões basculantes e retro-escavadeiras, conforme a necessidade. Serão suspensas todas as obras nos períodos de maior volume de tráfego nas rodovias.

Tráfego
Milhões de veículos devem circular pelas estradas paulistas neste verão. Nas rodovias em direção ao litoral administradas pelo DER (Padre Manoel da Nóbrega – SP 055, Manoel Hyppolito Rego – SP 055, Mogi-Bertioga SP 098, Tamois – SP 099, Oswaldo Cruz – SP 125 e Floriano Rodrigues Pinheiro – SP 123), devem circular quase um milhão de veículos apenas entre Natal e Ano Novo.



Estradas

Rodovia dos Tamoios (SP 099)
No trecho de serra com início no km 68, será implantada, se necessária, uma faixa suplementar para a descida. Os usuários serão informados quanto às condições, alternativas de tráfego e tempo de viagem, através de painéis de mensagens no km 21 (sentido litoral) e km 82, sentido São José dos Campos. A operação “Pare e Siga” poderá ser implantada nos pontos de estreitamento das pontes (Jambeiro e Paraibuna). O usuário poderá recorrer a um posto de informações do km 34 (Paraibuna), que também distribuirá material educativo da campanha.
Rio-Santos (SP 055)
Durante a operação descida será executado, sempre que necessário, um desvio na altura do km 215, para desafogar o fluxo dos veículos que acessam a rodovia chegando pela SP 098 (Mogi-Bertioga), com destino ao litoral norte ou Riviera de São Lourenço. Na operação retorno, também haverá liberação do acostamento do km 211 ao km 214, sempre que necessário. Os usuários serão informados sobre as condições alternativas de tráfego através de painéis de mensagens, localizados no km 193 (sentido São Sebastião-Bertioga) e km 319 (sentido Itanhaém-Praia Grande).
Dom Paulo Rolim Loureiro (SP 098)
A operação “Pare e Siga” será implantada do km 80 ao 77,5 na pista sentido norte, se houver lentidão na aproximação. Os usuários serão informados quanto às condições e alternativas de tráfego por um painel de mensagens, localizado no Km 59,8 (sentido Litoral).
Rodovia Oswaldo Cruz (SP 125)
Foram implantadas melhorias no pavimento e revitalização da sinalização ao longo da rodovia. Serão disponibilizados dois veículos de inspeção/operação e recursos humanos, principalmente no trecho inicial de subida da serra.
Rodovia Floriano Rodrigues Pinheiro (SP 123)
Foram implantadas melhorias no pavimento e revitalização da sinalização ao longo da rodovia. Os usuários serão informados sobre o tempo de viagem e as condições e alternativas de tráfego através de um painel de mensagens, localizado no km 8,5, sentido Campos do Jordão.
Campanha de verão
A campanha “Pode/Não Pode”, desenvolvida pelo DER, terá como alvo principal os usuários das estradas litorâneas paulistas, devido ao grande número de acidentes ocorridos nessas rodovias durante o verão. A proposta é a de conscientização sobre as melhores formas de utilização da rodovia com segurança. As recomendações serão de obediência às Leis de Trânsito (uso do cinto de segurança, habilitação, crianças no banco de trás, uso obrigatório da cadeirinha, restrição ao consumo de bebida alcoólica) e observação às regras de direção defensiva (distância entre veículos, sinalização de ações, ultrapassagens seguras, utilização adequada de acostamentos). Além disso, o motorista será incentivado a respeitar os limites de velocidade e realizar checagem dos itens de manutenção e segurança do veículo antes ou mesmo durante a viagem, nos casos de emergência.
A campanha, de linguagem simples e objetiva, lembra aos usuários o que é permitido (ilustrações e mensagens em verde) ou não (ilustrações ou mensagens em vermelho) no tráfego rodoviário. Serão utilizadas peças como postais educativos (distribuídos em estabelecimentos comerciais nas estradas), spots de rádio e faixas de lona ao longo das rodovias. Especificamente nas rodovias dos Tamoios e Padre Manoel da Nóbrega, o DER também fará a colocação de outras 40 faixas educativas, com mensagens personalizadas. Os temas serão definidos a partir da análise das estatísticas de acidentes em cada uma dessas estradas.

Na praia de Maresias, os banhistas poderão participar do jogo “Pode ou Não Pode”, numa tenda exclusiva dos patrocinadores. Os participantes com maior número de acertos sobre os temas da campanha receberão brindes do DER/89 FM/Porto Seguro. A campanha também chegará ao Espaço Cultural VEJA São Paulo na Riviera de São Lourenço. No Espaço Infantil, será montada em 28 de dezembro uma pista de trânsito mirim, que deve receber 6.300 crianças até 30 de janeiro.

A campanha englobará ainda ações educativas na capital paulista. A ação será realizada em bares e restaurantes para atender o público jovem e os pais de família que viajam no verão para o litoral. Serão distribuídos postais em displays nesses locais. Além disso, haverá veiculação de spots na rádio 89 FM, com dicas de trânsito e informações educativas.

NÚMEROS DA OPERAÇÃO VERÃO
Resumo
- Duração da Operação Verão: de 17/12/2010 a 21/02/2010
- Policiais envolvidos: 4.000, sendo 1.200 nas estradas litorâneas
- Funcionários do DER nas rodovias de acesso ao litoral: 900
- Assistência ao usuário de 57 UBAs – Unidades Básicas de Atendimento das rodovias (equipadas com 386 viaturas - 86 de inspeção, 132 guinchos, três ambulâncias e 124 veículos de apoio.
- 32 pátios de recolhimento de veículos irregulares e/ou acidentados
- Expectativa de circulação de um milhão de veículos nas seis principais rodovias litorâneas administradas pelo DER entre Natal e Ano Novo
- Campanha educativa “Pode ou Não Pode” implantada nas rodovias litorâneas, praia de Maresias e espaço cultural Veja São Paulo, da Riviera de São Lourenço

Telefones úteis
Polícia Militar Rodoviária (11-3327 2727)
Secretaria Estadual dos Transportes (0800 15 0105)
ARTESP: 0800 727 8377
DER: 0800 055 55 10
BALSAS: 0800 773 3711 BALSAS (HORA MARCADA): (13) 3358 2277 / 2743
AUTOBAN: 0800 055 5550
AUTOVIAS: 0800 707 9000
CENTROVIAS: 0800 17 8998
COLINAS: 0800 703 5080
ECOPISTAS: 0800 777 0070
ECOVIAS: 0800 19 7878
INTERVIAS: 0800 707 1414
RENOVIAS: 0800 55 9696
SPVIAS: 0800 703 5030
TEBE: 0800 55 1167
TRIÂNGULO DO SOL: 0800 701 1609
VIANORTE: 0800 701 3070
VIAOESTE: 0800 701 5555
Contato através da Ouvidoria

