domingo, 31 de julho de 2011

VOLTA ÀS AULAS - Escola Protegida

Bullying: das brincadeiras à violência

por Cléo Fante

Cléo Fante é pesquisadora pioneira do bullying escolar no país e consultora da ONG Plan Brasil

Todos nós já fomos crianças um dia. Quem não se recorda das brincadeiras que nos faziam rir e às vezes chorar de raiva ou de vergonha? Sem graça, inconvenientes, inconsequentes, maldosas. Mas tudo não passava de brincadeira.

As brincadeiras fazem parte das relações; aproximam, integram, incluem. Entre os estudantes, são essas brincadeiras que tornam o ambiente escolar divertido e descontraído, que estimulam a frequência, a permanência, o desempenho, a aprendizagem, o gostar da escola.

No entanto, quando as brincadeiras perdem a essência da espontaneidade, da diversão e do prazer podem se converter em violência. Nesse ponto é que está o sinal de alerta. Existe uma linha muito tênue entre brincadeira e violência. Na brincadeira deve existir um equilíbrio entre as partes e todos se divertem, se descontraem, participam. Quando há desequilíbrio, onde uma parte se diverte e a outra é constrangida, humilhada, intimidada, a brincadeira acabou e aí começa a violência.

Assim como as brincadeiras são parte das relações, pode-se dizer que a violência de igual modo. Quem não se recorda de cenas de violência envolvendo familiares, vizinhos, amigos ou a si mesmo.

A violência é cruel, machuca, faz sofrer. Ao longo dos tempos foi se instalando sorrateiramente em nosso cotidiano. Faz parte de nossas vidas, de nossas histórias. Está presente em todos os contextos sociais, nas relações entre adultos,  destes com as crianças e vice-versa.

Infelizmente, entre as crianças se torna cada vez mais visível, em especial no contexto escolar. Dentre as formas de violências que ocorrem entre os estudantes, há uma que desperta a atenção e o interesse de estudiosos de todo o mundo, o bullying.

O bullying é uma forma de violência que ocorre na relação entre pares, sendo mais comum entre os estudantes. É definido como um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetitivas, adotadas por um indivíduo contra outro(s), sem motivos evidentes, causando dor e sofrimento e dentro de uma relação desigual de poder, o que possibilita a intimidação.

É um fenômeno antigo, tanto quanto a própria instituição escola. No entanto, seus efeitos ao longo do tempo foram ignorados, por ser interpretado como brincadeiras da idade.

O bullying não pode ser confundido com brincadeira. É violência gratuita e intencional. É marcado por um jogo de poder, onde os mais fortes – do ponto de vista físico, emocional, econômico, social – convertem os mais fracos – sob os mesmos pontos de vista - em objetos de diversão e prazer.

O autor de bullying é movido pelo desejo de popularidade, aceitação, status de poder no grupo social. Para isso, submete aquele que elegeu como “bode expiatório” à situação de inferioridade, ao escárnio público na escola ou na internet, ao psicoterrorismo. Humilha, constrange, difama, intimida, persegue, amedronta. Quanto mais atormenta a vida do outro, mais cresce a sua popularidade. Torna-se temido e muitas vezes respeitado entre os colegas de escola e/ou fora dela.

Geralmente, escolhe aquele que não oferece resistência, o vulnerável, o mais fraco, o menor, o que tem poucos ou nenhum amigo. As vítimas potenciais são os que apresentam exacerbada timidez, introspecção, dificuldade relacional, diferenças individuais positivas ou negativas, dificuldade de se impor e de se defender.

Suas ações são validadas por muitos que assistem e acabam por participar - direta ou indiretamente -, como espectadores ativos, passivos ou omissos.

É claro que há os que não concordam com o comportamento negativo dos colegas, tentam defender as vítimas, mas nem sempre conseguem. Outros se divertem com a intimidação e o sofrimento alheio. Há, ainda, os que se omitem temendo ser eleitos como próximos alvos dos maus tratos.

A vítima acuada, na maioria dos casos, sofre em silêncio. Por medo de represálias ou da incompreensão dos adultos ou dos colegas, da vergonha de se expor ainda mais ou de não sobrecarregar os familiares com mais problemas. Carrega consigo a dor, a vergonha, a raiva, tanto daqueles que a fazem sofrer como de si mesma, por não saber o que fazer.

Os efeitos do bullying afetam a todos, em especial às vítimas, que poderão ter seu processo de desenvolvimento comprometido. Dependendo da gravidade da exposição e temporalidade, as sequelas podem acompanhá-las além do período acadêmico. Poderão se tornar adultos inseguros, tensos, agressivos, deprimidos, com dificuldades relacionais e afetivas. Poderão desenvolver transtornos e doenças de fundo emocional, adotar condutas ofensivas, reproduzir o sofrido em outros contextos, como o laboral e familiar.

Em alguns casos, o bullying está associado aos massacres que ocorreram em escolas, com maior incidência nos Estados Unidos. No Brasil, as tragédias em Taiuva (SP, 2003), Remanso (BA, 2004) e Realengo (RJ, 2010) retratam as sequelas do bullying.

Durante anos os protagonistas de tais tragédias foram alvos de deboches, humilhações e perseguições gratuitas por serem diferentes dos demais. Ressentimentos foram ao longo do tempo represados, pensamentos de vingança foram se cristalizando, problemas foram se acumulando. Um componente sozinho não é capaz de produzir tanto efeito, mas a junção de fatores, emocionais, familiares, econômicos, sociais, laborais, associada ao bullying é.

Obviamente nem todas as vítimas de bullying chegarão ao trágico desfecho de matar e matar-se. Há os que sofrem, os que enfrentam, os que superam. Há os adultos que, quando instrumentalizados, oferecem apoio, segurança e auxílio às vítimas e autores. Isso é imprescindível.

Por outro lado, obviamente, que nem tudo o que acontece na escola é bullying. Há provocação, desavença, briga, conflito, indisciplina, desrespeito, incivilidade. Existe uma gama de situações que ocorrem entre os estudantes. O que vejo é certo exagero por parte de muitos adultos, que tentam explicar o bullying de forma precipitada e equivocada, o que tende a banalizar e alarmar a sociedade.

Muitas escolas, equivocadamente, estão querendo acabar com as brincadeiras. As crianças estão sendo constantemente observadas, advertidas, engessadas. As brincadeiras, mesmo as agressivas, inconvenientes ou inconsequentes, fazem parte das relações. Deixem as crianças brincarem. Os adultos devem observar à distância e quando as brincadeiras perderem sua essência é que devem intervir.

Afinal, brincar é direito de crianças e adolescentes que deve ser preservado. O que não se pode permitir é a ocorrência de bullying. Todos devemos velar pelos direitos de crianças e adolescentes. Punir ou criminalizar não é a solução. Prevenir é melhor do que remediar, diz o velho ditado.


sábado, 30 de julho de 2011

Atenção com o Cenário Econômico

Prazo para 'calote' dos EUA se aproxima; saiba o que pode ocorrer

G1 ouviu especialistas para falar de cenários possíveis.
Depois de 2 de agosto, país pode ficar sem dinheiro para honrar dívidas.

Fabíola Glenia e Gabriela Gasparin Do G1, em São Paulo
Na noite desta sexta-feira (29), o Senado dos Estados Unidos rejeitou o plano aprovado horas antes na Câmara dos Representantes para reduzir o déficit orçamentário do país e elevar o limite de endividamento do governo federal. O prazo para que republicanos e democratas cheguem a um acordo termina na próxima terça-feira (2) – data em que o governo federal pode começar a ficar sem recursos para pagar suas dívidas. Democratas e republicanos devem passar os próximos dias discutindo um possível acordo para evitar o calote – mas é dífícil prever o que irá ocorrer.
O G1 ouviu especialistas para analisar quais seriam os cenários possíveis e os principais desdobramentos – para os EUA e para a economia mundial – em três situações diferentes: caso os parlamentares consigam um acordo; caso o presidente Barack Obama eleve o teto da dívida à revelia do Congresso por meio de um decreto, ou, em última hipótese, se ocorrer um eventual calote.
1 – Acordo:
Uma das possibilidades para a solução do impasse é justamente o que tem causado o conflito no Congresso: um plano sobre o teto da dívida que seja aprovado tanto pelos republicanos quanto pelos democratas. Esse plano, além de aumentar o limite de endividamento do país, hoje em US$ 14,3 trilhões, precisaria possibilitar o reajuste das contas do governo dos EUA em longo prazo, explica o coordenador do curso de Negócios Internacionais e Comércio Exterior da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Evaldo Alves.
Impassse entre republicanos e democratas
Prazo
Os Estados Unidos têm até o dia 2 de agosto para aprovar um plano para elevar seu limite de endividamento, atualmente em US$ 14,3 trilhões. Caso contrário, o país não terá dinheiro suficiente para pagar suas dívidas.
Planos
Republicanos e democratas não conseguem fechar um projeto em comum. O presidente Barack Obama defende um plano bipartidário definitivo, que prevê cortes de gastos e põe fim a isenções de impostos aos mais ricos. Os republicanos, contudo, propõem um plano de cortes de gastos e aumento do teto da dívida em duas fases, o que o presidente não quer, já que seria necessário debater o assunto novamente em 2012, ano de eleições no país. O plano republicano foi aprovado na Câmara nesta sexta-feira, mas barrado em seguida pelo Senado, de maioria democrata.
Possíveis desdobramentos
Acordo
Com a aprovação de um plano aceito por republicanos e democratas, os EUA poderiam honrar suas dívidas e reajustar suas contas em longo prazo. Nesse caso, tanto a situação, oposição, ou ambos os lados precisariam ceder em algum ponto. A aprovação de um plano evitaria, ainda, repercussão negativa nos mercados pela dificuldade de negociação política no país, considerado o melhor pagador do mundo.
Calote
O calote da dívida  colocaria em xeque a classificação do país de pagador mais seguro do mundo, provocando incertezas e um caos nos mercados financeiros. Sem o dinheiro para honrar todas suas dívidas, os EUA precisariam priorizar os pagamentos mais importantes. Além dos juros dos títulos da dívida, entram nas despesas gastos sociais, com idosos, saúde, com o Exército, entre outros.
Decreto
Obama só poderia elevar o teto da dívida arbitrariamente, com um decreto, em casos extremos, como o de uma guerra, afirmam especialistas. Para enquadrar a situação atual em emergência, contudo, Obama precisaria fazer uma “ginástica” que, além de vista como improvável por economistas, seria desgastante ao governo. A solução viria diante da impossibilidade do Congresso de chegar a um acordo. Mostraria que nem um dos lados soube ceder. Além disso, o decreto não evitaria a  necessidade de aprovação de um plano de longo prazo.
“Em condições normais, o ideal seria chegar a um acordo e, como decorrência, a uma aprovação de um plano de contenção de gastos e aumento de impostos (...). Só que os EUA estão passando por uma época em que começa a existir um grande radicalismo político, nenhum lado quer abrir mão (...). É um diálogo entre surdos”, avalia o especialista. Os republicanos, por exemplo, não querem aumento dos impostos. O presidente Obama, por sua vez, defende alta dos tributos apenas aos mais ricos.
Para os especialistas, a aprovação de uma espécie de “plano bipartidário” seria a solução para a questão, ou seja, uma proposta que inclua apenas os itens em comum nos projetos de cada um dos lados, explica Antonio Carlos Alves dos Santos, coordenador do curso de Economia Internacional da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP).

