domingo, 27 de fevereiro de 2011

14 Anos do GIASES - Parabéns

Amigos do GIASES, boa noite.
Hoje é um dia muito especial em minha vida, pois cumpri mais uma etapa na vida profissional terminando o MBS 32 da Brasiliano – Curso Avançado de Segurança Empresarial e não podemos esquecer que esta data 26 de Fevereiro  é o décimo quarto aniversário do GIASES     ( Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo ) apoiado pelo SEMESP que atualmente tem como Coordenador o Sr. Wagner Grans da Universidade São Judas.
Como ex Coordenador do GIASES e na qualidade de assessor técnico do mesmo,  desejo que este Grupo possa se reestruturar,  e voltar a ser o local democrático de encontro dos Gestores de Segurança Universitária de São Paulo para a troca de experiências, informações e conhecimentos. Não podemos deixar morrer a chama da Arte da Associação, a arte de encontrar e fazer  amigos em segmento de tamanha importância social no Brasil.
Parabéns a seus fundadores e a seus ex coordenadores que não deixaram a chama apagar.
Minha primeira Gestão denominava-se “ Tempestade de Compromisso “ e conto com todos para movimentar e mobilizar forças para reviver nossos grandes encontros. A história está aí, são                quatorze anos contribuindo para a redução do crime e violência nas Universidades.
Não deixem o GIASES seguir o caminho de muitas entidades que sucumbiram devido a falta de interesse de seus membros.
Parabéns GIASES, tenho orgulho de ter liderado por duas Gestões este Grupo de Especialistas no Brasil.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Novo Formato 2011

Amigos do Blog Onde Mora o Perigo
Informo que a partir de Março/2011 o formato do Blog sofrerá alterações e além dos Clippings de Notícias sobre diversos segmentos da segurança e textos de especialistas que ajudam nas pesquisas dos inúmeros alunos de Gestão de Segurança do Brasil teremos entrevistas, postagens diretas da redação com nossas idéias e comentários, ativando sua participação nos comentários e debates.
Vamos trocar muita informação, experiências e conhecimentos.
Sucesso a todos e jamais desistam...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

NETWORKING

Definição de NETWORKING (Max Gehringer)

Existem cinco estágios em uma carreira.  
O primeiro estágio é aquele em que um funcionário precisa usar crachá, porque quase ninguém na empresa sabe o nome dele.  
No segundo estágio, o funcionário começa a ficar conhecido dentro da empresa e seu sobrenome passa a ser o nome do departamento em que trabalha...
Por exemplo, "José" de contas a pagar.
No terceiro estágio, o funcionário passa a ser conhecido fora da empresa e o nome da empresa se transforma em sobrenome. José da Usina tal.
No quarto estágio, é acrescentado um título hierárquico ao nome dele: José, Gerente da Usina tal.
Finalmente, no quinto estágio, vem a distinção definitiva. Pessoas que mal conhecem o José passam a se referir a ele como 'o meu amigo José, Gerente da usina tal'.
Esse é o momento em que uma pessoa se torna, mesmo contra sua vontade, em 'amigo profissional’.
Existem algumas diferenças entre um amigo que é amigo e um amigo profissional:
- Amigos que são amigos trocam sentimentos. Amigos profissionais trocam cartões de visita.
- Uma amizade dura para sempre. Uma amizade profissional é uma relação de curto prazo e dura apenas enquanto um estiver sendo útil ao outro.
- Amigos de verdade perguntam se podem ajudar. Amigos profissionais solicitam favores.
- Amigos de verdade estão no coração. Amigos profissionais estão em uma planilha.

É bom ter uma penca de amigos profissionais.
É isso que, hoje, chamamos networking, um círculo de relacionamentos puramente profissional.
Mas é bom não confundir uma coisa com a outra.
Amigos profissionais são necessários. Amigos de verdade, indispensáveis.
Imagine você um dia descobrir que tinha bem mais amigos do seu cargo do que da sua pessoa!
Algum dia (e esse dia chega rápido), os únicos amigos com quem poderemos contar serão aqueles poucos que fizemos quando amizade era coisa de amadores.

Texto enviado pelo amigo Prof. Anderson Maia da UNIP

IT WEB BLOGS - Política Segurança ou Gestão Risco?


Primeiro: Política Segurança ou Gestão Risco?
O que fazer primeiro? Política de segurança da informação ou Gestão de Risco?

Ao desenvolver (ou aprimorar) um processo de segurança da informação, o profissional que tem esta responsabilidade enfrenta uma questão básica: qual a prioridade a ser dada para os elementos ou dimensões da segurança? Isto se torna mais crítico quando estamos no começo de uma implantação da proteção da informação.

As normas referentes à segurança da informação indicam o que deve ser feito, mas indicam muito pouco como deve ser feito. Na questão que estamos considerando, ter políticas e normas é importante e recomendável pelas normas, bem como ter uma gestão de riscos de segurança da informação. Porém na no momento em que começamos a implementar, vem a questão: o que fazer primeiro?

Confesso que já tive esta dúvida. Aliás, esta e muitas outras dúvidas. Mas, umas das coisas que aprendi nestes anos em segurança da informação é que as ações não precisam ser exatamente seqüenciais. Podemos ter ações em paralelo. Sendo assim podemos estar desenvolvendo políticas e garantindo a existência e realizando a gestão de risco.

Porém, a Norma NBR ISO/IEC 27005:2008 - Tecnologia da informação – Técnicas de segurança – Gestão de riscos de segurança da informação nos orienta:

a) Convém que a gestão de riscos de segurança da informação seja parte integrante das atividades de gestão da segurança da informação e aplicada tanto à implementação quanto à operação cotidiana de um SGSI. (ABNT, 2008, p. 3).

b) Em um SGSI, a definição do contexto, a análise/avaliação de riscos, o desenvolvimento do plano de tratamento do risco e a aceitação do risco, fazem parte da fase “planejar”. (ABNT, 2008, p. 6).

c) O escopo e os limites da gestão de riscos de segurança da informação estão relacionados ao escopo e aos limites do SGSI – Sistema de Gestão de Segurança da Informação. (ABNT, 2008, p. 9).


De maneira complementar e bem direta a Norma NBR ISO/IEC 27002:2005 – Tecnologia da informação – Técnicas de segurança – Código de prática para a gestão da segurança da informação orienta o uso de controles como ponto de partida e a utilização da gestão de riscos para a identificação da relevância da implantação e existência desses controles:

a) Um certo número de controles pode ser considerado um bom ponto de partida para a implementação da segurança da informação. Estes controles são baseados tanto em requisitos legais como nas melhores práticas de segurança da informação normalmente usadas.

b) Convém observar que, embora todos os controles nesta Norma sejam importantes e devam ser considerados, a relevância de qualquer controle deve ser determinado segundo os riscos específicos a que uma organização está exposta. Por isso, embora o enfoque acima seja considerado um bom ponto de partida, ele não substitui a seleção de controles, baseado na análise/avaliação de riscos. (ABNT, 2005, p. xii)


Desta maneira, para uma melhor definição do escopo de controles e de ambientes em que vamos considerar para todo o processo de segurança da informação, é recomendável que a Norma Principal (Diretriz) seja definida em primeiro lugar e que a análise/avaliação de riscos seja considerada para a definição da relevância dos controles.