Situação nos Aeroportos

Último balanço da Infraero aponta que 86 voos estão atrasados no país

Levantamento sobre a situação nos aeroportos é das 23h.
O movimento está tranquilo em Cumbica e Congonhas

Do G1, em São Paulo
 
Dos 2.560 voos domésticos programados para esta quinta-feira (23) nos principais aeroportos do país, 1.024 sofreram atrasos de mais de meia hora (40% do total) e 175 foram cancelados (4,2%), segundo o último balanço divulgado pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). Às 23h, 86 voos estavam atrasados.
Entre os 218 voos internacionais, 85 atrasaram (39%) e sete foram cancelados (3,2%).
Segundo informações de funcionários do Aeroporto de Congonhas, a movimentação no aerporto está tranquila e não há tumulto por causa de voos atrasados.
Em Cumbica, de acordo com informações da supervisão do aeroporto, o movimento de passageiros está normal.
A paralisação dos aeronautas e aeroviários estava prevista para começar nesta quinta e foi suspensa até, pelo menos, o próximo mês. A decisão foi tomada em assembleia realizada às 5h, na sede do Sindicato Nacional dos Aeronautas, em São Paulo.
A presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira, disse que "está aliviada" com a decisão. “Levantei às 5h30 com grande expectativa. Mas no fim aconteceu o que esperávamos: apenas pontos localizados [de paralisação].”
De acordo com os sindicalistas, os trabalhadores estão "atendendo a um pedido da sociedade".  "Os passageiros não serão prejudicados durante as festas. Em janeiro, vamos avaliar se haverá uma paralisação", afirmou o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Dagmar Fochesato. 
No aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, funcionário de companhia aérea discute com representantes de sindicato
No aeroporto de Guarulhos, funcionário de
companhia aérea discute com representantes
de sindicato (Foto: Gustavo Petró/G1)
 
Mas os funcionários também estão seguindo uma decisão judicial. Na noite de quarta, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou que 80% do efetivo dos aeronautas e aeroviários continuem em atividade para viabilizar o transporte aéreo em todo o território nacional, no período entre 23 de dezembro e 2 de janeiro. Em caso de descumprimento da ordem, a multa diária seria de R$ 100 mil.
Insatisfeitos com a suspensão da greve, em Brasília, funcinários fizeram uma manifestação, por volta das 8h. O protesto causou lentidão no trânsito das vias de acesso ao aeroporto. O grupo percorreu o saguão do aeroporto, gritando palavras de ordem e pedindo reposição salarial e a “divisão” do lucro das companhias aéreas com os empregados. Em Guarulhos, sindicalistas discutiram com empregados de aéreas no início do dia.

Atrasos
No Rio de Janeiro, no aeroporto Santos Dumont, dos 165 voos previstos até as 22h, 39 atrasaram (23,6%) e 36 foram cancelados (21,8%). No Galeão, dos 116 voos, 62 atrasaram (53,4%) e dois foram cancelados (1,7%).

No aeroporto de Guarulhos, na Grande São Paulo, dos 211 voos programados, 106 atrasaram (52%) e cinco foram cancelados (2,4%). Em Congonhas, na Zona Sul da capital paulista, dos 241 voos, 118 atrasaram (49%) e 32 foram cancelados (13,3%).
Em Brasília, dos 200 voos, 96 atrasaram (48%) e dois foram cancelados (1%).
Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, os passageiros não encontram dificuldades para embarcar. No aeroporto da Pampulha, dos 34 voos, quatro atrasaram (11,8%) e nenhum foi cancelado. No aeroporto de Confins, dos 136 voos, 47 atrasaram (34,6%) e quatro foram cancelados (2,9%).
aeroporto guarulhos
Movimento no aeroporto de Guarulhos, onde 48% dos voos atrasaram nesta quinta, segundo a Infraero (Foto: Eliária Andrade / Agência O Globo )
 
EmpresasA Gol e a TAM divulgaram notas informando que estão "empenhadas" em garantir a tranquilidade nos aeroportos durante as festas de fim de ano.
A TAM informou que os "atrasos e poucos cancelamentos registrados até o momento se devem principalmente a problemas meteorológicos em algumas cidades, a manutenções não programadas ou a ajustes na malha". A empresa cita o fato de que os aeroportos do Rio fechamaram na noite de quarta, devido ao mau tempo.
Ainda de acordo com o balanço da Infraero, até as 14h, 53,9% dos voos domésticos da TAM atrasaram e 30,4% da Gol. Entre os voos internacionais, 50% dos voos da TAM e 30,4% da Gol atrasaram.

PropostasGelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, disse que os funcionários das aéreas foram surpreendido pelas decisões judiciais e afirmou que, mesmo sem a greve, é possível haver atrasos em aeroportos porque os aeronautas e aeroviários estão trabalhando acima do limite.
O presidente do Sindicato Nacional de Empresas Aeroviárias (Snea), José Marcio Mollo, disse em entrevista à rádio CBN que a entidade fez nesta madrugada uma proposta de reajuste de 8% aos trabalhadores, elevando a proposta inicial de 6,05% e aguarda uma nova posição dos trabalhadores. Os aeroviários solicitam aumento de 13%.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Opinião do Especialista

CONSIDERAÇÕES SOBRE AS RECENTES OPERAÇÕES CONTRA O TRÁFICO NO RIO DE JANEIRO

Os últimos dias de novembro e o início de dezembro proporcionaram aos fluminenses um momento único: Inicialmente, a criminalidade que fora desalojada de diversos domínios importantes, valendo-se de um modus-operandi explicitamente terrorista, atemorizou a população com diversos ataques na via pública. Na seqüência, se imaginando muito poderosa no domínio de uma grande área (cuja ocupação, por demais custosa em termos de homens e recursos, não se previa para tão cedo), achou que pudesse desafiar as forças do Estado. Ao final de uma semana, numa operação que congregou efetivos policiais e militares, a criminalidade foi literalmente posta para correr e amargou um inédito prejuízo em termos de integrantes presos (e mortos), bem como armas e drogas capturadas.