Existem dois planos em discussão atualmente. Um plano elaborado pelos republicanos foi aprovado nesta sexta-feira pela Câmara, onde o partido tem maioria, mas rejeitado pelo Senado. O outro, apoiado pelos democratas, por sua vez, tem maior facilidade de ser aprovado no Senado, onde têm a maior parte dos assentos. Republicanos ainda podem tentar uma nova versão do plano.
Acontece que os mesmos planos podem ser barrados quando forem discutidos nas casas opostas, explica o professor da PUC-SP. O próprio presidente Obama chegou a afirmar que, caso o plano dos republicanos passasse no Senado, ele o vetaria.
“Estou espantada de ver a incapacidade política do Congresso americano”, resume Cristina Helena Pinto de Mello, professora de Macroeconomia do curso de Administração de Empresas da ESPM. Para ela, será muito difícil que republicanos e democratas cheguem a um acordo até o dia 2 de agosto. Um dos problemas, na opinião da professora, é que os próprios republicanos estão “fragmentados”, o que dificulta a coordenação política.
Estou espantada de ver a incapacidade política do Congresso americano"
Cristinade Mello, professora da ESPM
“Em havendo uma aprovação, sai todo mundo muito desgastado politicamente”, destaca. “Não consigo acreditar que aprovem um aumento integral da dívida de forma a deixar o presidente Obama com margem de conforto [para governar].”
A disputa política pode trazer, entre as consequências, uma reclassificação da nota da dívida dos EUA, na opinião de Cristina. “Fundos que carregam os títulos vão sofrer um impacto. (...) Imagino que estes fundos estejam pressionando para a construção deste acordo.”
O professor Arthur Bernardes do Amaral, do Departamento de Relações Internacionais da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), destaca que só será possível um acordo caso republicanos cedam em alguns pontos e democratas façam determinadas concessões. “A própria filosofia do Obama é o diálogo, ele é muito da construção em conjunto. O problema é quando o interlocutor não quer conversar”, diz.
A aposta do professor é que, no último momento, os republicanos se sensibilizem – e usem isso em benefício próprio. “Vão sair desta história dizendo: ‘flexibilizei em nome do interesse nacional’. Eles sairão como benevolentes e o Obama como desesperado.”
Não conseguir um acordo, porém, também seria “uma tremenda derrota para o Obama”, avalia Amaral, da PUC-RJ. “Seria uma derrota no voto, mas principalmente nas consequências, porque teria que rever uma série de programas, de impostos para a classe média, e isso seria um revés político”, diz.
Carlos Eduardo Stempniewski, professor do curso de Política e Economia das Faculdades Integradas Rio Branco, acha que há “uma possibilidade bastante boa que [democratas e republicanos] não cheguem a acordo nenhum”. “Se o Obama aceitar os cortes sociais e não aumentar impostos, fica em situação ruim com relação a suas propostas. Se elevar o teto da dívida, fica ruim para a turma de republicanos.”
Além de não entender de economia, eles não querem discutir"
Carlos Stempniewski, professor  das Faculdades Integradas Rio Branco
Para ele, um dos grandes problemas – que, inclusive está dificultando um acordo – é a ignorância dos políticos em relação à economia. “A sensação que fica é que a maioria daqueles deputados não tem muita noção do impacto que isso traria para a economia mundial. Acho que há uma ignorância sobre o que é economia, como funciona”, critica.
Além disso, preocupa-o a radicalização, principalmente dos republicanos que integram o chamado “Tea Party”. “Além de não entender de economia, eles não querem discutir.”
Porém, na opinião de Stempniewski, não se tem certeza absoluta de que o dia 2 de agosto seja mesmo “o dia D”. Quando, porém, o prazo finalmente se esgotar, o professor acredita em um acordo que contemple, por exemplo, corte de gastos sociais e aumento de impostos, portanto, com os dois lados cedendo um pouco.
O professor diz que, de imediato, pode haver um pânico generalizado, com bolsas e dólar caindo, mas que, passado o “terrorismo”, os banqueiros pressionarão o Congresso, que poderá decidir a favor do Obama.
2 – Decreto:
Caso o Congresso não chegue a nenhum acordo até o dia 2 de agosto, uma possibilidade seria que o presidente Obama elevasse o teto da dívida por meio de um decreto, por exemplo. O professor Arthur Bernardes do Amaral, da PUC-RJ, explica, porém, que Obama só poderia tomar uma atitude arbitrária em casos extremos. “Só pode em caso de segurança nacional. Ele não poderia fazer isso ordinariamente, só extraordinariamente.”
Caso esta seja a escolha de Obama, Amaral diz que “as consequências políticas seriam muito graves”. “Ele seria acusado de arbitrariedade. (...) O país foi fundado em cima do princípio de combater a tirania. Se o Obama agir como um autocrata, vai passar por cima da divisão do poder.” Isso, na opinião do professor, poderia comprometer uma tentativa de reeleição em 2012.
Evaldo Alves, da FGV, diz que a legislação americana dá o poder do decreto ao presidente, mas também reforça que apenas em casos extremos, como o de uma guerra. “Se ele alegar que é situação de emergência, semelhante à guerra, ele pode fazer”, diz. O especialista avalia, contudo, que essa alternativa seria muito desgastante ao presidente, que precisaria fazer uma “ginástica” muito grande para enquadrar a atual situação do país em tamanha situação de emergência para fazer o decreto.
Isso [o calote] sinalizaria a incapacidade dos EUA de fazer um acordo, o que, em longo prazo, é preciso"
Carlos Eduardo Gonçalves, professor da USP
Alves dos Santos, da PUC-SP, avalia que a opção de decreto é sustentada, mas seria impopular até mesmo para os republicanos, já que a opção só aconteceria caso eles não tivessem cedido a um acordo. “A pressão cairia também sobre os republicanos (...). Todos estão em uma situação complicada”, diz.
Para Rodrigo Zeidan, professor de Economia e Finanças da Fundação Dom Cabral, Obama dificilmente chegaria ao ponto de tomar a decisão sozinho. “Ele não tem essa imagem (...). Nas propostas recusadas pelos republicanos ele fez concessões que até os democratas criticaram”, afirma. Ainda na opinião de Zeidan, o decreto poderia dar margem aos republicanos afirmarem que tentaram acertar o país e Obama não aceitou.
Os especialistas avaliam, contudo, que um decreto que apenas aumentasse o teto da dívida não resolveria o conflito econômico do país. A medida só postergaria novas negociações no Congresso, já que seria necessário um plano com outras ferramentas além do aumento do limite de endividamento.
Para Cristina, da ESPM, não há a possibilidade de resolver a questão via decreto. “Dá impeachment, não pode”, diz. “O que estão fazendo agora é tentar achar uma brecha na interpretação do texto jurídico. Não é fazer alteração jurídica.”
Cristina destaca, porém, que esta não seria uma boa solução. “O mais provável seria não correr o risco de um questionamento jurídico, que vai expor o presidente da República.”
Stempniewski, das Faculdades Integradas Rio Branco, refuta a possibilidade de um decreto. Para ele, a oposição pode até tentar “empurrar Obama para uma decisão pela radicalização”. “Vão empurrar o Obama para uma decisão solitária, porque aí eles não têm responsabilidade. Obama vai fingir que não entendeu e vai ‘sentar em cima do caixa’ e pagar seletivamente”, avalia.
3 – Calote:
Apesar de considerada remota pelos especialistas, a possibilidade de calote da dívida americana coloca em cheque a classificação de pagador mais seguro do mundo.
“Nos mercados financeiros, já estaria o caos no dia seguinte (...). Isso sinalizaria a incapacidade dos Estados Unidos de fazer um acordo, o que, em longo prazo, é preciso. Um calote seria um sinal de que nem mais nos EUA a coisa acontece. Geraria uma incerteza, já que para todos os investidores do mundo inteiro, o título americano é o mais seguro do mundo”, afirma o professor de Economia da Universidade de São Paulo (USP), Carlos Eduardo Soares Gonçalves.
Considerada remota pelos especialistas, a possibilidade de calote da dívida americana coloca em cheque a classificação de pagador mais seguro do mundo
O professor Evaldo Alves, da FGV, lembra que o calote, contudo, não aconteceria com todas as dívidas do país. Nesse caso, o governo iria priorizar quais pagamentos são os mais importantes. Ou seja, o país não terá condições de pagar algumas despesas, entre elas os gastos sociais, com idosos, saúde, com o Exército, entre outros.
O professor Zeidan, da Fundação Dom Cabral, diz que a primeira coisa que vai continuar a ser paga são os juros da dívida. “Pode haver atraso nos pagamentos de algumas contas, cheques de seguridade social, pensões, aposentadorias. (...) Provavelmente vai ser temporário, não é nada tão drástico”, afirmou.
Para Amaral, da PUC-RJ, na eventualidade de um calote, isso seria “o fim da era da credibilidade plena e automática por parte dos Estados Unidos”, mas que, ainda assim, “não abalaria a economia do país de morte”. “Seria um choque, mas que seria um sinal dos tempos, de que os Estados Unidos não são mais invulneráveis, existem outros atores emergindo e ele será mais um. Seria o indício de que o país não é imune a tudo. Não deixaria de ser a principal economia do mundo, mas teria um choque de credibilidade”, analisa.
Para a economia mundial, ele acredita que haveria “reverberações nos mercados de capitais”, mas não a longo prazo. “No pior dos mundos, pode ocorrer uma desvalorização maior do dólar por uma semana, depois começaria a acertar os ponteiros e veria as consequências reais.”
Cristina, da ESPM, descarta a possibilidade de um calote total, mas não a de um “calote negociado”. “O governo arrecada recursos todos os dias. (...) Talvez o Tesouro americano possa, de alguma forma, selecionar o que vai ser pago. Aí não se pode questionar o presidente. Ele pode atrasar pagamentos que interessem a seus oponentes políticos, por exemplo”, descreve.
“Uma suspensão de pagamento é como se fosse um calote. Pode usar o eufemismo de dizer que é um calote negociado.” Cristina não acredita que governo e oposição cheguem a um acordo a tempo e aposta que o que pode ocorrer é justamente um atraso no pagamento.
“Todo o sistema financeiro internacional está assentado sobre a moeda de reserva, que é a norte-americana, mas principalmente sobre os títulos. Essa situação merece muita atenção. Não temos alternativa, mas isso vai mudar a composição das reservas. A China tem furiosamente dado declarações com relação a isso. E a última vez que a China fez recomposição [das reservas] quase causou um tsunami na economia mundial.”
Para Stempniewski, das Faculdades Integradas Rio Branco, se for obrigado a tomar uma decisão solitária, Obama poderá fazer uma “gestão seletiva de recursos”. “Como a base dele é muito voltada ao social, não acredito que deixe de pagar pensões, aposentadorias. Vai cortar fornecedor do Pentágono, gasto de militares. Vai fazer uma gestão seletiva de recursos, não no social, mas principalmente na indústria de guerra e de banco”, avalia.
Para o professor, o pagamento seletivo pode ser considerado uma espécie de “pré-calote”. A consequência imediata de um não-pagamento seria o rebaixamento da nota da dívida dos Estados Unidos pelas agências de classificação de risco.
Análise
Para falar da tentativa de um acordo entre governo e oposição – e de um eventual fracasso – o professor Carlos Eduardo Stempniewski, das Faculdades Integradas Rio Branco, destaca que é preciso entender toda a questão de três pontos de vista diferentes: histórico, econômico e político.
“Grande parte deste problema vem de situações criadas pelos republicanos no passado: Segunda Guerra Mundial, guerra da Coréia, do Vietnã, do Iraque e, agora, do Afeganistão, fora outras confusões localizadas que foram protagonizando”, diz. “O histórico republicano de acumular déficits em cima da máquina de guerra é o grande responsável por esta situação que está aí hoje, é a origem do problema.”
“Quando a gente olha a questão econômica pura e simples envolvida, existe uma situação muito clara: os Estados Unidos gastam mais do que conseguem produzir ou guardar ou ter em reservas. Portanto, é obrigado a se endividar eternamente”, explica. “Os Estados Unidos hoje precisam reduzir despesas, como a máquina de guerra; cortar despesas internamente, como programas sociais. (...) Tecnicamente não existe nenhuma saída que não contemple cortar gastos e aumentar impostos.”
Do ponto de vista político, Stempniewski lembra que não se pode perder de vista a eleição de 2012. “O que o Obama quer? Quer criar uma situação que prejudique os republicanos e qualquer candidato deles. E os republicanos querem criar uma situação que prejudique a figura do Obama e a torne inviável para a reeleição no ano que vem. Isso é como briga de marido e mulher: é ódio, ressentimento, uma série de questões muito pessoais que leva as pessoas a fazerem os maiores absurdos possíveis”, conclui.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Artigo - CONJUR