Edison Fontes, CISM, CISA  
Núcleo Consultoria em Segurança
edison@pobox.com  

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Especialistas: brasileiros são "ingênuos" no uso da internet

Especialistas: brasileiros são "ingênuos" no uso da internet
18 de fevereiro de 2011 14h55 atualizado às 17h32
No mundo virtual, a companhia de tecnologia é responsável, mas é o usuário quem deve zelar pela segurança online. Foto: AFP
Sites de relacionamento, como Orkut, Facebook e Twitter, são um dos principais vetores de distribuição de ataques
Foto: AFP
Simone Sartori
Direto de São Paulo
O Brasil ocupa hoje o 16º lugar no ranking mundial de países com maior número de ataques virtuais, de acordo com pesquisa realizada pela Kaspersky Lab, a maior empresa privada de segurança da internet do mundo. Segundo o gerente de vendas para varejo da Kaspersky Lab Américas no Brasil, Claudio Martinelli, o Brasil tem "usuários ingênuos" se comparado aos demais países do globo.
Se for considerado que a China, o país mais populoso do mundo, com cerca de 1,3 bilhão de habitantes, lidera a pesquisa - seguido de Rússia, Estados Unidos e Índia -, os usuários brasileiros de internet devem considerar o resultado como um alerta. Quanto maior o número de pessoas conectadas, maior a chance de proliferação de vírus, spywares e malwares. É como se fosse, de fato, uma epidemia. Não à toa, a população de três importantes Estados do País são também os principais alvos de cibercriminosos. São Paulo aparece em primeiro lugar na lista, segundo a Kaspersky, com 22% de ataques virtuais. Rio de Janeiro vem logo atrás, com 19%, seguido por Minas Gerais (10%).
De acordo com o analista de malware da Kaspersky Lab no Brasil, Fábio Assolini, o usuário brasileiro tem hoje uma falsa noção de segurança online, que se baseia apenas na instalação de um antivírus em seu computador pessoal. "Uma segurança incompleta é pior que segurança nenhuma", diz. Para justificar a preocupação das empresas de segurança digital, Assolini elenca as três principais ameaças que se disseminam na mesma velocidade do mercado consumidor de computadores.
"Além de sites legítimos infectados, o phishing personalizado está hoje entre as maiores ameaças aos usuários brasileiros. Na tentativa de legitimar a falsa mensagem, o cibercriminoso envia um e-mail com nome completo e o número do CPF da vítima. Outro problema hoje é o reaproveitamento de senhas: para não ter de cadastrar várias senhas diferentes, o usuário acaba usando a mesma senha para vários sites, o que pode torná-lo uma vítima em potencial", diz Assolini.
Ele lembra que, devido ao crescente número de usuários, os sites de relacionamento, como Orkut, Facebook e Twitter, são um dos principais vetores de distribuição de ataques. "O cibercriminoso vai onde tem gente, igual a um vendedor. Onde não tem gente, ele não vai concentrar seus esforços. As redes sociais se tornam um dos principais alvos e essa é uma tendência para o futuro. Ao usuário recomendamos sempre tomar cuidado com o que clica. Um mês atrás, por exemplo, detectamos uma ameaça de antivírus falsa no Twitter utilizando URLs compactadas no Google." Os especialistas afirmam que uma proteção ampla, não apenas um antivírus, é uma das principais armas do usuários no combate ao cibercrime.
"Eles (os usuários brasileiros) têm pouco conhecimento de informática e acreditam que apenas uma atitude preventiva pode proteger. Ou seja, 'eu não entro em site pornô, eu não vou ser contaminado', 'eu não baixo software pirata, eu não vou ser contaminado'. Isso só não basta porque já vimos sites legítimos contaminados, como portadores de códigos maliciosos. As mensagens contaminantes vêm até nós, não precisamos buscar lá fora", afirma.
Para Martinelli, a mudança de comportamento em relação às ameaças digitais deve começar dentro de casa. "Quando se fala de proteção da família, na verdade, se fala da proteção de cada indivíduo da família, eventualmente até quem não sabe usar computador. E as empresas de segurança têm essa missão, de modo que o brasileiro se torne cada vez mais sensato e consciente de que ele tem de estar protegido."
Os pais, de acordo com os especialistas, devem se concentrar também no acesso dos filhos à internet. O "controle" não significaria broncas ou proibições, mas sim um "gerenciamento", a partir do uso de produtos com funções que permitam a limitação do tempo de navegação ou que previnam a visualização de conteúdos inadequados ou sites de apostas ou compras online. "Seu filho conversa com um amiguinho no MSN, e, ingenuamente, pode passar dados sensíveis, como o endereço residencial ou o número de telefone, e ficar exposto aos ataques de criminosos. Torna-se, portanto, fundamental uma proteção específica para esse público", afirma o analista de malware Fábio Assolini.
Na tentativa de incentivar um novo comportamento entre as famílias brasileiras, a Kaspersky Lab mirou os usuários de redes domésticas e lançou um produto chamado Pure Total Security, que visa garantir a segurança online da família a partir da configuração de todos os computadores da residência a partir de um só PC.

Matéria enviada por e mail pelo amigo Wendel do MBS 32 da Brasiliano
Departamento Operacional SBC
Grupo Madri  - Rua: Edgar Gerson Barbosa, 435 - São Bernardo Campo, SP 09732-520 - Brasil
operacional.sbc@grupomadri.com.br  - Phone + 55 - 11 - 4332-5763  |  43327999

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Pensando sem Limites

Pensando sem Limites...
Durante muitos anos estive à frente do Grupo Integrado de Apoio à Segurança do Ensino Superior do Estado de São Paulo (GIASES) apoiado pelo SEMESP e um dos grandes objetivos das minhas duas Gestões – Tempestade de Compromisso e Proteção Profissional foi transformar este Grupo que congrega os gestores de segurança das Universidades Privadas do Estado de São Paulo em observatório de melhores práticas na ciência de administrar profissionalmente os departamentos de segurança e ser um espaço democrático para discussões de idéias, e assuntos referentes a uma atividade nova e de importância social inquestionável. Um espaço para trocar informações e experiências sobre as práticas cotidianas e empreendi um trabalho de estudo e pesquisa sobre o assunto no Brasil e exterior.
Estive na Universidade Paulista ( UNIP ) envolvido com uma grande equipe de professores e mestres na criação do Curso Superior Tecnológico de Gestão de Segurança Privada , em meados de 2006 obtivemos a autorização do MEC e na composição da grade e nas ementas do curso,   a disciplina Análise de Riscos foi tratada com especial atenção devido a relevância do assunto para a formação profissional do Gestor de Segurança.
Após a conclusão do Curso fiz uma avaliação pessoal e profissional e verifiquei que deveria escolher um curso de especialização, que transmitisse conteúdo técnico suficiente para que iniciasse a minha nova carreira de empresário e consultor de segurança. Acertei na escolha do MBS da Brasiliano Consultoria e a formação e qualificação dos professores foi fundamental além do network intenso com colegas de sala e ao tratamento que nos é dado na FAPI/FESP em São Paulo.