Tal como numa guerra de guerrilha, o tráfico de drogas tinha aquela área de favelas da Leopoldina como uma área liberada e não esperava que o Estado, sabedor do problema logístico para ensejar operações policiais de grande vulto no local, aceitasse a provocação dos numerosos bandidos bem armados que, de posições elevadas, se exibiam ostensivamente para as Câmeras de TV.

O tráfico errou em sua avaliação e em menos de 24 horas, numerosos efetivos policiais de elite começaram a incursionar contra os redutos da criminalidade na Vila Cruzeiro, providencialmente transportados em viaturas blindadas M-113 e LVTP-7 do Corpo de Fuzileiros Navais. Os carros de lagarta dos fuzileiros navais com sua mobilidade infinitamente superior a dos Caveirões, subiram as ladeiras, transpuseram os obstáculos colocados nas vias pelos traficantes e conduziram os policiais em segurança, a despeito de um considerável volume de disparos dos criminosos que deixou marcas nos veículos. A inadequação dos veículos de transporte blindado orgânicos de nossas polícias há muito é conhecido e certamente a operação teria seu êxito comprometido, sem o concurso dos blindados da Marinha. Curiosamente, os mesmos M-113 que foram empregados pelos fuzileiros para o transporte do BOPE, são de dotação de inúmeras forças policiais nos Estados Unidos e também em outros países, como a Holanda. A diferença é que enquanto para quaisquer outras forças policiais a exposição a um grande volume de tiros seja algo episódico (daí empregarem poucas unidades do veículo blindado militar), aqui unidades comuns de polícia combatem em praticamente toda parte contra criminosos armados de fuzil, granadas e metralhadoras; logo, todas necessitam de um blindado de transporte de pessoal, o qual tem de estar capacitado para ser alvejado diversas vezes à cada surtida.

 
À esq. um M-113 empregado por uma polícia municipal nos Estados Unidos. À dir. uma versão aperfeiçoada do mesmo transporte blindado, empregada pela polícia holandesa com pá mecânica para remoção de obstáculos.

Ressalte-se que, embora a utilização das viaturas blindadas militares impressionasse muito a população e surpreendesse aos bandidos também, não houve da parte dos narcotraficantes qualquer ação defensiva mais elaborada, que acarretasse um risco para as viaturas e seus ocupantes, semelhante a aqueles que se espera confrontar nas confrontações urbanas tradicionais. Em combates urbanos no Iraque ou na Chechênia, os soldados no interior do carro não poderiam dar-se ao luxo de avançar embarcados por centenas de metros, ladeira acima, cercados pelo casario, sem precisar se preocupar com o impacto de uma granada de bocal ou foguete anti-tanque, disparado pelas forças adversárias. Em ruas realmente adversas o emprego de artefatos explosivos improvisados (I.E.D.,confeccionados a partir de explosivos militares ou comerciais) também seria um pesadelo para os condutores dos carros.

 
Viaturas M-113 e LVTP-7 destruídas por disparo de foguete e I.E.D. no Iraque

Não dá pra deixar de observar o quão verdadeiramente Light é essa nossa violência no Rio de Janeiro!

A criminalidade mais uma vez deu mostra de um primarismo técnico e de sua desorganização tática. Mesmo com um arsenal de considerável letalidade, eles não foram capazes de empregar sequer as armas que tinham nas mãos. Além das armas apresentadas nas tomadas de longa distância veiculadas nas TVs, os criminosos detinham uma quantidade significativa de armamentos, as quais poderiam ter tornado o trabalho de invasão pela polícia muitíssimo mais custoso. Além de armas antigas como fuzis de repetição CZ (tipo Mauser), Metralhadoras médias ZB-ZV (provavelmente de procedência boliviana), diferentes modelos de metralhadoras Browning calibre .30 (7,62x63) refrigeradas a ar, metralhadora Madsen, fuzis automáticos Browning (BAR) calibre .30 (7,62x63), fuzis americanos Garand (em diversas condições). Foram capturados também fuzis AK-47/AKM, AR-15/M-16/M-4 (em diversas configurações e condições de uso), Ruger Mini-14, HK G-3, Steyr AUG, SIG-550, carabinas M1, submetralhadoras argentinas FMK-3, submetralhadoras de fabricação clandestina, Thompson M1 (cal.45ACP) e até uma raríssima MAT-49 (calibre 9x19) de procedência francesa. Diversas pistolas modernas foram capturadas, sobretudo as da marca Glock, mas o modelo apreendido que mais chamou atenção foi uma pistola Desert Eagle no calibre .50AE. Sinceramente não consigo divisar utilidade para uma pistola dessas, verdadeiro canhão de mão, mais poderoso que um .44 Magnum; o resultado que se obtém com ela (empunhando com alguma dificuldade e administrando um recuo muito forte) se pode muito bem conseguir com um tiro de AK-47. Uma arma assim, com uma munição cara e de difícil obtenção serve mais para ostentação de poder de algum chefe criminoso!

   
A pistola Desert Eagle no calibre .50 Action Express e a sua munição, comparada a uma munição
de pistola no calibre 7,65mm e o clarão do  seu disparo

Apreendeu-se uma grande diversidade de armas, que, conforme sabemos, os criminosos adquirem como compras de oportunidade, independentemente de saberem empregá-las ou não. Não raramente os fornecedores das diversas facções são os mesmos, e há casos em que compras são feitas apenas para negar o equipamento a um concorrente. Quando da captura percebeu-se que o acondicionamento dessas armas era, na maioria das vezes, precário, bem como o do grande estoque de munição. Espantou-me a quantidade de munição .30 (7,62x63) perfurante de blindagem. Havia muitos clips de recarga de fuzis Garand com tal munição. Muitas das armas, usadas, já vem propensas a defeitos ou com peças comprometidas. Infelizmente não foi possível examiná-las de forma mais minuciosa a fim de constatar quantas ou quais estariam realmente em condições de uso; porém, se de cinco metralhadoras, uma estiver funcionando bem, isso já conferirá aos criminosos um poder de fogo formidável. Uma metralhadora ZB-ZV disparando projéteis perfurantes proporcionaria dores de cabeça até mesmo os fuzileiros em seus M-113! Da mesma forma, o UH-1 da PCERJ, falaciosamente apresentado como "tanque voador", obrigatoriamente teria de tomar mais cuidado em seus sobrevôos.

A antiga e eficiente metralhadora tcheca.

