sábado, 30 de junho de 2012

EXCELÊNCIA É UM HÁBITO. BOM FINAL DE SEMANA !

quinta-feira, 28 de junho de 2012

AÇÕES INTEGRADAS DE SEGURANÇA - REVISTA INFRA


Ações integradas de segurançaCombinação entre ambientes seguros, gestão eficaz da área e pessoas comprometidas é indispensável para prevenir riscosPor Érica Marcondes e Guilherme Wieczorek

Há muito tempo a rua deixou de ser o único lugar para a prática de furtos e pequenos delitos. Hoje, os assaltantes estão preferindo aeroportos, shoppings, supermercados e restaurantes. É o que mostram as pesquisas e as matérias jornalísticas (leia mais no box em destaque).

Daí o trabalho importante por parte dos Facility Managers para garantir a integridade das pessoas, dos bens e do patrimônio nos mais de 33.000 condomínios residenciais e comerciais só na Grande São Paulo. Sem falar nos milhares de hospitais, hotéis, shopping centers, parques de diversões, estádios, supermercados, agências bancárias, aeroportos e obras remotas como plataformas, usinas etc. por todo o País. Como atuar, por exemplo, em shows que chegam a atrair até 600.000 pessoas, a exemplo do Rock in Rio?

O desafio é imenso, principalmente porque cada edificação tem a sua peculiaridade assim como a sua cultura organizacional, que deve orientar o plano estratégico de segurança.  Se a principal ação da segurança é evitar uma situação de risco, por onde o gestor deve começar? Quais conceitos ele deve ter em mente? A recomendação do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) para que uma edificação alcance uma boa segurança é se apoiar no tripé equipamentos eletrônicos adequados, funcionários treinados e condôminos conscientes.

Ricardo Coelho, diretor do Departamento de Segurança da FIESP
Especialista em Segurança pela Universidad Pontificia Comillas de Madri e diretor do Departamento de Segurança da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Ricardo Franco Coelho concorda com a dica, mas vai além. Para ele, uma parte importante dessa caminhada em direção à boa governança é representada pela busca constante de uma estreita parceria com os colaboradores, sejam eles parte do corpo de empregados da organização, sejam de prestadoras de serviço em caráter permanente, fornecedores ou outros que de alguma forma estejam ligados à cadeia de operações da qual vem o resultado do negócio. A relação empresa-colaborador, neste caso, faz toda a diferença.

“Com muita facilidade essas pessoas observam as práticas organizacionais e concluem sobre o alinhamento ou falta de alinhamento com o que é pregado, dito, difundido. Vivendo em meio às operações, em toda a cadeia de negócios, e convivendo todo o tempo com colegas, supervisores e chefes, nada escapa ao colaborador interno médio comum. Ele sempre sabe se é valorizado conforme o discurso da empresa ou se é mais um na prateleira, se não tem papel relevante, se as suas observações e contribuições representam algum valor ou se é uma espécie de ‘pessoa invisível’ na organização. A semente da insatisfação não é propriamente a realidade, o clima gerencial. É mais o desalinhamento entre discurso e prática, pois isso mexe com expectativas. A empresa cria uma expectativa, o colaborador ajusta seu modelo mental àquela expectativa e ela é frustrada pela realidade, por mais que a empresa insista no discurso. O comprometimento e o vínculo emocional do colaborador com a empresa se reduzem a quase zero, ainda que o desempenho continue. Qual a consequência disso para a segurança da empresa, para a proteção de seus ativos, de suas informações, de sua imagem, para a continuidade de suas operações? Não é difícil concluir”, expõe o especialista. Outra dica importante é que “a expressão boas práticas não significa senão isso: boas práticas e não boas intenções”.

Baseado nisso, é preciso elencar o maior número de informações relevantes acerca do cotidiano empresarial e traçar um plano de segurança vivo, que nada mais é do que dispor de um documento dinâmico e acessível, que evolui constantemente para refletir as mudanças no ambiente, no pessoal, na regulamentação, nas políticas e nos procedimentos. “Se você não está testando o seu plano regularmente para mantê-lo atual e garantir a sua viabilidade, você pode acabar jogando-o fora depois de alguns meses”, alertou Bob Mellinger, presidente da Attainium Corporation, em sua apresentação sobre segurança durante o encontro IFMA World Workplace em outubro do ano passado nos Estados Unidos.

Na ocasião, o executivo compartilhou cinco exercícios que servem como teste para o seu plano, permitindo que você avalie a eficiência. “O objetivo primário do teste é determinar o quanto o seu plano terá sucesso em responder à crise e restaurar um ou mais negócios críticos em um período de tempo determinado”.

1- Orientação: Sessão informal que não inclui simulação. Ela oferece uma discussão sobre papéis e responsabilidades e introduz ou reforça políticas, procedimentos e planos.