Quero que os Gestores de Segurança que lerem este artigo reflitam na importância de ter conhecimento técnico na elaboração de projetos de segurança, onde estudamos desde a Gestão de Segurança e RH de Segurança e Gestão de Pessoas, passando por Análise de Cenários Prospectivos, Controle de Acesso, Sensoriamento e Alarmes, Projetos de Prevenção e Combate a Incêndio,CFTV, Centrais de Segurança , Análise de Riscos com Base na ISO 31000, Implementação de Projetos e orientação e elaboração de TCC. Nossos sábados foram difíceis mas gratificantes no encontro com profissionais de diversas empresas no café , no almoço e nos grupos onde os exercícios foram prática de todos os professores.
Durante este período no encontro com os gestores de segurança universitária passamos os conceitos básicos da matéria no GIASES e indicamos o curso do MBS a todos e sua bibliografia pois a redução das perdas é sensível quando da aplicação da ISO 31000 e sua metodologia , e estou contente , pois duas universidades mudaram inclusive o nome de seus departamentos de segurança para os novos departamentos de Segurança e Gerenciamento de Riscos.
Enfim tenho uma nova profissão sou Gestor de segurança privada com certificação de especialista de segurança e atuo na Grans Nascimento Associados como Security Manager, iniciando a carreira de Consultor de Segurança.
Tenho alguns bons clientes e observo o quanto é importante entender de negócios e de projetos de segurança, fundamentos passados no MBS da Brasiliano.
Ao agendarmos  uma visita a um cliente mostramos o portfólio da empresa de Consultoria de Negócios de Segurança – Grans Nascimento Associados e nossa metodologia segue um caminho que envolve a análise de cenários prospectivos , o diagnóstico de segurança ( identificação e análise situacional ) onde levantamos o impacto financeiro da Perda ,  a análise de riscos estratégica com base na ISO 31000 – determinando o risco de cada perigo, calculando a perda esperada e uma matriz SWOT de fraquezas e ameaças, elaboração do Plano de Ação com as recomendações de melhoria e priorizações e mostramos o diagrama 5W2H, e seguimos para os planejamentos estratégico, técnico, tático, e operacional que dará a possibilidade de continuidade de negócios em caso de crise.
Pensamos sem limites, e buscamos atender todos os clientes com excelência de qualidade com base no PNQ respeitando os fundamentos e critérios de qualidade 2010. Criamos diversas divisões na empresa como as de Consultoria de Segurança, Safety e Security, Estudos Pesquisas e Publicações, Gestão de Infra Estrutura, Treinamento e Desenvolvimento de RH de Segurança, Gerenciamento de Riscos, Soluções Educacionais e Continuidade de Negócios.
Mercado de segurança privada e empresarial no Brasil cresce com carência de qualificação administrativa e profissional.
O bilionário mercado de segurança privada, que emprega quase meio milhão de vigilantes no Brasil e dá proteção para quem paga, cresce onde a segurança pública falha. No entanto, muitos profissionais desta área não têm formação adequada e as empresas de segurança em muitos casos não são administradas de forma profissional.
Sendo assim os empresários das Grans Nascimento Associados Brasil analisaram que este segmento é relativamente novo no Brasil e principalmente em segurança eletrônica está  crescendo a taxas maiores a 10% ao ano e empregando milhares de brasileiros . Com o portfólio exposto acima  pretende atingir diversos segmentos da sociedade que precisam de especialização, profissionalização e proteção.
Como os leitores viram somos novos empresários no segmento e com visão e muito trabalho venceremos no mercado competitivo da segurança privada e empresarial, exemplo que quero que todos os leitores sigam.
Pensamos sem limites...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Blecautes

Governo de SP anuncia medidas para evitar novos blecautes

Secretário de Energia diz que novos transformadores serão instalados.
Apagão na terça prejudicou parte da capital paulista.

Carolina Iskandarian Do G1 SP
Reunião energia (Foto: Carolina Iskandarian/ G1)
Secretário fez anúncio após reunião (Foto: Carolina
Iskandarian/ G1)
O secretário estadual de Energia de São Paulo, José Aníbal, anunciou nesta quarta-feira (9) as medidas emergenciais que estão sendo tomadas para evitar um novo apagão, como o de terça, que atingiu a capital paulista. Segundo ele, a subestação Bandeirantes, na Zona Sul da capital, onde houve a falha, vai receber mais três transformadores, além dos três que já existem, para evitar nova sobrecarga do sistema.
 Aníbal informou ainda que a usina termoelétrica Piratininga, também na Zona Sul, já gerou 100 MW a mais “para aliviar” a Bandeirantes. A geradora de energia pertence à Empresa Metropolitana de Águas e Energia S.A (Emae), mas a concessão de uso é da Petrobras, como informou o secretário.
De acordo com ele, as obras da construção de Piratininga 2, que tinha previsão de ser inaugurada em 2012, serão agilizadas. As duas ficam próximas à Represa Billings.
“As obras começaram em janeiro e têm prazo de término para fevereiro do ano que vem. Vamos tentar antecipar pelo menos a colocação de transformadores em novembro (deste ano)”, disse Aníbal, após mais de duas horas de reunião com empresas do setor elétrico.
O secretário reconheceu que “já se sabia há cinco anos que tinha esse problema (de sobrecarga)”, mas revelou não ter ideia de que essa situação poderia causar o blecaute. “Sabíamos que estávamos com crescimento forte e a geração estava bem. Não tínhamos ideia especificamente que estávamos sob um risco de um episódio como aquele”, afirmou ele, sobre o apagão de terça. Em seguida, completou: “A suposição era a de que, mesmo havendo uma carga forte, ela não seria suficiente para derrubar a energia”.
Estavam no encontro, realizado na sede da Secretaria, em Cerqueira Cesar (região central), diretores da Eletropaulo, do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP), responsável pela subestação Bandeirantes. A reunião começou às 17h e terminou por volta de 19h30.
Aníbal, o único a falar com a imprensa após a reunião convocada por ele, considerou o apagão na cidade "inaceitável" e afirmou que as medidas anunciadas "reduzem fortemente" o risco de uma nova pane no setor elétrico de São Paulo. Segundo ele, em dez dias os três transformadores, que serão retirados de outras subestações do estado, podem estar na Bandeirantes.
As causas do apagão, que começou com a falha em um dos transformadores, ainda estão sendo apuradas. Para o secretário, se ficar provado que houve "negligência" da CTEEP, pode haver "punição", apesar de não especificar qual. "O sistema Bandeirantes está operando em situação de forte pressão. O desligamento (de um transformador), quando ocorre, é de forma progressiva. Mas houve falha na comunicação e os outros dois transformadores não aguentaram a carga", explicou.
Prejuízo
A Secretaria de Energia do Estado estimou na terça que 2,5 milhões de pessoas tenham sido prejudicadas pela falta de luz. Em nota, após a falta de luz, a Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (CTEEP) disse que houve, às 15h11, um problema em sua subestação Bandeirantes, localizada na Zona Sul da capital paulista. Essa foi a região mais afetada.
"Um dos três transformadores de 345/88 kV apresentou falha, o que levou à atuação de seu sistema de proteção e, como consequência, desligaram-se os outros dois transformadores”, disse a CTEEP. “A companhia tomou as providências necessárias e colocou os outros dois transformadores em operação, às 15h21, para o restabelecimento de energia junto à distribuidora local, a Eletropaulo, que já está realizando manobras internas para a recomposição das cargas aos consumidores atingidos", disse a nota.
Na manhã desta quarta, a Sabesp informou que o blecaute afetou o funcionamento de 46 bombas de sete estações elevatórias, que mandam água tratada para os reservatórios de Guarapiranga, na Zona Sul. Isso prejudicou o abastecimento, deixando, pelos cálculos da empresa, 3 milhões de pessoas sem água.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Arrastão a Prédio Residencial

Edição do dia 07/02/2011
07/02/2011 08h06 - Atualizado em 07/02/2011 12h06

SP: criminosos fazem famílias reféns durante arrastão a prédio residencial

O crime aconteceu neste domingo (6). Várias famílias ficaram aterrorizadas. Elas foram feitas reféns enquanto os criminosos invadiam os apartamentos.

 
O chamado arrastão em prédios residenciais já é comum em São Paulo. Neste domingo (6) aconteceu mais um. Várias famílias ficaram aterrorizadas. Elas foram feitas reféns enquanto os criminosos invadiam os apartamentos. O primeiro a ser rendido foi o zelador do prédio que fica no Morumbi, na zona sul de São Paulo.