Nas apreensões não faltaram também os "perigosos" tubos vazios de fibra (não recarregáveis) da arma anti-carro sueca AT-4, bem como um antigo lança-rojão (bazooka) 3.5" de fabricação americana que, de tão bem conservado, mais pareceu retirado de um museu. Engraçado que hoje não há soldados e cabos em serviço nas Forças Armadas do Brasil que tenham tido oportunidade de operar essa arma, dado o tempo em que ela já foi descartada pelo EB e pelo CFN! Eu não vi munição para essa arma, embora cargas para tal lança-rojão já tivessem sido encontradas aqui anteriormente. Um tubo metálico vazio do lançador de foguetes M-72 (LAW de 66mm) também foi encontrado, escondido numa lixeira. Essa arma (capaz de penetrar as blindagens das viaturas de lagarta empregadas na operação) nunca foi empregada até a presente data mas realmente preocupa, pois existe grande histórico de captura de exemplares em condições de uso junto a criminosos, no Rio de Janeiro e em outras cidades brasileiras.

 
À esquerda, inofensivos tubos vazios de AT-4 que vem sendo capturados há mais de uma década. À dir., um lançador metálico M-72 e o seu foguete.

A visão de todo material capturado e o uso que os nossos criminosos dão a ele realmente ajuda a nos tranqüilizar, contudo eu não imagino que eles vão continuar primários a vida toda. Nós é que não podemos relaxar contando com isso.

Infelizmente não tratamos nossos narcotraficantes da forma explicitada na informal doutrina da Conduta Excepcional para o Reestabelecimento da Ordem e da Lei (ou, como dizemos na gíria, C.E.R.O.L.), mas certamente a bola dos bandidos vai baixar por algum tempo. Por certo a maioria dos cidadãos deste país teria desejado que os helicópteros da mídia não estivessem em condições de focar a corrida daqueles numerosos traficantes armados em campo aberto e que as aeronaves policiais tivessem podido abrir fogo contra eles livremente, do alto. Independentemente de achar que teríamos lucrado com isso, é fato que a polícia não estava lá para matar, e sim para prender, nos termos do que a Lei estabelece. Houve muitas prisões; porém, muitos criminosos escaparam e se deslocaram para outras comunidades de onde certamente ainda haverão de nos dar muito trabalho.

Não imagino que sujeitos violentos que se acostumaram a impor sua vontade com o uso de poderosas armas militares e explosivos, vão se contentar com o papel discreto de vendedor de drogas, sem ostentação de armas, jóias, armas e mulheres; pelo menos não, num primeiro momento. Hoje, suas lideranças estão encarceradas em presídios distantes, sua cadeia de comando foi prejudicada, mas ainda há muitos integrantes desses grupos em liberdade e com grande potencial de ação. Essa ação necessariamente não precisará ser decidida pelos ditos Chefões num presídio, assim como não foi a decisão de queimar ônibus com pessoas dentro.

Preocupa-me que eles puderam perceber o quão medrosa e vulnerável é a nossa sociedade e o êxito alcançado nas ações incendiárias... Os nossos terroristas do tráfico se mostraram tão primários que em seus coquetéis molotov utilizam apenas garrafas pet (que custam a se romper com o choque), cheias unicamente de gasolina; mas ainda assim literalmente "tocaram o terror" e puseram os fluminenses pra correr! Com as armas remanescentes (que certamente não são poucas), granadas e explosivos comerciais eu estou certo de que vamos ter de aprender a combater ações rápidas, ao estilo guerrilheiro, toca-e-foge, e quem sabe mais ações de sabotagem incendiária ou explosiva. Nossos criminosos sempre tiveram explosivos, porém não descobriram ainda os artefatos explosivos improvisados (I.E.D.s).

No dia 25/11 traficantes em Bonsucesso jogaram uma granada dentro de um supermercado que se recusou a cerrar as portas por ordem dos criminosos. No mesmo dia, uma mala rígida contendo explosivo comercial, fios e um relógio, foi deixada numa rua de movimento em Madureira. A carga não havia sido preparada para explodir e apenas simulava uma bomba-relógio.


Na manhã de 3/12 uma sacola contendo 1,5kg de explosivo comercial (do mesmo fabricante empregado no outro artefato falso) foi deixada no saguão da estação Rodoviária Novo Rio. A carga também não fora preparada para detonar mas se constitui num claro aviso de que isso seria possível se assim o pretendessem. A nossa população já constatou que a era do terrorismo já começou e no dia em que começarem explodir bombas a barra vai pesar ainda mais. No que tange a esses artefatos, nossos traficantes bem podem contar com a consultoria das FARC, com os quais há muito mantém relações. Pouco vai restar a nossa sociedade, que tremeu diante de pilhas de lixo e pneus fumegantes, do que trancar-se em casa e pedir pizza por debaixo da porta. Há muitos cidadãos de boa fé, acreditando que tudo vá melhorar num curto prazo e isso não são esses os indícios que captamos. Acreditar em soluções impregnadas de mágica pode ocasionar na opinião pública um desencantamento muito difícil de lidar. Precisamos começar a conscientizar as pessoas de que a GUERRA não acaba com essa pretensa Batalha do Alemão, a qual, ao menos pra mim, sintomaticamente já começa com o estigma de pouco crédito, ao ser travada numa localidade chamada de Itararé...

Vinícius Domingues Cavalcante, CPP, o autor, é consultor em segurança certificado pela ASIS (www.asisionline.org) e Diretor Regional da ABSEG (www.abseg.com.br) no Rio de Janeiro.
E-mail:vdcsecurity@hotmail.com  
                

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Prevenção de Acidentes na Terceira Idade

Preparando a casa para a chegada da terceira idade

“Chega a velhice um dia… E a gente ainda pensa
Que vive… E adora ainda mais a vida!
Como o enfermo, que em vez de dar combate à doença
Busca torná-la ainda mais comprida…”
Mário Quintana