É falaciosa a crença de que o Brasil é pacífico

** De acordo com levantamento feito pelo IPC-LFG, a violência e a atrocidade humana gera, anualmente, 1,6 milhão de mortes em todo o mundo (o equivalente a 134 mil homicídios por mês). Este massacre mundial atinge com maior intensidade a seguinte faixa etária: jovens de 15 a 29 anos. Dados da Organização Mundial da Saúde revelam que o assassinato de adolescentes e jovens ocupa a 4ª posição no ranking das causas de mortalidade no mundo (atrás apenas das mortes de trânsito, HIV/AIDS e Tuberculose).
Este cenário não é diferente no Brasil! Apenas em 2008, o montante de 50.113 pessoas foram vítimas de homicídios (quase 140 mortes por dia), foi o que revelou o Mapa da Violência 2011, ou seja, um aumento de 17,8%, tomando como base o ano de 1998, no qual morreram 41.950 pessoas.
Mais impressionante é verificar que deste montante (50.113 mortes), 18.321 são jovens (de 15 a 24 anos), ou seja, 36,6% do total dos homicídios. Os dados conduzem para uma conclusão simples: os jovens (especialmente a faixa etária de 15 a 24 anos) são os verdadeiros protagonistas deste massacre brutal.
Esta afirmação fica ainda mais evidente quando verificamos o número dos homicídios para cada 100 mil habitantes. A taxa de homicídios entre os jovens passou de 30 (em 100 mil jovens), em 1980, para 52,9 no ano de 2008. Um aumento de 76% na taxa de homicídios (em 100 mil jovens). Ao passo que a taxa na população não jovem permaneceu praticamente constante ao longo dos 28 anos considerados: passando de 21,2 em 100 mil para 20,5 no final do período, o que significa uma diminuição de 3,3% na taxa de homicídios para cada 100 mil habitantes não jovens.
O aumento dos homicídios no país (nas últimas décadas) teve como fator preponderante o massacre de jovens. As causas dessa violência epidêmica? São inúmeras, mas, especificamente no que diz respeito aos jovens, uma delas se destaca: a vulnerabilidade social, intimamente ligada à pobreza, ao desemprego, à desigualdade social ou, ainda, à ausência de políticas de desenvolvimento social, situações estas que, dificultam o acesso do jovem aos campos da educação, trabalho, saúde, lazer, cultura etc. O jovem extremamente vulnerável é torturável, prisionável e mortável. Ou seja: descartável.
Se a violência que atinge principalmente os jovens possui um caráter tão complexo e multidimensional, resta claro que as diretrizes a serem perseguidas não se limitam à esfera criminal, mas necessitam de todo um conjunto e aparato interdisciplinar. Já passou da hora de medidas e planos serem desenvolvidos nas mais diversas áreas para que os 140 assassinatos por dia (no Brasil) sejam evitados (das 140 mortes, quase 51 são jovens). Ou seja, alternativas e ações que possibilitem verdadeiramente a implantação de políticas sociais.
Resulta cada vez mais falaciosa a crença de que o nosso é um país pacífico (sem massacres e violência). Algumas autoridades, ao tentarem dourar a pílula, dizem que "O Brasil pelo menos não tem terrorismo". Tratava-se de uma referência ao ataque terrorista do Al Qaeda em Madrid (11.04.04). As bombas da Al Qaeda mataram 191 pessoas na estação de Atocha: isso significa menos de 1 dia e ½ de homicídio no nosso país.
Em 2008, justamente no ano desse discurso, o Brasil ocupou o 6º lugar no ranking mundial dos países mais violentos do mundo, enquanto que a mencionada Espanha, muito distante de nós, apareceu apenas na 51ª posição.

** Colaborou Natália Macedo, advogada, pós-graduanda em Ciências Penais e Pesquisadora do Instituto de Pesquisa e Cultura Luiz Flávio Gomes.