Eram 8h30 quando os ladrões entraram pela garagem e renderam o zelador. Os moradores que desciam dos apartamentos eram feitos reféns e levados para a garagem.
Parte da quadrilha ficou vigiando os moradores. Outra assaltou cinco apartamentos. A filha de uma mulher, uma menina de 8 anos, desceu para passear com o cachorro e também foi dominada.
“Falaram para ela: ‘desce’, deram um comando simples e delicado, não foram agressivos, pelo o que eu perguntei. Eu falei: ‘Estava armado, filha?’, ela falou: ‘Estava armado e eu desci e me juntei aos outros que estavam na garagem’”, comentou a designer Ingrid Christensen.
Segundo a polícia, os bandidos tinham revólveres, pistolas e até uma metralhadora. Eles fugiram em dois carros. Ninguém foi preso.
Os bandidos ficaram mais de uma hora no prédio. De acordo com a PM, alguns moradores foram agredidos. Os ladrões levaram computadores, aparelhos eletrônicos, jóias, celulares, dinheiro.
De acordo com a Polícia Militar alguns moradores foram agredidos com chutes. Até a manhã desta segunda-feira (7), nenhum criminoso foi preso.
 

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Assalto a Joalheria SP

07/02/2011 17h35 - Atualizado em 07/02/2011 18h27

Imagens de câmeras de shopping de SP vão ser analisadas pela polícia

Joalheria do Morumbi Shopping foi assaltada nesta segunda.
Objetivo é tentar identificar os seis criminosos, que fugiram após a ação.

Do G1 SP
Joalheria foi assaltada no Morumbi Shopping (Foto: Marcelo Mora/G1)
Joalheria foi assaltada no Morumbi Shopping (Foto: Marcelo Mora/G1)
O tenente-coronel da Polícia Militar Helson Camilli disse na tarde desta segunda-feira (7) que as imagens do circuito de segurança do Morumbi Shopping, na Zona Sul de São Paulo, vão ser analisadas na polícia para tentar identificar os assaltantes de uma joalheria, que fica no primeiro piso do centro de compras. Elas já foram requisitadas ao shopping.
Segundo a Polícia Militar, o assalto aconteceu às 13h55. A polícia confirma que joias foram levadas, mas um levantamento do prejuízo ainda é feito.
Os criminosos utilizaram uma marreta para quebrar as vitrines. A ferramenta foi abandonada no local.
Na saída do estabelecimento, os criminosos atiraram "para causar pânico", segundo Camilli. Mas, segundo a PM e a assessoria do Morumbi Shopping, não houve feridos. Ninguém foi feito refém.
Pelo menos seis criminosos participaram da ação, diz a polícia. Duas pessoas aguardaram do lado de fora da joalheria Dryzun e outras quatro entraram no local. Ao saírem da loja, dispararam ao menos três vezes, de acordo com Camilli. Dois tiros atingiram a fachada e a vitrine de uma loja de bijuterias e adereços femininos e o terceiro, a porta de entrada do centro de compras.
Os criminosos conseguiram fugir em dois veículos. Segundo Camili, eles trocaram de carros pelo caminho. O tenente-coronel diz que pelo menos um dos criminosos usava terno e que alguns portavam mochilas para esconder as armas. "A ação foi planejada e muito rápida. Durou cerca de cinco minutos."
Momentos de tensão
Vendedora Carolina Borson estava em frente ao shopping quando os assltantes chegaram (Foto: Marcelo Mora/G1)
Vendedora Carolina Borson estava em frente ao
shopping quando os assaltantes chegaram
(Foto: Marcelo Mora/G1)
Pessoas que estavam no shopping durante a ação relataram momentos de tensão. A vendedora Carolina Borson, de 24 anos, disse que estava na porta de entrada do shopping fumando quando os assaltantes chegaram. "Um deles, que estava de roupa social, andava para lá e para cá aqui na frente. Antes de entrar, ele abriu o terno e sacou a arma", contou a jovem, bastante assustada.
Segundo ela, os assaltantes chegaram a disparar contra as pessoas. "Quando vimos que era um assalto, saímos correndo. Eles começaram a atirar na nossa direção. Uma menina caiu do meu lado e achei que ela tivesse sido baleada", disse. A vendedora contou que as armas eram de grosso calibre.
O empresário Raul Garcia, de 33 anos, por sua vez, disse que havia acabado de almoçar na praça de alimentação do shopping quando ouviu os tiros. "Escutei os tiros e aí começou uma correria. Houve muita gritaria, corre-corre. Minha preocupação era com o pessoal correndo em direção ao local dos tiros."
Ana Paula Caris Teixeira, de 30 anos, funcionária da Óticas Carol, disse que teve muito medo. "Quando ouvi os tiros, me joguei no chão, minhas mãos e pernas ficaram dormentes. Foi horrível. Minha vida passou inteira na minha cabeça. Eu pensava: 'Vou morrer'."
"Não consegui ver ninguém. Minha amiga disse que um deles estava com uma metralhadora enorme. Acho que atiraram para criar pânico. Em 30 anos, nunca passei por uma situação dessas."
Loja teve vidraça quebrada após tiros (Foto: Marcelo Mora/G1)
Loja teve vidraça quebrada após tiros (Foto:
Marcelo Mora/G1)
Algumas lojas fecharam as portas e os clientes ficaram presos até a reabertura. Nesta tarde, o shopping funcionava normalmente.
Assaltos
No ano passado, o aumento de assaltos a joalherias e bancos dentro de shoppings fez com que a segurança nos centros de compras em São Paulo fosse aumentada. Segundo a Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), o setor na capital paulista investiu R$ 120 milhões para reforçar a segurança.
Entre os crimes ocorridos estão um assalto à joalheria Montblanc do mesmo Morumbi Shopping. Três assaltantes armados roubaram cerca de R$ 15 mil em produtos como abotoaduras cravejadas de brilhantes, brincos e cargas de caneta. Um homem e uma mulher foram presos pela PM no momento em que saíam do centro de compras. O material foi apreendido e devolvido para o estabelecimento.
Funcionária da ótica Carol diz que teve medo de morrer (Foto: Marcelo Mora/G1)
Funcionária da ótica Carol diz que teve medo de
morrer (Foto: Marcelo Mora/G1)
O Shopping Cidade Jardim, um dos mais luxuosos da capital, foi alvo de criminosos duas vezes em um mês. A primeira invasão ocorreu em 16 de maio, na joalheria Tiffany. Os ladrões agiram diante das câmeras, em pleno domingo à tarde, e estavam bem vestidos. Em 9 de junho, criminosos assaltaram a loja da Rolex no mesmo shopping, que fica na Zona Sul.
No dia 8 de agosto, uma joalheria no Santana Parque Shopping, na Zona Norte da capital, foi alvo de criminosos.
A joalheria S. Rolim, no Shopping Ibirapuera, na Zona Sul, foi roubada em 3 de julho. A ação foi filmada pelas câmeras de vigilância que ficam posicionadas em frente à loja. Uma semana depois, no dia 10, assaltantes roubaram outra joalheria. Desta vez, a invasão foi no Shopping Campo Limpo. Houve correria e, de acordo com funcionários do local, portas foram baixadas.
Joalheria foi assaltada no Morumbi Shopping (Foto: Arte/G1)
Joalheria foi assaltada no Morumbi Shopping (Arte/G1)