Os idosos representam 11% da população brasileira e serão 22%, o dobro, em apenas 15 anos, em 2025. Copacabana já é, hoje, um retrato do que o Brasil será ainda mais adiante: um em cada três moradores é idoso. Não é a toa que o bairro até serviu de base para um estudo de alcance mundial nessa área. Se você tem um parente idoso ou já está a caminho da terceira idade é preciso pensar a longo prazo: serão necessárias adaptações no lar para garantir mais conforto e segurança, nesta etapa da vida, pois as quedas de idosos já estão sendo classificadas pelo Ministério da Saúde como epidemia.
Os principais motivos de quedas são as condições físicas e motoras do idoso, que podem ser prejudicadas pela influência de medicamentos, tonturas, problemas oftalmológicos, fraqueza muscular ou de audição. Além do estado de saúde do idoso, as quedas também estão relacionadas a causas externas. As mais comuns são os obstáculos, que podem estar em casa, ou fora dela, como raízes de árvores, degraus ou calçadas esburacadas.
De uma maneira geral, tudo o que está ligado à automação residencial facilita a vida de um idoso. “Centrais controladoras de iluminação e equipamentos elétricos que podem ser programadas por eventos ou por horário, e que, numa situação de pânico, podem se transformar em alarme. Podemos utilizar leitores biométricos em várias aplicações, pois identificam o usuário e acionam utilitários, sem a necessidade de manuseio de equipamentos”, diz a arquiteta Ana Paula Naffah Perez, diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores.
Cortinas e venezianas elétricas acionadas através de um botão, irrigação automática de jardins e plantas, controle da temperatura do ambiente por controle remoto e pisos antiderrapantes também são algumas das facilidades que minimizam os esforços físicos, na terceira idade. A arquitetura de uma casa com automação adaptada às necessidades da terceira idade deve estar de acordo com as tecnologias que serão utilizadas no projeto. “Por exemplo, para que a temperatura interna seja sempre estável, o uso da tecnologia de condicionamento de ar deve ser econômico e racional, mas a arquitetura deve ter sido pensada para isso também”, destaca Ana Paula Naffah Perez.
Adaptando a casa
Para serem feitas as adaptações na residência do idoso, ele deve ter conhecimento disso e aceitar as mudanças. Se houver algum tipo de resistência por parte dele, por causa dessas alterações em sua casa, uma conversa com os parentes pode ajudar a resolver o problema. “No entanto, se houver conflitos familiares, o procedimento fica mais difícil, sendo necessário, algumas vezes, a ajuda de profissionais especializados, que possam orientá-los na tomada de decisões importantes e preventivas para manutenção da saúde corporal do idoso”, diz Perez.
Segundo os especialistas em prevenção de quedas, o banheiro é o lugar mais propenso à queda de idosos, pois se trata de um local onde o piso está sempre molhado. “Há a possibilidade de utilizar um piso antiderrapante. Para quem não tem condições de trocar o piso, outra solução possível é um tapete de borracha que gruda no chão, próprio para evitar acidentes e alguns materiais que estão disponíveis no mercado que criam uma aderência a pisos derrapantes”, explica a arquiteta Ana Carolina M. Tabach, diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores.
Outro equipamento necessário na adaptação do banheiro são as barras de apoio, que evitam que os idosos utilizem outros meios de apoio, como torneiras, por exemplo. “Outra adaptação importante é a cadeira fixa dentro do box, com assento dobrável. Quando a pessoa deseja tomar banho é só desdobrá-la, sentar-se e banhar-se tranquilamente”, observa Ana Carolina Tabach. Quanto ao vaso sanitário, ele deve ser elevado com barras laterais de apoio para os braços. É possível encontrar em algumas lojas especializadas assentos removíveis, que permitem a utilização do banheiro por outros membros da família.
Os corredores das residências também são locais propícios a quedas. “Por isso, este local deve contar com uma iluminação adequada, principalmente à noite. É possível instalar sensores de presença, para que a luz se acenda automaticamente. Se não houver a possibilidade da instalação de sensores, a luz pode ficar permanentemente acessa, durante a noite”, conta Tabach.
Outra medida preventiva contra tropeços é deixar desimpedida a área de circulação do idoso. O caminho deve estar livre de tapetes com dobras, brinquedos e fios de telefones. As escadas também merecem atenção especial, pois podem causar vários acidentes. “O tipo mais inadequado de escada é o que geralmente encontramos nos sobrados, com uma janela no topo e iluminação frontal. A luminosidade faz com que o idoso não consiga enxergar os degraus e caia. É importante também colocar uma sinalização nas pontas dos degraus e nunca deixar tapetes soltos. O corrimão deve ser firme, dos dois lados. Os degraus não podem ter altura variada, pois podem provocar tropeços e quedas”, alerta a diretora de projetos da C+A Arquitetura e Interiores.
No quarto de dormir do idoso, é possível instalar interruptores próximos da cama, para que o idoso não precise se levantar no escuro. “Em geral, as camas devem ser baixas (45 a 50 cm, incluindo o colchão) de forma que, ao levantar, os pés do idoso toquem o chão. Além disso, devem ser largas para dar maior segurança ao movimento dos idosos ao dormir”, ensina Ana Carolina Tabach.
O chão do quarto deve ser em piso antiderrapante, sem tapetes ou objetos soltos. Colocar uma cadeira no quarto pode facilitar o idoso a calçar meias e sapatos. As mesas de cabeceira devem ter cerca de uns 10 cm a mais de altura do que a cama, devem ter, preferencialmente, bordas arredondadas e devem ser fixas, evitando seu deslocamento. “Os armários devem ser projetados com portas leves e cabideiros baixos. As gavetas devem contar com travas de segurança e as prateleiras podem contar com luz interna ao abrir a porta, para facilitar a localização dos objetos”, explica Tabach.
Sobre a C+A Arquitetura
A C+A Arquitetura e Interiores está em São Paulo, capital, atua em todo o Brasil. Desenvolve projetos de arquitetura criativos e inovadores, com foco nas áreas residencial, comercial, saúde e interiores. Há dez anos, tem como valores fundamentais que norteiam sua atuação o profissionalismo e o comprometimento com a entrega de projetos com alto nível de qualidade técnica. As arquitetas Ana Paula Naffah Perez e Ana Carolina M. Tabach estão à frente da equipe que congrega, hoje, mais de 10 profissionais. Conheça um pouco mais do trabalho destas profissionais, acessando:
www.caarquitetura.com.br

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

TEDxSudeste - Vasco Furtado - O valor da colaboração na web

Wikicrimes

PESQUISA IBGE

47,2 % das pessoas não se sentem seguras na cidade em que moram

Juliana Vinuto - Barueri(SP) - 15/12/2010
Em 2009, 78,6% das pessoas de 10 anos ou mais de idade se sentiam seguras no domicílio em que residiam 67,1% no bairro e 52,8% na cidade. Os homens declararam sentirem-se mais seguros do que as mulheres em todos os locais. A sensação de segurança no domicílio teve proporções maiores na população com maior rendimento médio mensal domiciliar per capita (82,8% para cinco ou mais salários mínimos contra 77,8% para menos de 1/4 de salário mínimo). Esta relação se inverteu para o sentimento de segurança no bairro (62,8% contra 71,3%) e na cidade (41,4% contra 60,9%). A Região Norte teve os menores percentuais de pessoas que declararam se sentirem seguras (domicílio 71,6%, bairro 59,8% e cidade 48,2%).