Luiz Flávio Gomes é mestre em direito penal pela Faculdade de Direito da USP, professor doutor em direito penal pela Universidade Complutense de Madri (Espanha) e diretor-presidente da Rede de Ensino LFG.
Revista Consultor Jurídico, 28 de julho de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Gestão de Riscos - ISO 31000

Gestão de riscos não faz parte do contexto empresarial brasileiro

Publicado em 27/07/2011 por Redação
Apesar dos riscos, muitos executivos não dão a atenção devida a situações potencialmente perigosas para suas empresas .
Os riscos no ambiente corporativo já são bastantes comentados no mundo empresarial, mas ainda existem muitos executivos que não têm noção dos estragos que possam ser causados por um tratamento inadequado de situações potencialmente perigosas, sejam de natureza financeira, operacional ou estratégica. Dessa forma, a maneira como as empresas gerenciam seus riscos passou a influenciar diretamente nas decisões de investidores e no potencial de geração de valor aos acionistas
A gestão de risco pode ser definida como a cultura, o processo e a estrutura relativos a perceber oportunidades enquanto são gerenciados os efeitos adversos. Uma explicação para o crescente interesse em gestão de risco é a oportunidade de aplicar novas ideias e ferramentas à realidade de risco. Ela deveria ser parte integral de boas práticas de negócios, tanto nos níveis estratégicos quanto operacionais. O principal ponto de gerenciar riscos é avaliar a incerteza do futuro de modo a tomar a melhor decisão possível.
Na verdade, o termo risco é proveniente da palavra risicu ou riscu, em latim, que significa ousar (to dare, em inglês). Costuma-se entender risco como a possibilidade de algo não dar certo, mas o seu conceito atual envolve a quantificação e a qualificação da incerteza, tanto no que diz respeito às perdas como aos ganhos, com relação ao rumo dos acontecimentos planejados, seja por indivíduos, seja por organizações. Assim, o risco é inerente a qualquer atividade na vida pessoal, profissional ou nas organizações, e pode envolver perdas, bem como oportunidades.
Na área financeira, a relação risco e retorno indica que quanto maior o nível de risco aceito, maior o retorno esperado dos investimentos. Esta relação vale tanto para investimentos financeiros como para os negócios, cujo retorno é determinado pelos dividendos e pelo aumento do valor econômico da organização. Dessa forma, empreender significa buscar um retorno econômico-financeiro adequado ao nível de risco associado à atividade. Ou seja, o risco é inerente à atividade de negócios, na qual a consciência do risco e a capacidade de administrá-lo, aliadas à disposição de correr riscos e de tomar decisões, são elementos chave.
Assumir os riscos diferencia empresas líderes, mas também pode levá-las a estrondosos fracassos. O resultado das iniciativas de negócios revela que o risco pode ser gerenciado a fim de subsidiar os gestores na tomada de decisão, visando a alcançar objetivos e metas dentro do prazo, do custo e das condições preestabelecidas. A aplicação do conceito de risco no contexto empresarial requer a definição de indicadores de desempenho, como a geração de fluxo de caixa, valor de mercado, lucro, reclamações de clientes, quebras operacionais, fraudes, etc., associados a níveis de volatilidade, ou seja, à variação dos resultados em torno de uma média. Essas possibilidades, tanto de ganho como de perda, que podem ter causas de natureza externa ou de natureza interna são oriundas do contexto em que cada organização atua.
O presidente da Target Engenharia e Consultoria, Mauricio Ferraz de Paiva, conta que por isso mesmo foi publicada em 2009 a norma NBR ISO 31000 – Gestão de Riscos – Princípios e diretrizes que Fornece princípios e diretrizes genéricas para a gestão de riscos. Pode ser utilizada por qualquer empresa pública, privada ou comunitária, associação, grupo ou indivíduo. Pode ser aplicada ao longo da vida de uma organização e a uma ampla gama de atividades, incluindo estratégias, decisões, operações, processos, funções, projetos, produtos, serviços e ativos. Aplica-se a qualquer tipo de risco, independentemente de sua natureza, quer tenha consequências positivas ou negativas. Não pretende promover a uniformidade da gestão de riscos entre organizações. Pretende-se que esta Norma seja utilizada para harmonizar os processos de gestão de riscos tanto em normas atuais como em futuras. Fornece uma abordagem comum para apoiar Normas que tratem de riscos e/ou setores específicos, e não substituí-las. Não é destinada para fins de certificação.
“Todas as atividades de uma organização envolvem risco”, explica ele. “As organizações gerenciam o risco, identificando-o, analisando-o e, em seguida, avaliando se o risco deve ser modificado pelo tratamento do risco a fim de atender a seus critérios de risco. Ao longo de todo este processo, elas comunicam e consultam as partes interessadas e monitoram e analisam criticamente o risco e os controles que o modificam, a fim de assegurar que nenhum tratamento de risco adicional seja requerido. Essa norma descreve este processo sistemático e lógico em detalhes”.
Ela ainda assegura que, embora todas as organizações gerenciem os riscos em algum grau, a norma estabelece um número de princípios que precisam ser atendidos para tornar a gestão de riscos eficaz, recomendando que as organizações desenvolvam, implementem e melhorem continuamente uma estrutura cuja finalidade é integrar o processo para gerenciar riscos na governança, estratégia e planejamento, gestão, processos de reportar dados e resultados, políticas, valores e cultura em toda a organização. “A gestão de riscos pode ser aplicada a toda uma organização, em suas várias áreas e níveis, a qualquer momento, bem como a funções, atividades e projetos específicos. Embora a pratica de gestão de riscos tenha sido desenvolvida ao longo do tempo e em muitos setores a fim de atender as necessidades diversas, a adoção de processos consistentes em uma estrutura abrangente pode ajudar a assegurar que o risco seja gerenciado de forma eficaz, eficiente e coerentemente. A abordagem genérica descrita na norma fornece os princípios e diretrizes para gerenciar qualquer forma de risco de uma maneira sistemática, transparente e confiável, dentro de qualquer escopo e contexto”.
Segundo a NBR ISO 31000, cada setor específico ou aplicação da gestão de riscos traz consigo necessidades particulares, vários públicos, percepções e critérios. Portanto, uma característica chave é a inclusão do estabelecimento do contexto como uma atividade no início deste processo genérico de gestão de riscos. O estabelecimento do contexto captura os objetivos da organização, o ambiente em que ela persegue esses objetivos, suas partes interessadas e a diversidade de critérios de risco - o que auxiliará a revelar e avaliar a natureza e a complexidade de seus riscos.
Para a gestão de riscos ser eficaz, convém que uma organização, em todos os níveis, atenda aos princípios abaixo descritos.
a) A gestão de riscos cria e protege valor. A gestão de riscos contribui para a realização demonstrável dos objetivos e para a melhoria do desempenho referente, por exemplo, a segurança e saúde das pessoas, a segurança, a conformidade legal e regulatória, a aceitação pública, a proteção do meio ambiente, a qualidade do produto, ao gerenciamento de projetos, a eficiência nas operações, a governança e a reputação.
b) A gestão de riscos é parte integrante de todos os processos organizacionais. A gestão de riscos não é uma atividade autônoma separada das principais atividades e processos da organização. A gestão de riscos faz parte das responsabilidades da administração e é parte integrante de todos os processos organizacionais, incluindo o planejamento estratégico e todos os processos de gestão de projetos e gestão de mudanças.
c) A gestão de riscos é parte da tomada de decisões. A gestão de riscos auxilia os tomadores de decisão a fazer escolhas conscientes, priorizar ações e distinguir entre formas alternativas de ação.
d) A gestão de riscos aborda explicitamente a incerteza. A gestão de riscos explicitamente leva em consideração a incerteza, a natureza dessa incerteza, e como ela pode ser tratada.
e) A gestão de riscos é sistemática, estruturada e oportuna. Uma abordagem sistemática, oportuna e estruturada para a gestão de riscos contribui para a eficiência e para os resultados consistentes, comparáveis e confiáveis.
f) A gestão de riscos baseia-se nas melhores informações disponíveis. As entradas para o processo de gerenciar riscos são baseadas em fontes de informação, tais como dados históricos, experiências, retroalimentação das partes interessadas, observações, previsões, e opiniões de especialistas. Entretanto, convém que os tomadores de decisão se informem e levem em consideração quaisquer limitações dos dados ou modelagem utilizados, ou a possibilidade de divergências entre os especialistas.
g) A gestão de riscos é feita sob medida. A gestão de riscos está alinhada com o contexto interno e externo da organização e com o perfil do risco.
h) A gestão de riscos considera fatores humanos e culturais. A gestão de riscos reconhece as capacidades, percepções e intenções do pessoal interno e externo que podem facilitar ou dificultar a realização dos objetivos da organização.
i) A gestão de riscos é transparente e inclusiva. O envolvimento apropriado e oportuno de partes interessadas e, em particular, dos tomadores de decisão em todos. Os níveis da organização assegura que a gestão de riscos permaneça pertinente e atualizada. O envolvimento também permite que as partes interessadas sejam devidamente representadas e terem suas opiniões levadas em consideração na determinação dos critérios de risco.
j) A gestão de riscos é dinâmica, iterativa e capaz de reagir a mudanças. A gestão de riscos continuamente percebe e reage as mudanças. Na medida em que acontecem eventos externos e internos, o contexto e o conhecimento modificam-se, o monitoramento e a analise crítica de riscos são realizados, novos riscos surgem, alguns se modificam e outros desaparecem.
k) A gestão de riscos facilita a melhoria contínua da organização. Convém que as organizações desenvolvam e implementem estratégias para melhorar a sua maturidade na gestão de riscos juntamente com todos os demais aspectos da sua organização.
“Enfim, a analise de riscos envolve desenvolver a compreensão dos riscos. A analise de riscos fornece uma entrada para a avaliação de riscos e para as decisões sobre a necessidade dos riscos serem tratados, e sobre as estratégias e métodos mais adequados de tratamento de riscos. A analise de riscos também pode fornecer uma entrada para a tomada de decisões em que escolhas precisam ser feitas e as opções envolvem diferentes tipos e níveis de risco. Sua analise envolve a apreciação das causas e as fontes de risco, suas consequências positivas e negativas, e a probabilidade de que essas consequências possam ocorrer. Convém que os fatores que afetam as consequências e a probabilidade sejam identificados. O risco é analisado determinando-se as consequências e sua probabilidade, e outros atributos do risco. Um evento pode ter várias consequências e pode afetar vários objetivos. Convém que os controles existentes e sua eficácia e eficiência também sejam levados em consideração”, conclui Paiva.