2- Treinamento/Ensino: Pense em treinamento contra incêndio. É um teste de apenas uma função. Ele, geralmente, é feito em campo e, muitas vezes, serve como avaliação frequente.

3- Exercício de Mesa: Esse toma a forma de uma discussão de simulação de emergência. É de baixo custo, pouco estresse e não tem limite de tempo. Esse exercício pode ajudar a avaliar os processos e rever alguns problemas com coordenação e responsabilidade.

4- Exercício Funcional: Essa é uma simulação realística que acontece em tempo real e pode ser bem estressante. São feitas entradas através de mensagens ao longo das simulações. Todo o pessoal-chave deve ser envolvido na ordem real de leitura do plano. Este tipo de exercício pode testar uma ou mais situações de emergências ou respostas para as emergências ou até todo o plano.

5- Exercício de Larga Escala: Esse tipo de exercício cobre um cenário de emergência específico usando pessoas e equipamentos reais. Acontece em tempo real e, se feito corretamente, causa altos níveis de estresse. É designado para testar muitas/todas as respostas em situações de emergência.   Mellinger lembra da importância de se testar o plano anualmente. “Mas se você não tem capacidade para testar todo o plano de uma vez, você pode fazê-lo por partes durante esses 12 meses para economizar tempo e dinheiro”.

Onde obter as informações? 
Para o diretor do Departamento de Segurança da FIESP, quanto menos a empresa sabe, mais ela poderá ser surpreendida pelas ações de concorrentes, do mercado, do legislador, de entidades representativas, órgãos reguladores etc.

Mas onde estão as informações críticas? No ambiente de TI somente? “Certamente, não”, ressalta Coelho. “Elas também estão no ambiente convencional: nos sistemas, nos notebooks, nos pendrives, nos smartphones, nas mesas, nos projetos, nos processos, nos cadastros e anotações, nos esboços do planejamento estratégico, nos desenhos e rascunhos, nos cestos de lixo, nos telefonemas, em toda parte. E com quem? Com as pessoas... As mesmas a que nos referimos no início, cujo comprometimento e vínculo emocional serão decisivos, podendo ser a única diferença entre cuidar dessas informações e não se importar que vazem, que escapem das mais variadas formas, inclusive delituosas”.

Infraestrutura segura 
+ uma Dica 

O que fazer antes de contratar uma empresa de segurança?

Em suas reportagens sobre o tema, a INFRA sempre traz algumas dicas referentes à contratação de empresas de segurança. Então, não custa nada reforçar!

1) Certifique-se de que ela está devidamente legalizada e qualificada;
2) Exija a certidão de quitação dos débitos trabalhistas e fiscais;
3) Verifique se há um contrato que define os serviços e equipamentos;
4) Confira a qualidade e procedência dos produtos adquiridos;
5) Visite as instalações da empresa contratada;
6) Conheça os projetos realizados e obtenha referências de clientes;
7) Confirme se o sistema eletrônico é integrado ao plano de segurança;
8) Peça a programação de monitoramento e manutenção;
9) Realize um teste do sistema para ver se funciona bem;
10) Assegure o treinamento de toda a equipe envolvida.

Lembre-se: quem contrata empresa não legalizada, corre o risco de responder criminalmente por responsabilidade solidária, no caso de irregularidade.
Mas, afinal, existem pessoas e bens seguros em um ambiente que não está protegido? Para Coelho, as organizações seguras estão em edificações seguras, possível a partir de ambientes construídos em conformidade com os princípios e diretrizes de segurança e necessidades próprias da empresa. “A parceria entre Arquitetura e Segurança permite integrar conceitos de segurança nos projetos das edificações e ambientes, reduzindo vulnerabilidades, riscos e custos durante toda a sua vida útil”. (Leia mais no artigo “A interface da segurança no projeto arquitetônico - pág. 30)

“Segurança não é custo, não é despesa, não é acessório. Está ligada ao negócio de forma indissociável”, reforça Ricardo Franco Coelho.

O outro item do tripé diz respeito aos equipamentos eletrônicos adequados. Atraídas pelo excelente momento vivido pela economia brasileira, essas tecnologias têm aportado cada vez mais no País. Segundo uma pesquisa divulgada pela Security Industry Association (SAI), o mercado formal de segurança no Brasil deve representar até 2017 um crescimento anual de 20,6% com um faturamento na ordem de R$ 3,7 bilhões; em 2011, foi de R$ 1,2 bilhão.