Cerca de 60% dos domicílios tinham algum dispositivo de segurança. Esse percentual foi bem maior para os apartamentos (90,3%) do que para as casas (55,9%) e o mesmo ocorreu na área urbana (64,9%) em relação a rural (28,5%). A grade na janela/porta foi o dispositivo mais usado (35,7% dos domicílios), com destaque para o Centro-Oeste (40,5%). A grade predominava nas casas (35,6%), enquanto os dispositivos na porta (olho mágico, corrente e/ou interfone) estavam em 73,9% dos apartamentos.

O crime de furto ou roubo atingiu 7,3% da população de 10 anos ou mais e 1,6% sofreu agressão física. As vítimas de tentativa de roubo ou furto passaram de 1,6% em 1988 para 5,4% em 2009. Das pessoas maiores de 18 anos, 9,4% estiveram envolvidas em situações de conflito, com maiores percentuais nas áreas trabalhista (23,3%), de família (22,0%) e criminal (12,6%).

Essas e outras informações estão disponíveis no suplemento “Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil” da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2009, que abrangeu, na área de vitimização, o período de 27/09/2008 a 26/09/2009, referindo-se a pessoas com 10 anos ou mais de idade. Já a análise de acesso à Justiça, elaborada em convênio com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), investigou as características da situação de conflito considerada mais grave pelos envolvidos, entre pessoas de 18 anos ou mais, nos cinco anos anteriores à coleta dos dados.
 

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Mulheres Agredidas

Entre mulheres agredidas, 25,9% são vítimas de companheiros

Em 2009, 2,5 milhões de pessoas sofreram agressões físicas, diz IBGE.
Em 39% dos casos, agressores eram pessoas desconhecidas.

Do G1, em São Paulo
Entre as mais de 1 milhão de mulheres que relataram ter sido agredidas, em 2009, 25,9% foram vítimas de companheiros ou ex-companheiros, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A informação foi divulgada nesta quarta-feira (15), e faz parte do suplemento “Características da Vitimização e do Acesso à Justiça no Brasil – 2009”, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad).
Segundo as estimativas da Pnad, em 2009, 2,5 milhões de pessoas de 10 anos ou mais de idade foram vítimas de agressão física, o que corresponde a 1,6% da população nessa faixa etária no país. E em 21 anos, esse índice cresceu. O estudo do IBGE aponta que, em 1988, 1% da população de 10 anos ou mais de idade declarou ter sido vítima de agressão física.
Quanto à autoria das agressões, ainda de acordo com o levantamento, em 39% dos casos os agressores eram pessoas desconhecidas; em 36,2%, pessoas conhecidas; em 12,2%, cônjuges ou ex-cônjuges; em 8,1%, parentes; e, em 4,5% dos casos, eram policiais ou seguranças privados.
Homens e mulheres foram principalmente agredidos por pessoas desconhecidas (46,4% e 29,1%, respectivamente) e por pessoas conhecidas (39,3% e 32,3%, respectivamente). Dentre as mulheres vitimadas, 25,9% foram agredidas pelo cônjuge ou ex-cônjuge. Entre os homens, esse índice é de 2%.
Entre todas as vítimas de agressão, 1,4 milhão relataram não ter procurado a polícia. Dentre os motivos apontados para isso predominaram as alegações de que a vítima não considerava importante (18,2%), tinha medo de represália ou não queria envolver a polícia (33,1%).
Das vítimas de agressão física que procuraram a polícia (1,1 milhão de pessoas), 86,9% realizaram registro, na delegacia, da última agressão física sofrida. As vítimas que procuraram a polícia, mas não efetuaram o registro (147 mil pessoas), apontaram como motivos para não fazê-lo, principalmente, o fato de a polícia não querer fazer o registro (22,4%); não queriam envolver a polícia ou medo de represália (19,2%); a falta de provas (10,3%); e não acreditavam na polícia (10,2%).
Perfil das vítimas
Nas regiões Norte e Nordeste foram observadas as maiores frequências de pessoas agredidas, com 1,9% e 1,8%, respectivamente. A menor frequência, de 1,4%, foi registrada nas regiões Sudeste e Sul. No Centro-Oeste, a frequência foi de 1,6%.

Entre os homens, o percentual de vitimização por agressão física (1,8%) foi superior ao observado entre mulheres (1,3%). Os homens representam 57,2% do total de agredidos em 2009. As mulheres correspondem a 45,8% dos agredidos.
Pessoas pretas ou pardas também são agredidas com mais frequência, correspondendo a 58,5% dos agredidos, contra 40,8%, entre os brancos.
Ainda segundo o levantamento, 2,2% das pessoas agredidas estavam na classe econômica de menos de um quarto do salário mínimo. As classes acima de um salário mínimo registraram valores em torno de 1%.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Residências Seguras nas Férias

Não importa se é apartamento ou casa, com algumas medidas de segurança sua residência fica protegida durante as férias.
Por: Cintia Baio

As férias das crianças chegaram e muitas famílias aproveitam essa época do ano para viajar. Para curtir esse período de descanso, além de planejar um roteiro confiável, é preciso ter alguns cuidados básicos para garantir a segurança da residência enquanto a família estiver fora.

Apartamento – Mesmo quem mora em apartamentos que, a primeira vista, parecem mais seguros por conta de condomínio, porteiros, seguranças e zeladores deve se prevenir. Ana Paula Pellegrino, da ADBENS Imóveis, afirma que a adoção de medidas simples representa um alívio para quem pretende viajar. “Ao sair de férias nunca deixe cópia das chaves do seu imóvel na portaria ou com empregados domésticos que não sejam de extrema confiança. O condomínio não pode se responsabilizar pela guarda das chaves das unidades autônomas”, alerta Ana Paula. 
Uma outra medida importante é evitar comentar sobre a viagem perto de pessoas estranhas e levar as bagagens para o carro de maneira discreta. “Jamais comente sobre a data da saída nem do retorno das férias. Peça para suspender a entrega de jornais, transfira ligações do telefone fixo para o celular e peça para um vizinho recolher a correspondência que chegar”, diz Ana Paula.

Casa – Assim como em condomínios, é recomendado suspender o envio de correspondência em casa para não evidenciar a ausência dos moradores. Outras medidas importantes consistem em entregar uma cópia da chave para vizinhos (de confiança) ou parentes para eventuais emergências, deixar acesas as luzes externas da casa (dê preferência a luzes com sensores para economizar energia e mantê-las acessas somente quando necessário) e guardar em cofres bancários grandes quantias em dinheiro ou objetos de valor.