Volta às Aulas - Modelo PR

Recepção acolhedora, alunos motivados o ano todo

04/02/2011 11:26:00
principal 
A volta às aulas dos 140 mil estudantes da rede municipal está marcada para 9 de fevereiro. Os professores devem estar atentos para esse momento, pois uma recepção acolhedora, bem organizada, é o primeiro passo para despertar o interesse dos estudantes pelas atividades escolares durante todo o ano.
A organização das salas, a apresentação de professores e alunos, a interação dos estudantes e a recepção dos pais e da comunidade escolar fazem parte desse processo.
"É mais fácil fazer com que os estudantes se adaptem e comprometam com as atividades quando tudo está organizado desde o início e quando a escola se mostra feliz em recebê-los", afirma a diretora do Departamento de Ensino Fundamental da Secretaria Municipal da Educação, Maria José Ripol Diniz Serenato.
Nas creches - Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), que atendem crianças de zero a cinco anos de idade em berçário, maternal e pré-escola, o primeiro dia de aula também merece atenção. Mas as orientações para a adaptação das crianças são feitas bem antes do início das aulas.
A diretora do Departamento de Educação Infantil da secretaria, Ida Regina Moro Milléo de Mendonça, explica que o trabalho começa já no período de matrículas.
Na ocasião, os pais conhecem a estrutura física dos CMEIs, as salas de atendimento, os espaços de lazer e de amamentação. Também são orientados sobre o cardápio que será oferecido aos filhos, o trabalho das educadoras e os projetos pedagógicos.
"Para que a criança se sinta bem, os responsáveis também precisam ter segurança. Essa conversa é o primeiro passo para formar uma relação de confiança entre os pais e o CMEI", diz Ida.
O período de adaptação ou readaptação das crianças no CMEI será flexível. "Nos primeiros dias, recomenda-se que as crianças permaneçam nas unidades de duas a três horas diárias. Esse tempo vai gradativamente aumentando conforme a adaptação de cada um", afirma Ida.
DICAS PARA OS PROFESSORES:
Atitude acolhedora: os profissionais podem organizar murais, cartazes, mensagens e projeções de boas-vindas.
Comunidade - além dos alunos, é preciso estar atento à recepção dos pais e de toda a comunidade escolar. Conte com o apoio da equipe para uma boa acolhida. Os apoios administrativos e secretários escolares devem auxiliar pais e alunos na localização das salas e turmas nos diferentes espaços da escola.
Lista de identificação - o nome dos estudantes deve ser colocado nas portas das salas para facilitar a localização.
Organização - a sala deve estar limpa, com carteiras, cadeiras e os demais materiais em ordem e dispostos de forma atrativa e de fácil acesso aos estudantes.
Atenção especial - preparar equipe auxiliar de apoio para abordar e acolher os estudantes que demonstram insegurança, choram ou têm resistência em permanecer.
Espaço escolar: os alunos devem conhecer os espaços comuns, sobretudo os de atendimento às necessidades básicas, tais como bebedouros e banheiros.
Apresentações - todos devem se conhecer desde o início. Peça para os estudantes contarem um pouquinho sobre a vida, as férias, o que mais gostam de estudar. Fale sobre você, sua carreira e explique as regras de convivência em sala de aula e nos demais espaços escolares. 
Dinamismo - atividades estimulantes e desafiadoras fazem com que os alunos tenham vontade de retornar.
PARA OS PAIS:
Diálogo - conversar previamente com as crianças sobre a escola, o ano letivo, as possibilidades de fazer novas amizades, de aprender, de conhecer novos espaços e de ter autonomia.
Importância - valorizar a escola como um espaço social e cultural organizado para o processo de ensino.
Segurança - colocar-se confiante quanto à segurança da criança no espaço escolar e dar a ela a referência do professor como a autoridade a quem recorrer.
Saída - fazer com que a criança tenha segurança sobre quem vai buscá-la no final das aulas.
Sem atraso - deixar a criança na escola muito próximo do horário de início das aulas e pegá-la imediatamente após o término.
Reconhecimento - valorizar a criança pelo progresso no estudo, seu empenho e dedicação. 

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

CURSOS UNICID - PROF. ÁTILA

Formação do Gestor de Segurança

Formação do Gestor de Segurança. Uma vantagem competitiva para as empresas

Com o passar dos anos, as necessidades de segurança na área empresarial têm crescido qualitativamente e quantitativamente, não apenas em virtude da deficiência do sistema público de segurança, mas também pelo aumento da complexidade da gestão das empresas. A busca pela redução de custos e aumento dos lucros é uma realidade perseguida dia a dia pelas organizações. Este contexto fez saltar aos olhos a necessidade de uma maior profissionalização do setor de segurança corporativa. Esta incontestável realidade gerou a proliferação dos cursos de graduação e pós-graduação com foco em gestão de segurança empresarial.
Os cursos de graduação e pós-graduação na área de segurança estão espalhados por vários estados do Brasil, tais como: Bahia, São Paulo, Rio de Janeiro, Amazônia e Santa Catarina. Em São Paulo, cursos desta natureza já existem a mais tempo. Já há, até mesmo, cursos à distância como o oferecido pela Unisul (Santa Catarina).

As modalidades mais comuns, em especial em cursos de graduação tecnológica, são as que envolvem a gestão de segurança. Na maior parte desses cursos existe uma preocupação de se interagir a teoria com a prática, de forma que o aluno, ao sair da faculdade, tenha uma visão ampla sobre seu papel no mercado, além de uma formação multidisciplinar. O objetivo é que o profissional seja capaz de planejar a segurança, analisar os riscos, interagir com os diversos setores e operar e gerenciar os setores de segurança e as empresas prestadoras do serviço de segurança.
É preciso que os cursos forneçam ao mercado pessoas capacitadas e que suas ações tenham embasamento teórico e prático. Que elas façam com que os sistemas de segurança sejam eficientes, eficazes e efetivos. Os profissionais formados têm que ser criativos, pró-ativos, ter visão preventiva e um conhecimento multidisciplinar.
Assim, as ementas costumam contemplar desde matérias como teoria geral da segurança física, segurança de executivos, planejamento da segurança, prevenção de perdas, planejamento de emergência, até disciplinas como comunicação empresarial, direito constitucional, direito penal e processual penal, direito do trabalho e empresarial, modelos de gestão, inteligência competitiva, ética, psicologia, economia, estatística, gestão com pessoas, etc. Além disso, atividades extracurriculares também precisam fazer parte do currículo do corpo discente, como a realização de congressos, fóruns, visitas técnicas e seminários.
A formação multidisciplinar é fator preponderante para que estes profissionais consigam sensibilizar a alta administração das empresas para a importância do tema segurança empresarial. A apresentação dos seus projetos preventivos e de contingência só conseguirá sensibilizar a alta administração se for bem estruturada e fundamentada, apesar de simples e objetiva.
As organizações precisam, para alcançar o sucesso, ter um plano de segurança preventivo e de contingência, porém a maioria delas não os possuem. Esta ausência possui algumas explicações e dentre elas temos a falta de cultura e política de segurança. Este campo também poderá ser explorado por estes profissionais.
O mercado para os profissionais formados nestes cursos é promissor, mas eles precisam perceber que a simples graduação não será suficiente para garantir um emprego. Eles terão que trazer resultado para as empresas, minimizando os riscos corporativos e aumentando as margens de lucro, pois atualmente o preço de venda é dado pelo mercado, ou seja, a partir deste preço as empresas irão definir suas margens de lucro e seus custos. Terão que gerir os seus setores utilizando os recursos de forma otimizada e precisarão alcançar os seus objetivos, apresentados na missão do setor de segurança e na política da segurança da empresa.
É importante a percepção de que estes cursos visão formar gestores, sendo necessário que os alunos se desprendam, muitas vezes, de uma visão operacional enraizada. Esta visão atrapalha o desenvolvimento acadêmico e profissional, pois faz com que parte do corpo discente não perceba a importância das disciplinas que não são diretamente ligadas à área de segurança.
Outro ponto importante a ser observado pelo corpo discente é que os que já atuam no segmento como gestores precisam desde o primeiro semestre implementar mudanças na sua forma de atuar. É evidente que as empresas esperam que estes profissionais sejam diferentes à medida que ampliam os seus conhecimentos. A cada dia é necessário que o aluno, que já é gestor,  saia do campo do empirismo e passe a agir pautado no conhecimento teórico adquirido, pois é de se esperar que o nível de exigência da empresa seja cada vez maior.
Além da busca do conhecimento, a sala de aula deve ser utilizada pelos alunos para fazer contatos, pois uma rede de relacionamento ampla é ponto importante para o sucesso da gestão. Ao mesmo tempo, a sala de aula tem que ser vista como um palco para o treinamento da oratória. O gestor tem que saber falar em público, pois muitas vezes terá que defender e/ou vender suas idéias.
Com o exposto acima é fácil perceber que o mercado está com muita expectativa em relação a estes novos profissionais e eles, justamente por este motivo, precisarão atuar de forma que a percepção seja maior que a expectativa, pois só assim irão encantar os seus clientes. Buscar encantar o cliente não é apenas uma filosofia, mas sim, é garantir a empregabilidade, pois os profissionais não podem esquecer que o mercado de segurança é altamente competitivo, e apesar do nível de crescimento alcançado, não tem como absorver todos os profissionais.