Fonte http://www.portalcallcenter.com.br/

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Dia Nacional de Prevenção de Acidentes

Entidades pedem mais treinamento no trabalho para evitar acidentes

27/07/2011 - 17h28
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil

Brasília – No Dia Nacional de Prevenção ao Acidente de Trabalho comemorado hoje (27), entidades chamam a atenção para os acidentes no trabalho. Elas lembram que a melhor maneira de prevenir acidentes de trabalho é o treinamento. Segundo dados da Previdência Social de 2009, grande parte dos acidentes ocorreu no setor da construção civil (45%) de um total de 723,5 mil naquele ano.
Para o vice-presidente de Relações entre Capital e Trabalho, do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Haruo Ishikawa, o treinamento é essencial para que não ocorram acidentes nas obras.
“O trabalhador tem que receber treinamento da empresa para saber como deve se comportar nas atividades do trabalho. Ele tem que usar equipamento de proteção individual e a empresa tem que cuidar dos equipamentos de proteção coletiva”.
Ishikawa disse ainda que o fornecimento de equipamentos de proteção individual é obrigação da empresa e, caso não tenha fornecido, é preciso procurar o sindicato para reclamar.
Para o presidente da Comissão de Políticas de Relações Trabalhistas da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic), Antônio Carlos Gomes, o aumento de 1,5 milhão de trabalhadores na construção civil nos últimos seis anos, vêm exigindo das empresas um esforço para treinar e educar essas pessoas em relação à prevenção de acidentes.
“Isso difere da indústria de transformação na qual há uma linha de produção e todas as atividades são repetitivas. Na construção civil é o oposto. A cada dia há mudanças e com elas necessidades de novos cuidados. Por isso, é importante o treinamento que tem que ser diário e permanente”.
Segundo dados do Ministério do Trabalho, 57 mil empresas foram autuadas no ano passado por descumprir normas de segurança no trabalho e até junho deste ano foram autuadas 30 mil empresas pelo mesmo motivo.
O Ministério do Trabalho orienta os trabalhadores e as empresas que observem as normas que regulamentam a segurança no trabalho, como o uso correto dos equipamentos nos casos em que eles sejam necessários (capacetes, botas, protetores auriculares).
O ministério também disse que os trabalhadores devem denunciar quando essas regras não forem cumpridas por meio dos telefones do ministério, 158, ou nas superintendências regionais do Trabalho.
 

Edição: Rivadavia Severo

segunda-feira, 25 de julho de 2011

O trânsito só muda quando a gente muda. Pare, Pense, Mude!

Divulgação de Dados da SSP de São Paulo

25/07/2011 17h29 - Atualizado em 25/07/2011 19h23

SP tem aumento no número de latrocínios e queda de homicídios

Dados do primeiro semestre foram divulgados nesta segunda-feira (25).
Comparação é com o mesmo período de 2010.

Do G1 SP
O Estado de São Paulo registrou queda no número de homicídios e aumento no número de latrocínios (roubos seguidos de morte) no primeiro semestre deste ano na comparação com o primeiro semestre de 2010, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (25).
Pela manhã, o governador Geraldo Alckmin anunciou que o número de assassinatos caiu 12% no estado de São Paulo no primeiro semestre de 2011 em comparação com o primeiro semestre de 2010. De acordo com o governo, foram registrados 2 mil assassinatos no estado entre janeiro e junho de 2011, contra 2.278 casos no mesmo período de 2010. Nesta tarde, a secretaria divulgou o restante dos dados de criminalidade, que apontam alta no número de latrocínios. Foram 161 casos, contra 134. Na capital, foram cinco latrocínios a mais que no mesmo período do ano passado.
"Essa modalidade criminal recebe atenção especial das polícias paulistas, com o reforço do policiamento e o mapeamento das ocorrências", informa a secretaria, em nota. No acumulado dos últimos 12 meses, segundo o órgão, houve uma redução de 8,99% na cidade de São Paulo no número de latrocínios.
Mais cedo, o governador Geraldo Alckmin  visitou uma delegacia no Carrão, bairro da Zona Leste de São Paulo, onde funciona uma das quatro centrais de flagrantes da capital paulista. Elas foram inauguradas para registrar em até 30 minutos prisões feitas em flagrante e agilizar o atendimento nas delegacias. Outras cinco devem ser inauguradas em agosto.

A taxa de homicídios no Estado alcançou no primeiro semestre a marca de 9,6 mortes intencionais por grupo de 100 mil habitantes, ou seja, abaixo da chamada zona de epidemia, classificada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando há dez ou mais homicídios por 100 mil habitantes/ano. A taxa de homicídios no Brasil é de 25 para 100 mil habitantes. Desde 1999, São Paulo já reduziu em 70% o número de homicídios dolosos (quando há intenção de matar).

Veículos roubados
Segundo a secretaria, no primeiro semestre deste ano, os furtos de veículos oscilaram para cima em 7,77% e os roubos de veículo subiram 9,77%, após queda observada ao longo dos últimos dez anos.

No primeiro semestre deste ano, as polícias paulistas recuperaram 3.609 veículos a mais do que no mesmo período do ano passado: foram 39.443 veículos até junho, contra 35.834 em igual período de 2010.
Segundo a SSP, na última década, o estado reduziu em 25% os roubos e furtos de veículos.

Ainda de acordo com a SSP, o risco de um veículo ser roubado ou furtado no estado é 56% menor. A taxa caiu de 1.891,52/100 mil veículos para 836,11/100 mil. No período, a frota estadual saltou de 12,4 para 20,2 milhões de veículos.

Patrimônio
Segundo a SSP, os roubos em geral, roubos de carga e extorsões mediante sequestro apresentaram queda neste semestre em relação ao primeiro semestre do ano passado.
Os roubos de carga caíram 3,8%, com 132 casos a menos.

As extorsões mediante sequestro também apresentaram queda tanto no semestre quanto nos últimos 12 meses. De janeiro a junho deste ano, foram apontados 12 casos a menos - o que representa uma redução de 26,09%.

No primeiro semestre deste ano, houve 525 ocorrências de roubo em geral a menos do que no primeiro semestre de 2010. Nos últimos 12 meses, o crime manteve a tendência de queda de 3,06%, com 7.345 casos a menos no estado.

domingo, 24 de julho de 2011

Segurança em Universidades - UNB

Da Agência Brasil

Brasília – A Universidade de Brasília (UnB) instala a partir de hoje (20) um sistema de monitoramento eletrônico dentro do campus universitário, na tentativa de reduzir a violência. Das 30 câmeras de segurança, três já foram instaladas em pontos estratégicos. Além disso, uma empresa de consultoria será contratada no segundo semestre a fim de elaborar um plano de segurança para o campus.
O objetivo é auxiliar o trabalho da polícia e da equipe de segurança da universidade. “Das 30 câmeras, 15 serão fixas e 15 móveis. [Elas] serão instaladas na entrada da reitoria, na biblioteca central, nos estacionamentos norte e sul e na entrada do campus. As imagens vão ser gravadas por 24 horas”, afirma o diretor do Centro de Manutenção de Equipamentos da UnB, Hallen Pereira.
Segundo Pereira, as imagens serão monitoradas por três funcionários que ficarão responsáveis por acompanhar a movimentação no campus e acionar a segurança ou a polícia em casos suspeitos. “Nosso objetivo é que com esse sistema de monitoramento possamos dar aos alunos e aos docentes mais segurança”, disse.
Até junho, foram registrados 42 furtos em interior de veículos e 13 ocorrências de roubo de automóveis, além de roubos de celulares, netbook e outros pertences de alunos na UnB. “Com as câmeras instaladas e com o monitoramento, nosso foco é diminuir esses crimes,” destacou Pereira.
O estudante de fisioterapia da UnB Saulo Costa, 22 anos, aposta que dará certo a instalação das câmeras e trará segurança. “Com as câmeras, posso ir para aula mais tranquilo. Já tive um celular e um MP3 roubados na faculdade e quando vamos denunciar ouvimos que os pertences é de total responsabilidade do aluno. Não acho certo. Espero que diminua os índices de roubos e furtos, tanto fora quanto dentro da universidade”, ressalta.
Todo o sistema de monitoramento custou R$ 1,3 milhão. A compra faz parte de uma série de ações que a universidade vem implementando para diminuir as ocorrências policiais no campus. A UnB está licitando ainda sistemas de monitoramento semelhantes para os campus das cidades do Gama e de Ceilândia.
Edição: Talita Cavalcante

sábado, 23 de julho de 2011

Segurança Hospitalar

23/07/2011 12h57 - Atualizado em 23/07/2011 13h35

Vídeo mostra suspeita de roubar bebê carregando criança no colo, no RJ

Bebê foi roubado dentro de hospital em São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
Antes, suspeita tentou levar criança em outra clínica no mesmo município.

Do RJTV

 

Imagens do circuito interno de TV do hospital onde um bebê foi roubado, em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro, mostram a suspeita do crime carregando uma criança no colo e entrando em um banheiro. Ao sair, a criança já não está mais à vista. Possivelmente, a mulher colocou o bebê dentro de uma bolsa que carrega no ombro.