Prevenindo-se com antecedência

Para quem ainda tem tempo e está disposto a gastar um pouco mais, o mercado oferece diversos sistemas de segurança que vão desde alarmes e cercas eletrificadas até circuito fechado de televisão monitorado via Internet. Existem empresas que, além de monitorar a residência, oferecem ao cliente socorro médico em emergências e serviços extras como chaveiro, encanador e eletricista.
De acordo com a Associação Brasileira de Sistemas Eletrônicos de Segurança (Abese), existem cerca de 7 mil empresas de segurança residencial no Brasil, 3 mil delas só no estado de São Paulo.
Mas não adianta sair por aí comprando alarmes e não ter um sistema que monitore sua residência. O ideal é procurar uma empresa e, com a ajuda de profissionais, determinar qual é o sistema de segurança ideal, analisando fatores como localização, tamanho e layout do imóvel ou se já existe um sistema de segurança na rua, por exemplo.
Geralmente, tais empresas costumam enviar funcionários especializados para fazer esse levantamento para depois sugerirem um sistema condizente com as necessidades da residência. Os custos também variam de acordo com o sistema implantado e, geralmente, as empresas cobram uma mensalidade de acordo com o plano escolhido. Quanto aos equipamentos, eles podem ser comprados ou ficarem sob comodato.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Tentativa de invasão a quartel no RJ

Soldado do Exército é baleado em tentativa de invasão a quartel

Sentinela percebeu a ação e atirou contra invasores.
Houve troca de tiros e ele foi ferido sem gravidade.

Do G1 RJ
Um soldado do Exército foi baleado na madrugada deste domingo (12) depois que criminosos tentaram invadir o 26º Batalhão Paraquedista na Vila Militar, em Deodoro, no subúrbio do Rio. As informações foram confirmadas em nota pelo Comando Militar do Leste.

Segundo o CML, o sentinela David Soares de Almeida, de 19 anos, percebeu a ação e atirou contra os invasores. Houve troca de tiro e ele foi atingido, sem gravidade.

Os criminosos fugiram.

Leia abaixo a íntegra da nota do CML:

 
"Às 04:30h de hoje, 12 dez, 2 (dois) bandidos tentaram invadir o 26º BI Pqdt pelo POSTO MANDRULHO daquela OM, possivelmente na tentativa de roubar armamento, o sentinela da hora Sd DAVID SOARES DE ALMEIDA, de 19 anos, viu e atirou sobre os invasores. Houve troca de tiros, o sentinela foi atingido sem gravidade e passa bem. Os bandidos fugiram em direção à Av. Benedito da Silveira. O CML acompanha o caso".

sábado, 11 de dezembro de 2010

Ataque Terrorista

Estocolmo foi alvo de tentativa de ataque terrorista, diz ministro sueco

Declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores, Carl Bildt.
Dois veículos foram usados em atentado na zona central da capital sueca.

Do G1, com informações de agências internacionais

As duas explosões que ocorreram em uma zona comercial de Estocolmo, na Suécia, neste sábado (11), foi uma preocupante tentativa de ataque terrorista, segundo afirmou  o ministro sueco das Relações Exteriores, Carl Bildt, em mensagem publicada em sua página no serviço de microblog Twitter.
A agência Reuters divulgou um vídeo do local após as duas explosões. "Houve uma muito preocupante tentativa de ataque terrorista em um setor muito povoado do centro de Estocolmo, que fracassou, mas que seria realmente catastrófica", escreveu Bildt.
As fontes policiais ainda não precisaram a causa das explosões, que ocorreram às 17h20 hora local (14h20 no horário de Brasília), mas não descartaram a possibilidade de se tratar de dois carros-bomba, que estavam 400 metros separados. Um homem morreu e pelo menos duas pessoas ficaram feridas. Não foram divulgadas as identidades.
O local das explosões fica em uma região central da capital sueca e próxima ao Concert Hall, onde, nesta sexta-feira, ocorreu a entrega dos prêmios Nobel 2010.
A área foi isolada pela polícia sueca, que efetuou um amplo desdobramento e impediu a passagem de pessoas.
Durante esta tarde, a agência de notícias sueca TT afirmou que recebeu, bem como a polícia, um e-mail dez minutos antes das duas explosões. A agência disse que a mensagem tinha arquivos de áudio em árabe e sueco, anexados.
Segundo a agência, a mensagem era direcionada ao país e aos suecos e falava sobre o silêncio da Suécia a respeito das caricaturas do profeta Maomé feitas pelo artista Lars Vilks e sobre a presença sueca no Afeganistão. A caricatura mostrava o profeta Maomé com corpo de cão.
Um porta-voz da polícia sueca disse à BBC News que o carro continha latas cheias de gás e que pegou fogo após a explosão desses objetos.
Na capital sueca foi realizada, neste sábado, o último ato relacionado aos prêmios Nobel, um jantar de gala oferecido no Palácio Real aos agraciados pelo rei Carlos XVI Gustavo da Suécia.
Do jantar participaram os ganhadores do Nobel de Economia, Física, Química e Literatura.

Alerta de segurança

A Suécia havia mudado em outubro seu alerta de segurança de baixo para elevado, por supostas "alterações de atividades" de grupos baseados no país que poderiam estar planejando ataques.

O país fizera um alerta a seus cidadãos para possíveis ataques terroristas e recomendara cautela especialmente no transporte público ou em locais turísticos.

Com informações da EFE, da Reuters e da BBC.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

10 de dezembro: Dia dos Direitos Humanos

Dia dos Direitos Humanos


10 de dezembro de 2005 - Há seis décadas, a Organização das Nações Unidas foi fundada para "preservar as gerações vindouras do flagelo da guerra" e para "reafirmar a fé nos direitos fundamentais do homem, na dignidade e no valor da pessoa humana e na igualdade dos direitos de homens e mulheres". A Constituição da UNESCO, cuja aprovação, há 60 anos, se comemora também este ano, proclamou que o propósito da nova organização era "assegurar o respeito universal à justiça, à lei, aos
direitos humanos e às liberdades fundamentais... [de] todos os povos do mundo".

Em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, cujo aniversário celebramos no dia 10 de dezembro de cada ano, apontava que "a liberdade, a justiça e a paz no mundo têm por base o reconhecimento da dignidade intrínseca e dos direitos iguais e inalienáveis de todos os membros da família humana". Esta mensagem conserva hoje toda a sua pertinência. Os direitos humanos, uma conquista resultante dos esforços e das aspirações comuns de diversas culturas e civilizações, constituem a base ética e jurídica da consolidação de una sociedade civil mundial, que enfrenta desafios como a pobreza, as pandemias, o terrorismo, a discriminação e a desigualdade entre homens e mulheres.