E na sua região, como o mercado ver a profissão do Gestor em Segurança? Em sua região, as empresas já entenderam a importância em contratar este profissional? Comente!

By http://www.oguedes.com/

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

ÉTICA & RELACIONAMENTO HUMANO

ÉTICA & RELACIONAMENTO HUMANO

Dia:  17 de fevereiro de 2011  Horário: 9h30 às 11h30

Local: IBEF-Rio, na Av. Rio Branco, 156/4º andar - Ala C – Centro – RJ.

Apresentador: Ricardo Soares
Currículo - Administrador; Mestre em Ciências Empresariais; Pós-graduado em Docência do Ensino Superior; Professor e coordenador em cursos de graduação e pós-graduação; Diretor executivo da DDG Educação & Consultoria e o Coordenador dos Programas de Pós-Graduação das Faculdades Integradas Simonsen. Registra experiências bem sucedidas em instituições como: UFRJ, FGV, ESPM - Escola Superior de Polícia Militar do Rio de Janeiro. Programa de cursos presencias com tutoria virtual (Provirtual), da Universidade Candido Mendes, Universo- Universidade Salgado Oliveira, Fafic- Faculdade de Filosofia de Campos, Centro Universitário São Camilo dentre outras instituições de ensino. Autor do Livro Leitura Dinâmica pela Editora Campus e membro do conselho editorial da Editora Impetus, foi o responsável pela introdução e a implementação do treinamento de Leitura Dinâmica e Memorização Aplicada na Petrobras, tendo atuado ainda como consultor, em empresas entre as quais, citam-se as seguintes: SHELL do Brasil, GSK- GlaxoSmithkline, Alied Domec, Sadia Concórdia entre outras. 
 




OBJETIVO: Discutir e compreender a dimensão e o significado da Ética dentro e fora das organizações com vistas a um convívio pessoal e profissional consciente e sustentável.
METODOLOGIA: A condução da palestra se dará por meio de exposição teórica, estudo de casos, apresentação de filmes, debates, vivências e dinâmicas, estabelecendo um paralelo entre as situações vivenciadas e o dia-a-dia de trabalho, sedimentando os conhecimentos adquiridos com base nas reflexões e experiências do grupo. 
PÚBLICO-ALVO: Pessoas interessadas em potencializar sua condição de crescimento e relacionamento pessoal e profissional.
 
P R O G R A M A

Entendendo a ética e a moral;
A Ética da perspectiva Temporal e Cultural;
Os princípios e valores na convicção ética;
A internalização dos valores x comportamentos esperados
A sensibilidade ética e o relacionamento interpessoal;
A ética e a performance organizacional;
Liderança ética: o poder da administração ética;
O desempenho profissional e a coexistência ética como os diferentes estilos comportamentais;
O fortalecimento das relações interpessoais e o trabalho em equipe;
Agregando valor e perenizando os relacionamentos;
Assédio moral e dano moral: implicações jurídicas & comportamentais;
A responsabilidade social e ambiental: a empresa, a sociedade e o meio ambiente.
A ética e a lógica dos resultados.

Inscrições e mais informações, ligue (21) 2217-5566 ou mande um e-mail para http://www.blogger.com/mc/compose?to=reservas@ibefrio.org.br

Ética e Moral na Segurança Empresarial

Ética e Moral na Segurança Empresarial
Ulisses Ferreira do Nascimento - São Paulo(SP)

Definindo Ética e Moral no Segmento da Segurança Empresarial

No Brasil atualmente estamos perplexos com as alterações dos valores fundamentais da sociedade humana, e principalmente pela falta de exemplo que emana de alguns nossos governantes. Quando estamos no banco da Universidade nos ensinam os conceitos de ética, moral, cidadania e direito e a confusão mental se impõe, pois a realidade, é muito diferente de uma suposta sociedade ideal.
É imoral, e antiética a atitude de representantes no Legislativo, o desrespeito aos direitos humanos e ao cidadão brasileiro que massacrado por falta de políticas públicas eficientes , vive dia após dia com a criatividade e ginga do povo brasileiro.
A ética reflete de forma filosófica sobre a moralidade, sobre as regras e códigos morais que norteiam a conduta humana nos aspectos ambientais, educacionais, políticos, econômicos, sociais e comportamentais, e para nós que somos profissionais de segurança no Brasil existem tópicos relevantes a este tema que devem ser citados.
A Legislação que rege nossa atividade, desde a Lei 7102/83 (Portaria 992) e suas alterações durante os últimos tempos (Portaria 387/06) tenta regulamentar um segmento que vive a falta de normatização técnica, há a falta de regras claras para navegarmos com ética e seriedade no cumprimento de nossas obrigações nas empresas de segurança privada e corpos de segurança orgânica.
Temos a função de ajudar o mercado a diminuir suas perdas e a analise e gerenciamento dos riscos, é fundamental, protegemos e defendemos vidas e patrimônio, evitamos desvios, fraudes etc... Enfrentando dificuldades para concretizar negócios, pois as tomadas de preço, concorrências e licitações em muitas ocasiões não seguem códigos éticos de procedimentos, preços inexeqüíveis e qualidade questionável imperam, além da clandestinidade evidente. Devemos corrigir diversas falhas para que nossas empresas não caiam no descrédito, e assim evitemos inúmeros processos trabalhistas e o encerramento de atividades.
A corrupção está em nosso meio fazendo vítimas, pois não há uma fiscalização efetiva por parte da Delegacia da Polícia Federal para coibir a entrada de empresas sem estrutura e legalidade no mercado, as quais deixam nossa atividade em risco .
Porque devemos ter o CRS? O Certificado de Regularidade em Segurança do SESVESP (Sindicato das Empresas de Segurança Privada, Segurança Eletrônica, Serviços de escolta e Cursos de Formação do Estado de São Paulo) faz com que comprovemos que as nossas obrigações trabalhistas, tributárias e fiscais estão em dia e que nosso futuro cliente possa acreditar em nossa capacidade de protegê-lo, enfim a credibilidade e confiança neste ramo são fundamentais.
A violência está em nosso quintal, todos os limites foram quebrados e o governo federal e as esferas que seriam capazes de dar a solução adequada, estão protelando a votação dos projetos de segurança pública, que darão maior sensação de segurança aos cidadãos.
A população presa em casa e o marginal à solta.
Que ética e moral são essas? Inversão de valores, falcatruas, dólar na cueca, mensalão são exemplos para a nossa juventude? Qual será o estereotipo de líder que deveremos seguir? É antes de tudo ilegal legislar em causa própria, praticar o abuso de poder e gerenciar recursos públicos para benefício próprio.
Em uma sociedade da informação, em uma sociedade moderna, informatizada os conceitos de liberdade e de igualdade devem ser divulgados com muita velocidade, a promoção de igualdade entre desiguais deve ser feita através de políticas públicas adequadas, e a política de geração de emprego e renda não poderá ser adiada. O Brasil precisa crescer urgentemente.
Queremos uma nação soberana, que acabe com o preconceito e a discriminação, uma nação voltada para o crescimento e desenvolvimento econômico e que o meio ambiente seja respeitado para dar sustentabilidade ao nosso progresso, com as crianças nas escolas, com justiça social e que através de "políticas publicas" justas tenhamos saúde, transporte, habitação e segurança e um nível de renda adequado.
O poder Judiciário deve banir a impunidade que , em nossa visão crítica, é a principal causa da violência, e devemos em nossas casas, empresas, escolas, etc, agir com ética em nossas atitudes e comportamentos, respeitando os direitos dos outros e sabendo quais são os nossos deveres enquanto cidadãos.
A Segurança Privada deve ser parceira da Segurança Pública, e através de estudos, pesquisas e tecnologia, com planejamento de ações conjuntas, criar um ambiente seguro para que possamos ter perspectivas de um futuro melhor.
Tenho uma visão macro dos problemas brasileiros, e quero que as reformas pendentes (administrativa, política, tributária, previdenciária, do judiciário) sejam feitas rapidamente para que o mercado seja saneado e possamos desenvolver nossa atividade no segmento de segurança com profissionalismo, moral, ética, respeito ao cliente e ao vigilante e conseqüentemente ter muito sucesso.
O resgate da base ética, o zelo e rigor na administração pública e respeito aos ideais de uma sociedade democrática que urge por ética, são nossos desejos como cidadãos brasileiros.