O delegado Geraldo Assed Estefan, titular da 72ª DP (São Gonçalo), afirmou, na manhã deste sábado (23), que a suspeita de ter roubado o bebê já havia tentado levar outra criança, meia hora antes, em uma clínica no mesmo município. O crime e a tentativa de roubo foram na tarde de sexta-feira (22), um na sequência do outro. “A gente também recebeu uma informação de que a suspeita foi barrada em um hospital público. Ela se apresentou como enfermeira, mas foi barrada pela segurança por não ser reconhecida como funcionária”, contou Estefan.
A suspeita foi reconhecida nas imagens gravadas pelo circuito interno de TV do hospital onde o bebê foi roubado. Ela foi identificada pelos pais que perderam a criança, pelos pais e pela tia do neném que quase foi levado e pela enfermeira que evitou o roubo na clínica. Nesta manhã, Assed Estefan ouviu os responsáveis pela clínica, os pais da criança roubada, os pais do outro bebê e a enfermeira que evitou o primeiro roubo. O delegado também quer ver as imagens da clínica onde a suspeita tentou roubar outro bebê.
A tia da criança que quase foi levada contou que a suspeita entrou no quarto e disse que iria levar o bebê para o berçário. "Eu falei: 'Então, eu vou junto!'", recordou a tia. "Foi quando uma enfermeira do hospital entrou no quarto e chamou a segurança, sem a suspeita saber", complementou.
A enfermeira contou que desconfiou da suspeita e a abordou, mas acabou a liberando quando ela apresentou uma carteira de enfermeira. "A gente acha que a segurança do hospital não devia ter liberado a mulher", criticou a tia.
“Eles desconfiaram na hora. Retiraram a mulher do local e a liberaram, mas não registraram a ocorrência na delegacia”, contou o delegado. Segundo Assed, não há pistas do paradeiro do bebê. Ele ainda vai ouvir outros parentes. "A suspeita estava determinada a roubar uma menina. Ela se mostrou fria, tranquila, e até com um certo conhecimento do local", ressaltou.
O delegado pede para quem tiver informações sobre a suspeita de roubar o bebê que ligue para o Disque-Denúncia, no telefone 2253-1177. O anonimato é garantido.


Mãe faz apelo desesperada


O apelo de Elisa da Silva Barbosa, mãe da criança, é desesperador: "Eu não sei porque você fez isso, o que você quer, mas devolva a minha filha. Quem é mãe sabe da dor que eu estou sentindo agora", pediu ela, que contou, ainda, que se internou na quinta-feira (21). O bebê, uma menina, Ayana Mila, nasceu à meia-noite e quinze desta sexta.

Por volta das 17h desta sexta, uma mulher vestindo jaleco branco e com um estetoscópio em volta do pescoço entrou no quarto e avisou que precisava levar o bebê para exame. Elisa e o marido deixaram que ela levasse o bebê. Imagens gravadas pelo circuito interno de segurança mostram a suspeita esperando pelo elevador. Minutos depois ela desce, supostamente com a criança dentro de uma bolsa que carregava.
"Ela entrou no quarto, dizendo que era pediatra, e que queria examinar a 'nenê', e perguntou se a gente já tinha feito exame do pezinho, de orelhinha, como na minha cidade em Manaus é de praxe todo hospital fazer isso dentro do hospital, aí eu achei que aqui também seria assim", disse Elisa.

Crime em menos de 15 minutos


A falsa médica precisou de menos de 15 minutos para entrar no hospital, chegar ao terceiro andar, ao quarto de Elisa, pegar a criança e sair, sem que ninguém percebesse.
Assim que percebeu que tinha acontecido, o diretor do hospital, Sérgio Moutinho, chamou a polícia. "A própria mãe deu a criança, a gente não tem um acesso a isso, e ela saiu com a criança dentro da bolsa, então a gente não revista a bolsa quando sai. Mil pessoas entrando e saindo, a gente não conhece a pessoa. Ela entra como visitante", disse ele.

Elisa quer a filha de volta o mais rápido possível: "Por favor, quem levou a minha filha, que devolva a minha filha. Eu te peço, misericórdia, por favor, traga a minha filha", pediu

sexta-feira, 22 de julho de 2011

DIA DE TERROR NA NORUEGA

Em dia de terror, ataques matam ao menos 17 na Noruega
22 de julho de 2011 20h33 atualizado às 20h46
 

Uma grande explosão atingiu prédios governamentais em Oslo no início da tarde (horário local) desta sexta-feira. Foto: Reuters 

Uma grande explosão atingiu prédios governamentais em Oslo no início da tarde (horário local) desta sexta-feira
Foto: Reuters
A Noruega sofreu dois ataques terroristas que chocaram o país nesta sexta-feira. Primeiro, a explosão de uma bomba no centro da capital, Oslo, afetou um quarteirão em que estão localizados muitos prédios governamentais, inclusive o escritório do premiê, Jens Stoltenberg. Sete pessoas morreram. Horas mais tarde, um homem abriu fogo em uma reunião da juventude do Partido Trabalhista que estava sendo realizada na ilha de Utoya. Pelo menos dez pessoas morreram, mas o número pode subir.
Ainda há muitas dúvidas em relação aos incidentes. A maior talvez esteja nas motivações dos ataques. As suspeitas primeiro recaíram sobre radicais islâmicos, principalmente depois que o jornai New Yor Times noticiou que os jihadistas da Ansar al-Jihad al-Eleimi havia emitido um comunicado assumindo a autoria. Depois, com a retratação do grupo e a prisão de um norueguês nos arredores de Utoya, a polícia trabalha com a hipótese de que "movimentos locais antissistema" estariam por trás da ação, que, inclusive, teria sido coordenada.
O premiê Jens Stoltenberg disse, em entrevista coletiva concedida junto do ministro da Justiça, Knut Storberget, que a "resposta para a violência será ainda mais democracia". Stoltenberg chamou de "sangrentos e covardes" os atentados e prometeu uma resposta firme. Segundo ele, a morte de crianças é "mais do que o suficiente para reagir fortemente". "Nós permaneceremos juntos nesse período de crise", disse o chefe de Estado. Stoltenberg recebeu o apoio de outras autoridades, como David Cameron, Barack Obama e Nicholas Sarkozy.

Explosão em Oslo

As primeiras imagens foram publicadas no Twitter e mostraram o tamanho dos ataques no centro de Oslo. Centenas de janelas de prédios governamentais voaram pelos ares, jogando no meio da rua móveis e documentos. Aos poucos as informações foram chegando. Primeiro, veio a confirmação de que duas pessoas tinham morrido e que pouco mais de uma dezena estava gravemente ferida. Logo este número aumentou, e chegou a sete vítimas fatais.
Imagens de TV mostraram vidros e escombros nas ruas e fumaça saindo de alguns prédios. A carcaça de ao menos um carro estava na rua, e testemunhas disseram "sentir cheiro de enxofre". Todas as ruas de acesso ao centro da cidade foram fechadas. Forças de segurança retiraram as pessoas da área, temendo outra explosão. Uma repórter da rede estatal NRK disse que a situação era muito confusa após as explosões. "Vi que as janelas do edifício do Verdens Gang (VG) e da sede do governo estavam estilhaçadas. Há pessoas ensanguentadas na rua", declarou a jornalista Ingunn Andersen.
Como a explosão aconteceu em um local muito próximo do escritório do premiê, houve o temor de que ele pudesse ter sido atingido. Mas logo o governo tratou de tranquilizar a população. Em entrevista por telefone a uma rede de TV, ele classificou o fato como grave. "Apesar de estarmos bem preparados, sempre é muito dramático quando acontece", declarou o chefe de governo. Naquele momento não se sabia onde Stoltenberg estava. Ele informou que não podia dizer sua localização por questões de segurança.
Tiros em Utoya

Quando a Noruega ainda tentava saber o que havia acontecido no centro de Oslo, chegou a notícia de que um atirador abrira fogo contra uma reunião da juventude do Partido Trabalhista, que estava sendo realizada em um acampamento de verão na ilha de Utoya, que não fica longe de Oslo. Assim como na capital, as informações demoraram a chegar. Tudo indicava que só havia feridos. Mas testemunhas afirmavam, em entrevistas a redes de TV locais, que havia dezenas de corpos boiando na água do lado que circunda a ilha.
Depois de horas de silêncio e informações contraditórias, a polícia se manifestou, dizendo que entre nove e dez pessoas morreram no tiroteio. Enquanto isso, helicópteros mostravam outras dezenas de pessoas que tentavam fugir do local a nado, se jogando em águas geladas. Forças antiterror foram enviadas a Utoya e prenderam um homem norueguês, loiro e de pele clara, fato confirmado mais tarde pelo premiê, durante a coletiva. No final da noite de uma das sextas mais trágicas da história da Noruega, a suspeita do ataques recaía para ativistas de extrema-direita.

Segurança Pública do Paraná

Segurança

Governo elabora programa para reestruturar segurança pública - 22/07/2011 18:00

O governador Beto Richa lançará, no começo do mês de agosto, um programa para reestruturar o sistema de segurança pública no Paraná. Denominado Paraná Seguro, o projeto prevê, entre outras ações, a contratação de mais policiais e a implantação de novos batalhões e delegacias.

“O Paraná, lamentavelmente, foi um dos estados do Brasil que menos investiu em segurança pública, os efetivos das policias estão defasados. Precisamos de ações que tragam proteção e confiança à população e é nesse sentido que o governador pediu a construção desse programa”, afirma o secretário de Segurança Pública, Reinaldo de Almeida César.