Os direitos humanos sempre foram um elemento essencial das atividades do sistema das Nações Unidas. A cúpula mundial celebrada em Nova Iorque, em setembro de 2005, reiterou que todo o sistema das Nações Unidas lhes outorga a máxima prioridade e apontou que todos os direitos humanos -civis, culturais, econômicos, políticos e sociais -são indivisíveis, inter-relacionados e interdependentes, e que "a comunidade internacional deve tratá-los [...] de forma justa e eqüitativa, em pé de igualdade e dando a todos o mesmo peso".

Ao respaldar esta visão, a UNESCO considera que o direito à educação é primordial, já que possibilita o exercício de outros direitos humanos. A educação é que gera a cidadania democrática e que dá às pessoas as oportunidades necessárias para obter uma vida melhor. Há hoje, no entanto, mais de 100 milhões de menores, na sua maioria meninas, sem acesso ao ensino primário. E o fato de que o mundo abriga cerca de 800 milhões de adultos que não sabem ler nem escrever constitui um obstáculo importante para a realização de nosso sonho de construir sociedades do conhecimento que sejam justas, integradoras e participativas.

Desde sua fundação, a UNESCO vem contribuindo de modo permanente para reforçar as bases jurídicas do incentivo e da proteção dos direitos humanos, em particular mediante a elaboração de instrumentos que abordam novas problemáticas ou aspectos já conhecidos que evoluíram de maneira original. Na sua última reunião, em outubro de 2005, a Conferência Geral da UNESCO aprovou dois novos instrumentos internacionais: a Convenção sobre a Proteção e a Promoção da Diversidade das Expressões Culturais e a Declaração Universal sobre Bioética e Direitos Humanos.

A primeira é de fundamental importância no mundo contemporâneo, no qual a mundialização está forjando sociedades que são cada vez mais multiétnicas e pluriculturais, e onde se dissemina o temor de perder a própria identidade. A não discriminação, o respeito mútuo, o reconhecimento do direito à diferença e a tolerância em relação aos outros são elementos indispensáveis para vencer os prejuízos e estereótipos negativos que dividem os povos e as culturas.

O segundo instrumento normativo, que estabelece os critérios éticos e jurídicos necessários para alcançar um equilíbrio entre a liberdade de investigação científica e a proteção da dignidade e dos direitos humanos, foi aprovado em um momento no qual os avanços científicos e tecnológicos, ente outros a pesquisa com células-tronco, os experimentos genéticos e a clonagem, proporcionaram aos seres humanos uma capacidade sem precedentes de melhorar seu estado de saúde e controlar o processo de desenvolvimento de todos os seres vivos. Mas estes avanços também geraram preocupação acerca das conseqüências sociais, culturais, jurídicas e éticas da rápida evolução da pesquisa biomédica e de suas possíveis repercussões negativas.

O Dia dos Direitos Humanos rememora tudo o que conseguimos, mas também deve servir para relembrar a relevância atual da Declaração Universal dos Direitos Humanos e do que ainda resta por fazer em matéria de promoção destes direitos. A Declaração estipula que "toda a pessoa tem direito a que se estabeleça uma ordem social e internacional na qual os direitos e liberdades proclamados nesta Declaração se façam plenamente efetivos". Não apenas isso há de se garantir a todos, mas também uma ordem internacional pacífica que só será possível se a sociedade civil, os governos e as organizações internacionais empreenderem grandes esforços em prol dos direitos humanos. Só por meio da colaboração de todos conseguiremos alcançar este objetivo.

Crédito: "Religion & Peace" - Ting Shao Kuang

 

COMERCIAL CAMPANHA DE SEGURANÇA NO TRANSITO

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Ataques cibernéticos

Ataques cibernéticos estão entre três maiores ameaças mundiais, diz FBI
da France Presse, em Nova York

Os ataques informatizados representam a maior ameaça para os Estados Unidos, depois da guerra nuclear e das armas de destruição em massa, e são cada vez mais difíceis de impedir, segundo especialistas da Polícia Federal norte-americana (FBI).
Durante uma conferência em Nova York nesta terça-feira (7), Shawn Henry, diretor adjunto da divisão informática do FBI, disse que esses ataques representam "o maior risco para a segurança nacional, depois das armas de destruição em massa e de uma bomba em uma de nossas metrópoles".
"A ameaça que pesa sobre nossa infraestrutura, nossos serviços de inteligência e nossos sistemas de informática é imensa", avisou.
Os peritos americanos chegaram a utilizar o termo de "cybergeddon", ou apocalipse cibernético, uma situação em que uma sociedade avançada --na qual tudo o que é importante é ligado, ou até controlado, pelos computadores-- é sabotada por piratas virtuais.
Michael Balboni, secretário-adjunto de segurança pública do estado de Nova York, descreveu esse "apocalipse" como "uma ameaça imensa" contra toda a sociedade, de instituições bancárias aos sistemas municipais de monitoramento das represas.
Segundo Henry, os grupos terroristas estão tentando criar um 11 de setembro virtual, "infligindo ao nosso país, aos nossos países e a todas nossas redes, o mesmo tipo de danos que já nos atingiram em 11 de setembro de 2001".
Mesmo que um ataque informatizado dessa amplitude nunca tenha acontecido nos Estados Unidos, a pirataria informática, antigamente dominada apenas pelos mais experientes, está se desenvolvendo rapidamente como uma ferramenta de guerra em todo o mundo.
Dessa forma, piratas virtuais russos teriam atacado redes internet na Estônia e na Geórgia no ano passado, e simpatizantes palestinos conduziram ataques cibernéticos contra centenas de sites israelenses nos últimos dias.
Após anos lutando contra os criminosos da internet, o FBI e os serviços de segurança de outros países sabem, agora, que os hackers são os inimigos mais difíceis de pegar.
"É muito complicado pegá-los. Eles são portadores de simples chips que lhes permitem transferir dinheiro para qualquer lugar do mundo", acrescentou.
Christopher Painter, um perito do FBI especializado nas redes de cooperação internacional, destacou que um dos pontos fracos da luta pela segurança em informática é a invisibilidade da ameaça.
"Não é como um incêndio. Muitas vezes, descobrimos que uma empresa foi atacada antes mesmo dos próprios dirigentes ficarem sabendo", disse.