Afinal, Segurança é coisa séria!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Confrontos no Egito

Confrontos deixam 3 mortos e mais de 600 feridos no Cairo, diz governo

Número de mortos subiu para 3 e feridos são 639, disse ministro da Saúde.
Manifestantes pró e anti-Mubarak se enfrentaram na praça Tahrir, no Cairo.

Do G1, com agências internacionais
Subiu para três o número de pessoas mortas e 639 o de feridas nos confrontos entre apoiadores e opositores do regime egípcio na praça Tahrir, centro do Cairo, nesta quarta-feira (02), informou o ministro da Saúde.
"A maioria dos feridos foi atingida por pedras", disse Ahmed Hosni Farid à emissora de televisão Nilo. "Ninguém foi ferido por tiros", acrescentou.
Um dos mortos é um militar que caiu de uma ponte, segundo Abderaman Shahine, porta-voz do ministério. O ministro não especificou quem são os outros mortos.
Uma médica de uma clínica de emergência no Cairo disse à agência de notícias Reuters que o número de feridos nos confrontos pode chegar a 1.500.
Os embates intensificavam-se ao cair da noite.
Gás lacrimogêneo era lançado contra os manifestantes, e dois coquetéis molotov teriam atingido o Museu do Cairo, que fica na praça, mas sem provocar dano.
Manifestantes antigoverno carregam um ferido durante confrontos na noite desta quarta-feira (2), na praça Tahrir (Foto: Khaled Desouki / AFP)
Manifestantes antigoverno carregam um ferido durante confrontos na noite desta quarta-feira (2), na praça Tahrir (Foto: Khaled Desouki / AFP)
O recém-nomeado vice-presidente Omar Suleiman fez um apelo para que todos os manifestantes voltem para suas casas e respeitem o toque de recolher para restaurar a calma no Cairo.
Segundo Suleiman, o diálogo entre as forças políticas depende do fim dos violentos protestos nas ruas. "Peço a todos os cidadãos que retornem a suas casas e obedeçam ao toque de recolher para colaborar com os esforços das autoridades de restaurar a calma e a estabilidade e limitar os danos e perdas que as manifestações têm causado ao Egito desde que iniciaram na semana passada", disse.
Um porta-voz do Departamento de Estado dos EUA disse que a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pediu ao vice-presidente egípcio que investigue a violência desta quarta-feira nas manifestações no Cairo.
RepercussãoVários lideres, Barack Obama à frente, pediram ao contestado Mubarak que comece já a transmitir o poder, após nove dias de violentos protestos populares.
Mas a chancelaria do Egito rejeitou o apelo, afirmando que seu objetivo é "inflamar a situação interna do Egito".
Os confrontos na Praça Tahrir começaram cedo. Os grupos de oponentes agrediram-se com paus e jogaram pedras uns nos outros na praça, foco do movimento antigoverno dos últimos dias, sob os olhares dos militares, que não interferiram a princípio.
Partidários de Mubarak partiram com cavalos e camelos contra os oposicionistas, antes de terem sido obrigados a desmontar, segundo testemunhas.
    A oposição acusou policiais de terem se infiltrado no local, rompendo o cerco dos militares, disfarçados de partidários do governo, neste que é o nono dia de protestos contra o regime de Mubarak. Na TV estatal, o Ministério do Interior negou a acusação.
Oposicionistas disseram que, apesar do confronto, não deixariam a praça, em que estão acampados nos últimos dias.
Militares usavam alto falantes para pedir calma aos dois lados, segundo imagens mostradas pela rede Al Jazeera. Tiros foram  disparados para o alto, segundo testemunhas.
O líder oposicionista Mohamed ElBaradei afirmou que o confronto é uma "tática de intimidação" do governo e disse temer um "banho de sangue". Ele também pediu a intervenção do Exército.
Os nove dias de protestos já deixaram mais de 100 mortos, segundo estimativas. De acordo com o Alto Comissariado da ONU, o número de mortes pode chegar a 300. Ainda não há números oficiais.

Oposição insiste em saída

Pouco antes, a coalizão de partidos oposicionistas havia anunciado que vai continuar pressionando, com as manifestações de rua, pela saída imediata de Mubarak, e que só depois de sua renúncia começaria a negociar com o vice-presidente Omar Suleiman.
Na véspera, Mubarak havia anunciado que não tentaria sua quinta reeleição e deixaria o governo em setembro, após um período de "transição suave" de poder.
Em comunicado à parte, a Irmandade Muçulmana, importante grupo oposicionista, disse que também não aceita que Mubarak encerre seu mandato.
"O povo rejeita todas as medidas parciais propostas pelo chefe do regimee não aceita outra alternativa a não ser sua saída", afirma o grupo.
No discurso da véspera, o presidente, de 82 anos e no poder desde 1981, havia autorizado Suleiman a começar a negociar com todos os grupos opositores.
"Pedimos ao povo que continue protestando na Praça Tahrir e pedimos que todos participem da 'Sexta-feira da Partida'", disse o porta-voz.
Durante a manhça, na TV estatal, um porta-voz do Exército -que não reprimiu os manifestantes nos últimos dois dias- disse que os egípcios "transmitiram sua mensagem", que suas reivindicações estavam sendo atendidas, e que era hora de ajudar o Egito a "voltar à vida normal".
O país também atenuou o toque de recolher, que agora vai vigorar entre 17h e 7h (11h e 3h do horário brasileiro de verão), em vez de entre 15h e 8h, como era desde sexta-feira, segundo a TV estatal. A decisão foi do próprio Mubarak.
O acesso à internet, que havia sido cortado no país em 28 de janeiro, tinha voltado parcialmente nas cidades do Cairo e de Alexandria, segundo usuários. O corte, protagonizado pelo governo para tentar dificultar a organização dos protestos, gerou críticas da comunidade internacional.
Em camelos, manifestantes pró-Mubarak dirigem-se à Praça Tahrir, no Cairo
Em camelo, manifestante pró-Mubarak
dirige-se à Praça Tahrir, no Cairo (Foto: AP)
 