O secretário enumerou algumas das prioridades do setor no Paraná: mais policiamento ostensivo e preventivo, novas viaturas, melhora do atendimento no 190, profissionalizar o atendimento nas delegacias e modernizar o funcionamento do IML. “O Paraná está avançando e muito nesse início de ano. Vamos viver um novo momento na segurança pública do Estado. É para isso que estamos trabalhando”, afirmou Almeida César.

Ele destacou ainda os resultados e as ações concretas realizadas nesses primeiros meses no combate ao crime. “Com a determinação do governador, a Polícia Civil direcionou as ações de inteligência na repressão ao narcotráfico e a Militar está executando de maneira satisfatória a operação Vida. São esforços que possibilitaram a redução dos índices de criminalidade no semestre”, afirmou Reinaldo.

FRONTEIRA – Um dos principais desafios da segurança pública estadual é a complexidade territorial devido à extensão da fronteira na região Oeste paranaense, que atinge 139 municípios. O secretário afirmou que ações importantes estão sendo executadas para essas áreas, como a criação de um batalhão de fronteira e a implantação do Gabinete de Gestão Integrada de fronteira. “Vamos fazer um grande cinturão de proteção. Temos que impedir que o tráfico de drogas, armas e munições atinjam o Estado”, disse.

IML – O Instituto Médico Legal (IML) é outra área que, segundo Reinaldo de Almeida César, o governo estadual está dando toda a atenção. Ele destaca o compromisso de modernizar o instituto, construir novas unidades, recompor o efetivo profissional e agilizar a remoção do cadáver. “O IML tem que ter todas as condições de prestar um relevante serviço para a população. É com esse objetivo que vamos reestruturar e transformar a unidade”, disse

Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

27 de julho: Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho

Em 1972, o então ministro do Trabalho, Júlio Barata, publicou as portarias 3.236 e 3.237, que regulamentavam a formação técnica em Segurança e Medicina do Trabalho e atualizavam o artigo 164 da CLT. Por isso, a data foi escolhida para ser o dia nacional de prevenção.
Trinta anos depois, os avanços são inegáveis e empresas consideradas seguras ganham credibilidade entre os colaboradores e perante a sociedade. Os debates, no entanto, são permanentes, já que as exigências em relação às empresas é enorme e as mudanças de paradigma acontecem com frequência.
No setor de saúde, a preocupação com a segurança dos trabalhadores tem legislação específica, a Norma Regulamentadora 32, que determina as regras para a segurança e a saúde no trabalho dentro dos hospitais, clínicas, laboratórios e demais estabelecimentos. Os riscos de um trabalhador são inúmeros e, por isso, a legislação é ampla.
Atento a esta movimentação do setor, o SINDHOSP mantém um Comitê de Saúde e Segurança Ocupacional, composto por médicos do trabalho e engenheiros de segurança de hospitais e laboratórios da capital, que se reúnem mensalmente para troca de informações. O sindicato participa ainda das Comissões Tripartites Permanentes Regional e Nacional, que analisa e debate legislações pertinentes, entre outras funções.
Acompanhe nossa página de Segurança e Saúde Ocupacional e fique por dentro das novidades, como os tópicos comentados da NR 32 (produzidos mensalmente pelo departamento Jurídico do SINDHOSP) e as legislações mais atualizadas.

PPRA / NR09

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Como atender aos Oficiais de Justiça nos Condomínios

Como atender aos oficiais de Justiça nos condomínios

Atenção, abrir em uma nova janela.
Iniciando uma contribuição regular ao site Direcional Condomínios, o delegado e consultor em segurança Luís Mendonça Davini apresenta aos síndicos orientações básicas a serem adotadas pelos porteiros no atendimento aos oficiais de Justiça. Segundo o articulista, desde que devidamente identificado e apresentado o mandado judicial, o oficial não poderá ser impedido de entrar no condomínio, mesmo que o morador citado não esteja presente. Confira essas e outras dicas no artigo abaixo.

Segurança: atendimento e acesso de oficial de Justiça nos condomínios

Por Luís Renato Mendonça Davini*
Existem registros da função de oficial de Justiça desde a época do Direito Hebraico e Romano (entre os séculos I e VI D.C.), devendo ser considerada, desta forma, a importância das suas diligências dentro do histórico ordenamento jurídico da civilização.
No Brasil, a figura do oficial de Justiça surgiu com a colonização pelos portugueses, os quais trouxeram em sua “bagagem cultural”, entre outros valores, parte do ordenamento jurídico da Corte Real Portuguesa, criando o cargo do oficial de Justiça, onde à época os juízes de direito eram conhecidos como “Meirinho-Mor” e titulavam o oficial de Justiça como “Meirinho”, uma alusão à árdua tarefa de percorrer, a pé ou a cavalo, as diversas regiões do reino no cumprimento das diligências da Corte.
Após a proclamação da República em 15/11/1889, através da legislação federal (Códigos de Processo e Regimentos Internos da Corregedoria Geral da Justiça) foram definidas as atribuições formais e consolidado o cargo e função do oficial de Justiça.
Em tempos atuais, o oficial de Justiça é um serventuário da Justiça (servidor investido e concursado em cargo efetivo). Define-se o oficial de Justiça como o longa “manus” dos Juízes, ou seja, aquele que faz CUMPRIR a ordem emanada pelo Poder Judiciário, NÃO DEVENDO ser frustrado ou impedido no exercício da sua função.
Dito isto, vamos esclarecer alguns procedimentos que se fazem necessários a total observação e cumprimento das ordens do oficial de Justiça, sem para tanto, desprezarmos os procedimentos de SEGURANÇA para o atendimento e acesso deste representante da Lei, juntos aos condomínios, conforme segue:

:: O oficial de Justiça é um auxiliar do Juízo, executando as ordens do Juiz a que estiver subordinado.

:: Na chegada ao condomínio, o oficial de Justiça DEVE exibir a sua funcional, para ser claramente identificado por aquele (porteiro / segurança) que estará atendendo-o.

:: Com a perfeita identificação da sua pessoa, o oficial de Justiça DEVE exibir o mandado judicial, devendo este documento ser lido pelo porteiro ou segurança, certificando-se que se trata de uma ordem judicial, emanada de um Juiz de Direito, para o seu devido cumprimento.

:: As condições (local, data, horário e natureza da diligência) estão escritas no mandado judicial, DEVENDO o mesmo documento ser lido com atenção para certificação das informações ora prestadas pelo oficial de Justiça.

:: Colhidas estas informações, o porteiro DEVERÁ prestar todas as informações solicitadas pelo oficial de Justiça, bem como, o porteiro NÃO poderá atrasar ou obstar a entrada do oficial de Justiça ao condomínio, até mesmo no caso do morador (a) não estiver presente no condomínio.

:: Caso o oficial de Justiça não entre no condomínio, por achar desnecessário naquele momento, porém, deseje o nome e o número do RG do porteiro, o mesmo DEVERÁ atender a solicitação, devendo, da mesma forma, o porteiro anotar o nome, número do RG ou Funcional e o cartório judicial que o oficial de Justiça representa, para posterior certificação de segurança preventiva.

:: O porteiro deverá comunicar o síndico ou o subsíndico da presença do acesso do oficial de Justiça e a razão da sua diligência, visando a segurança patrimonial do condomínio e demais moradores (as).

:: O porteiro NÃO PODERÁ, a pedido do morador (a), recusar a entrada do oficial de Justiça para o cumprimento do mandado, sob pena de ser preso pela sua conduta.

:: Objetivando a segurança dos moradores, caso o condomínio tenha o serviço de monitoramento eletrônico, a empressa DEVERÁ ser comunicada, para que possa monitorar eletrônicamente a entrada, permanência e a saida do oficial de Justiça no ato da sua diligência, NÃO devendo ser informado a identidade ou qualquer dado do morador (a) que constar no mandado judicial.

:: Nas dependências do condomínio, o oficial de Justiça PODERÁ ser acompanhado, para atendimento de qualquer solicitação que esteja dentro do mandado judicial.

:: O porteiro ou segurança DEVERÁ ser educado, pronto e profissional, NÃO devendo expor ao oficial de Justiça, qualquer opinião pessoal (positiva ou negativa) sobre o morador (a), e tampouco favorecer ilicitamente o morador (a), impedindo ou mentindo para o oficial de Justiça.

:: O síndico DEVERÁ capacitar e treinar o porteiro/segurança ou EXIGIR da empresa terceirizada o devido preparo para o atendimento desta intercorrência no condomínio, resguardando-se a segurança do condomínio, seus moradores (as) e familiares, bem como, o fiel e pleno atendimento da lei.

:: Na salva-guarda dos seus direitos, o condomínio poderá imediatamente COMUNICAR o seu representante jurídico (escritório de advocacia) sobre a diligência do oficial de Justiça, para que este possa CERTIFICAR-SE junto ao R. Juízo de Direito que emanou a ordem.

:: Todo e qualquer EXCESSO cometido por parte do oficial de Justiça (falta de identificação pessoal, exibição do mandado, ofensas ou grosseria) poderá ser comunicado ao Juízo que emanou a ordem.

Portanto, podemos CONCLUIR que, para o condominio atender à Lei, evitando sérios problemas e ao mesmo tempo manter-se SEGURO, necessário se faz a instrução, treinamento e capacitação operacional do porteiro, segurança ou qualquer funcionário, onde, para tanto, ficamos aqui a inteira disposição de todos.

* Luís Renato Mendonça Davini

Delegado Luís Renato atua no 12º Distrito Policial, no Pari, região central da cidade. Foi delegado piloto do Grupo de Operações Especiais da Polícia Civil de São Paulo e esteve na linha de frente do trabalho policial na região da cracolândia. É consultor em segurança.