Transição suave
Mubarak, que está há 30 anos no poder, afirmou em discurso na TV que, nos meses que restam de seu quinto mandato à frente do pais, vai ajudar a cumprir as exigências da coalizão de forças oposicionistas que o desafia -inclusive, fazer reformas do judiciário que ajudem a combater a corrupção.
Ele disse que o país atravessa um "momento difícil", que a prioridade é a "estabilidade da nação" e prometeu dialogar com todas as forças da oposição.
Mubarak afirmou também que sua decisão não estava relacionada aos protestos dos últimos dias e que nunca teve a intenção de tentar um novo mandato.
Pressão internacional
A pressão internacional pela saída imediata de Mubarak -antes um fator de estabilidade na região- aumentou depois de seu pronunciamento.
O presidente dos EUA, Barack Obama, disse na noite da terça que a situação de Mubarak é insustentável e que a transição deveria começar imediatamente.
Os EUA estão inquietos "com as detenções e ataques" à imprensa que cobre a crise egípcia, informou o Departamento de Estado nesta quarta.
A Casa Branca informou que "deplora e condena" a violência contra "manifestantes pacíficos".
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse na quarta em Londres que o ataque a manifestantes pacíficos é "inaceitável'.
A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, pediu a Mubarak que atue "o mais rapidamente possível" no sentido de uma transição política.
"Mubarak deve responder à vontade da população, expressa nas manifestações", e "agir com muito cuidado para demonstrar que está avançando", disse.
"Não há nenhuma dúvida sobre o sentido que nós damos aos termos 'transição' e 'transformação'" no país, que adquiriram "um caráter urgente, e por isso pedimos ao presidente Mubarak que faça as coisas o mais rapidamente possível", afirmou Ashton, indagada sobre a promessa do líder egípcio de não concorrer à reeleição no pleito presidencial de setembro.
O presidente da França, Nicolas Sarkozy, pediu que a transição de governo comece sem violência e o mais rápido possível.
mapa do egito com dados
Dados do Egito (Foto: Editoria de Arte / G1)
"Depois do presidente Mubarak, o presidente da República (francesa) reitera o desejo de que comece sem demora um processo de transição que permita concretizar o desejo de mudança e de renovação que a população tem expressado com intensidade", afirma um comunicado da presidência presidencia.
Em Berlim, o chefe da diplomacia alemã, Guido Westerwelle, celebrou o fato de Mubarak querer "abrir o caminho para uma renovação política".
"Temos que ver agora que papel deseja e poderá desempenhar", disse Westerwelle.
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considerou insuficiente o anúncio de Mubarake opinou que o presidente egípcio deve renunciar imediatamente para satisfazer as reivindicações de seu povo.
"O povo (egípcio) espera uma decisão muito diferente de Mubarak", disse Erdogan em visita ao Quirguistão, segundo o canal de notícias NTV.
O ex-presidente cubano Fidel Castro disse na terça que "a sorte de Mubarak está lançada" e nem os Estados Unidos conseguirão manter em pé o governo do Egito.
Levantes em outros países
Nesta quarta, o presidente de Iêmen, no poder há 32 anos, cedeu a protestos da oposição e disse que não vai tentar a reeleição.
Na terça, o rei da Jordânia -outro importante aliado dos EUA no mundo árabe- havia anunciado uma mudança no governo o país, também depois de protestos populares e de opositores.
Os protestos em Egito e Jordânia -assim como Marrocos, Iêmen e Síria- foram inspirados pelo levante popular que derrubou o presidente da Tunísia, Zine El Abidine Ben Ali, que caiu pela pressão popular após 23 anos no poder.
 Assista ao lado: Embaixador do Brasil no Egito, Cesário Melantoni, fala à Globo News sobre a crise no país

Estrangeiros
Milhares de estrangeiros se acotovelavam nesta quarta no aeroporto do Cairo, onde a situação era caótica, para conseguirem voos para fora do país.
China, Japão, Canadá, Reino Unido e Turquia anunciaram voos extras para o Egito nos últimos dois dias, para retirar seus cidadãos do país.
"O aeroporto se encontra em estado de pandemônio; todas as companhias aéreas estão disputando espaços para decolagens e aterrissagens", disse Mark Briffa, executivo-chefe da Air Partner, organizadora de vôos fretados.
O governo britânico anunciou que cidadãos britânicos interessados em aproveitar o voo fretado para Londres organizado pelo governo pagarão 300 libras (486,4 dólares) pelo voo.
Agências de viagens informaram que a situação nos resorts turísticos do Mar Vermelho ainda é de calma, sem problemas de abastecimento nos hotéis.
Jornalista agredido
Um jornalista belga foi agredido nesta quartae levado para um barracão militar na periferia do Cairo, sob a acusação de apoiar Mohamed ElBaradei, informou o jornal "Le Soir", para o qual trabalha.
Em breve telefonema ao jornal, Serge Dumont afirmou ter sido atacado por um grupo de civis não identificados.
País chave
O Egito, o mais populoso dos países árabes (80 milhões de habitantes), é importante aliado do Ocidente na região e administra o Canal de Suez, essencial para o abastecimento de petróleo dos países desenvolvidos.
Além disso, é um dos dois países árabes (o outro é a Jordânia) que assinou um tratado de paz con Israel. O premiê israelense, Benjamin Netanyahu, mencionou o fantasma de um regime ao estilo iraniano, caso, aproveitando o caos, "um movimento islamita organizado assuma o controle do Estado".
Manifestante com boneco de Mubarak 'enforcado' nesta quarta-feira (2) no Cairo
Manifestante com boneco de Mubarak 'enforcado'
nesta quarta-feira (2) no Cairo (Foto: AP)
O turismo é uma das maiores fontes de receita do exterior no Egito, sendo responsável por mais de 11% do PIB e fonte de empregos, em um país com alto índice de desemprego. Cerca de 12,5 milhões de turistas visitaram o Egito em 2009, proporcionando receita de US$ 10,8 bilhões.
Suez
O chefe do Estado Maior conjunto americano, almirante Mike Mullen, expressou sua "confiança" de que o exército egípcio garanta a segurança do país e do canal de Suez, em uma entrevista por telefone, informou o Pentágono nesta quarta-feira.
Em uma conversa com seu colega egípcio, o tenente general Sami Enan, Mike Mullen "expressou sua confiança na capacidade do exército egípcio de garantir a segurança de seu país, tanto internamente como na região do Canal de Suez", disse o porta-voz, o capitão John Kirby, em comunicado.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Acidente de Trabalho - SP

01/02/2011 06h59 - Atualizado em 01/02/2011 08h18

Engenheiro é eletrocutado em obra da Linha 4 do Metrô de SP

Acidente aconteceu na madrugada desta terça na Estação Fradique Coutinho.
Vítima morreu após levar descarga elétrica de cerca de 20 mil volts.

Do G1 SP
 
Um engenheiro de 40 anos morreu após levar um choque elétrico na madrugada desta terça-feira (1º) no canteiro de obras da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, que vai ligar a Luz à Vila Sônia.
O acidente aconteceu por volta de 1h durante um trabalho na futura Estação Fradique Coutinho. O engenheiro Ricardo Martins trabalhava para uma empresa terceirizada que presta serviços para o Consórcio Via Amarela. Ele morreu após levar uma descarga elétrica de cerca de 20 mil volts. A Polícia Civil investiga o caso.
Em nota, a Via Amarela informou que o acidente “trata-se de uma fatalidade com profissional de larga experiência que prestava serviços através de empresa subcontratada. A empresa informa que tomará todas as providências cabíveis e dará todo o apoio necessário à família.”
O Metrô afirmou que está acompanhando os desdobramentos do acidente e que, “por intermédio do Consórcio Via Amarela, tomará todas as providências cabíveis e dará todo o apoio necessário à família”, diz a nota. O Metrô também informou que está analisando as causas do acidente.
Outros casos
Este não foi o primeiro acidente com morte nas obras da Linha 4. O mais grave aconteceu em janeiro de 2007, quando sete pessoas morreram após a abertura de uma cratera nas obras da futura Estação Pinheiros, na Zona Oeste.