Mais informações: www.asertec.com.br

Aumenta o número de mortos em acidentes aéreos

Segurança

Em seis meses, número de mortos em acidentes aéreos já supera todo o ano de 2010.
O número de mortos em acidentes aéreos no primeiro semestre de 2011 já supera o índice atingido durante todo o ano de 2010. Segundo dados estatísticos do Cenipa (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos), até quatro de julho deste ano, 41 pessoas morreram em 77 acidentes ocorridos no Brasil. No ano passado, o saldo total foi de 39 mortos em 110 acidentes. E esta diferença vai aumentar ainda mais. Na manhã de quarta-feira (13/7), mais 16 pessoas morreram na queda de um bimotor que fazia um voo comercial em Recife (PE).
Neste ano, a maior parte das ocorrências foi com aviões. Foram 67 contra dez de helicópteros, o que representa 87% dos casos. Ainda de acordo com o Cenipa, os índices mensais de acidentes, de janeiro a junho de 2011, é o mais alto se comparado aos mesmos meses dos anos anteriores (2008 a 2010). Um dos motivos para esse aumento nas estatísticas, segundo o presidente da Abag (Associação Brasileira de Aviação Geral), Francisco Lyra, é o crescimento do setor aéreo no Brasil.
Do ano passado para cá, houve um aumento de movimento no setor de 20% a 30%. É de se esperar que esse aumento acompanhe também número de acidentes. A frota brasileira vem crescendo muito. Lyra também explicou que há que se considerar também seguimentos dentro da aviação aérea que fazem diferença dentro dos índices de acidentes.



SegurançaAcidentes ocorridos no primeiro semestre de 2011 já superam número atingido em 2010

Segurança Bancária

Diretor da Contraf alerta sobre a segurança bancária

Palestra foi ministrada pelo diretor da Contraf, Ademir Wiederkehr

    Ocorreu hoje, 19, na sede do Sindicato dos Bancários, um evento que reuniu, além de bancários, policiais militares, policiais federais e outros interessados em uma palestra ministrada pelo diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf), Ademir Wiederkehr, sobre segurança bancária.
    Na oportunidade, Wiederkehr alertou sobre o aumento no número de assaltos e ataques a bancos no Brasil e no RS. Segundo ele, só neste primeiro semestre, houve 838 ataques em bancos nacionais. Desses, 47 ocorreram no RS, foram 12 assaltos e 35 arrombamentos.
    O palestrante informou ainda que os ataques geraram 20 mortes no Brasil. A cidade do Rio Grande não contabilizou nenhum caso no semestre, mas, em função do crescimento do Município, Ademir considera extremamente importante investir em algumas medidas de prevenção, como a utilização de câmeras com boa imagem, inclusive, nas calçadas e nos estacionamentos dos bancos.
    Outra medida ressaltada pelo palestrante seria a inserção da porta de segurança antes do autoatendimento. De acordo com Wiederkehr, as agências nacionais lucraram mais de R$ 12 trilhões só no primeiro semestre, o que possibilita um investimento maior com a segurança.


    Por Tatiane Fernandes
    tati@jornalagora.com.br

    Atividades no período de Férias Escolares

    Escolas realizam programação especial no período de férias

    A Superintendência de Assistência Socioeducativa (SAS), órgão ligado à Secretaria de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), programou para este mês de julho, durante o período de férias escolares, diversas atividades extracurriculares para os adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. As atividades começaram no dia 11 e seguem até sexta-feira, dia 22.

    A Superintendência fez parcerias com instituições governamentais e não governamentais com o objetivo de levar para as Uneis um pouco do trabalho que desenvolvem na sociedade, dentro de temas como drogas, alcoolismo e prevenção de doenças. Entre as atividades programadas estão palestras, oficinas, apresentações culturais, recreação, competições esportivas, campanhas de vacinação e cultos evangélicos.

    De acordo com a Divisão de Educação e Educação para o Trabalho da Superintendência de Assistência Socioeducativa, todos os diretores foram avisados sobre a importância de estar contactando a rede de atendimento e assistência da região para o desenvolvimento de atividades diferenciadas nas duas semanas de férias escolares e, assim, coibindo a ociosidade do adolescente autor de ato infracional.

    As atividades de férias foram agendadas para todas as unidades educacionais de Campo Grande (Dom Bosco, Novo Caminho, Tuiuiú e a feminina Estela do Amanhã), também será realizada em duas Uneis do interior, a Pantanal, localizada em Corumbá, e a Tia Aurora, de Três Lagoas.

    Mercado da Segurança Privada: Qualificação do profissional de segurança


    Foi-se o tempo em que para ser um homem de segurança bastava ter um bom porte físico e bravura. Hoje os tempos são outros. Numa sociedade extremamente violenta como a nossa, a procura por segurança é muito grande e, infelizmente, a polícia não consegue dar conta do problema. Para aqueles que podem pagar, a solução é a contratação dos serviços de segurança privada, um bilionário mercado que representa uma parcela importante para o crescimento do Brasil. Mas, para as empresas ou profissionais que vislumbram crescer neste segmento, é preciso pensar no quesito qualidade, afinal, o profissional de segurança de verdade é aquele que é notado como especialista no assunto. Regra válida também para os empresários e gestores do segmento.

    Dados da Segurança Privada na América Latina e no Brasil


    De acordo O "Relatório de Armas Leves 2011" publicado pelo Instituto de Estudos Internacionais e de Desenvolvimento apresentado em Genebra no dia 06/07/2011, o setor de segurança privada emprega, na atualidade, pelo menos 20 milhões de pessoas, quase o dobro que policiais em atividade na América Latina. Para o diretor da pesquisa, Robert Muggah, a "América Latina, e em particular América Central, têm os níveis de violência mais altos do mundo, com taxas que multiplicam por seis a taxa média mundial". Os dados apontados são baseados em trabalhadores formais. Só no Brasil são 570 mil agentes privados e 687.468 agentes públicos.

    A Bahia é o 2º estado do país com maior número de assaltos a agências bancárias, pesquisa divulgada dia 11/07/2011 pela Confederação Nacional dos Vigilantes (CNTV) e dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT). Vejam outros dados publicados no site
    Bahia Urgente:


    Em todo o país foram 838 ataques, uma média de 4,6 ocorrências por dia. Na Bahia, foram 61 casos – 7% do total. São Paulo, o estado mais populoso do país, teve 283 casos. Logo em seguida aparecem o Paraná, com 56 casos (6,6%), a Paraíba, com 54 casos (6,4%), o Mato Grosso, com 48 casos (5%), e Roraima, com dois casos (0,2%). 

    Terreno fértil para o mercado da segurança


    O crescimento econômico no Brasil nos últimos 10 anos, tem colocado o país em posição de destaque no cenário mundial. Empresas brasileiras estão cada vez mais presentes no cenário global e de forma muito mais competitiva. Toda essa expansão deve-se a vários aspectos, dentre os quais podemos citar: qualificação dos profissionais e atuação do governo. Mas, e a segurança privada? Qual a relação entre o atual cenário econômico e a violência no que concerne o crescimento deste mercado?
    Os números absurdos de assaltos, sobretudo nos bancos, sequestros, furtos e fraudes diversas, etc. elevam a necessidade de procura por segurança privada. Num pais com melhor poder econômico e, diante da viabilidade na implantação de serviços específicos, o mercado da segurança torna-se um grande atrativo para os empresários e profissionais do setor. Mas, infelizmente ocorre muito amadorismo neste nicho de mercado. Vigilantes despreparados, pseudo- gestores de segurança e empresários que não conhecem a atividade.

    Dados de 2009 mostram que em todo o País o mercado de segurança privada e eletrônica movimenta mais de R$ 20 bilhões ao ano (O Povo, Fortaleza, 15 de agosto 2009, negócios - http://opovo.uol.com.br/.15 maio 2010). Os números evidenciam um mercado muito promissor.
    Para fazer frente no atual cenário, as empresas precisam ser competitivas, pois do contrário, tendem a sumirem do mapa. E só existe um caminho para se colocarem num patamar de competitividade: investimento, sobretudo, na qualificação dos profissionais em todos os níveis de atuação. Para entender o quanto isso é importante, observem como as grandes empresas alcançaram o sucesso. Ás vezes, empresas estrangeiras ganham espaço e assumem as melhores posições, inclusive no que diz respeito ao setor de segurança privada.

    Você almeja uma colocação profissional neste importante setor? Vigilante, Segurança Pessoal, Segurança Eletrônica, Gestor em Segurança Empresarial ou Consultor? Primeiro pense em se tornar um profissional qualificado. Existem diversas instituições de ensino que oferecem cursos: níveis operacionais – procure escolas de formação de vigilantes e, para nível superior, procure por uma instituição de ensino em sua região (Veja onde estudar).
    Para quem deseja contratar um serviço de segurança privada, pesquisem por empresas de qualidade, pois certamente em sua região possui empresários e profissionais diferenciados. Se desejar, procure ajuda através dos sindicados patronais de sua região ou através das diversas associações: ABSEG, ABSO (Segurança Orgânica), ABGS.

    Adenilson Campos Guedes, fundador e autor do DE-SEGURANCA.COM.BR, um portal informativo sobre o universo da segurança. Graduado em Gestão de Segurança Empresarial no Centro Universitário da Bahia (FIB) em Salvador (BA) e Pós-graduado em Consultoria Empresarial na FBB (Faculdade Batista Brasileira). Adenilson Guedes mora em Salvador – BA, Brasil. Contato: camposguedes-gmail.com Twitter: @deseguranca.