Para José Danghesi, diretor da ISC Brasil (uma das mais importantes feiras do setor), os números refletem o aumento dos investimentos em projetos de segurança para megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. “O País já apresenta um novo plano de reestruturação para os modelos de segurança pública e privada, fator que certamente impactará no crescimento deste segmento”, diz.
Luiz Pinheiro, coordenador de Novos Negócios para o Brasil da Ingersoll Rand Security

Com 100 anos de atuação e líder do setor nos Estados Unidos, a Ingersoll Rand Security é uma das companhias que apostam no potencial do Brasil. Ela acaba de aportar por aqui com uma ampla linha de sistemas para controle de acesso e segurança para edifícios comerciais, universidades, hospitais, entre outros. “Isso se deve à ascensão das classes sociais que gera uma preocupação com a segurança em um número maior de pessoas, e também à realização da Copa e das Olimpíadas, eventos internacionais que estão provocando um aumento de volume de negócios na área de segurança eletrônica”, comenta o coordenador de Novos Negócios para o Brasil, o engenheiro Luiz Pinheiro.

Mão de obra capacitada 
Fechando o tripé estão os colaboradores treinados, que irão operar essas ferramentas. Conforme lembrou Michael Ens, diretor da Ultrak Tecnologia de Segurança, em uma das palestras do Congresso promovido durante a Feira Exposec, “o fator humano é determinante para o sucesso de um sistema de segurança”, principalmente quando se fala em segurança eletrônica (CFTV, alarmes para incêndio e perímetro, controle de acesso, ponto eletrônico, sala de segurança), pois há necessidade de pessoas capacitadas e com conhecimento para operar o sistema.

Para Ens, vale a pena olhar para os seguintes aspectos: manutenção dos aparelhos, treinamento e reciclagem dos profissionais, localização apropriada das câmeras de segurança, conhecimento do local por parte dos funcionários (não adianta ver o que está acontecendo, precisa saber identificar e agir de acordo com a localização do problema) e a presença de indicadores de performance (como saber se o sistema funciona se ele não é avaliado?).

E esta é exatamente uma das recomendações dos especialistas e sindicatos do setor na hora de avaliar uma empresa que presta serviços de segurança. Além da parte legal, o parceiro deve estar apto a oferecer uma estrutura profissional que seja capaz de antever os problemas, o que irá minimizar os riscos. “As pessoas têm que entender o importante papel que desempenham na empresa, como forma de possibilitar uma boa performance do sistema de segurança”, lembra Wendel Correia, Security Manager Brazil da IBM. Ter um modelo de gestão 360 graus pode ser uma boa vantagem. Mas o que isso significa? O envolvimento de todos.

O novo alvo dos assaltantes

Facility Managers de shopping centers e supermercados têm tido um motivo a mais para redobrar a segurança nessas instalações. Afinal, o número de ocorrências aumentou e não é raro esses empreendimentos serem destaque na mídia.
Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, só em janeiro, 400 estabelecimentos foram furtados e 194 roubados – um aumento de 41,84% em comparação com o ano passado.

Na primeira quinzena de maio, uma joalheria foi assaltada dentro de um shopping no centro de Brasília. Aqui em São Paulo, dados da polícia apontam que o novo alvo das quadrilhas de sequestros relâmpagos são as garagens de shoppings e mercados, conforme mostrou uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo. Dos 41 sequestros relâmpagos registrados na região de Santo Amaro, 38 foram em estacionamentos de centros comerciais. Atento ao aumento de casos, o MorumbiShopping informou que vem intensificando os cuidados e adequando procedimentos.

Paralelamente, os shoppings também têm orientado a segurança a convidar quem fica esperando alguém sozinho dentro do carro a aguardar fora do veículo, em lugar movimentado. Tudo para minimizar os riscos. Fica a dica.
Quem tem vivido essa experiência com sucesso é a Confederal Rio, empresa de vigilância patrimonial acostumada a atender shopping centers, condomínios, bancos, indústrias e hospitais. Uma das poucas do ramo a trabalhar com indicadores de performance, ela promoveu recentemente um Encontro sobre Planejamento Estratégico que reuniu em um hotel de Angra dos Reis (RJ) 15 colaboradores que representaram todos os departamentos da companhia. Houve uma sessão de brainstorm, em que todos os gestores opinaram sobre o plano de ação de cada departamento.

Replicadas para as respectivas áreas até o operacional (com acompanhamento mensal dessa evolução), essas ações serão usadas para que as equipes se concentrem “no que importa, no que dá resultado”, conta a superintendente Administrativa Veronica Fontanetti. “A equipe precisa se sentir parte integrante da máquina, participando das decisões mais simples até as mais estratégicas”. Com a ajuda de um sistema integrado de gestão, em implantação, a empresa espera se tornar ainda mais dinâmica e assertiva, com processos mais ágeis e controles mais efetivos.

Com base em todos esses aspectos, é possível concluir que somente a combinação entre ambientes seguros, gestão eficaz da área e pessoas comprometidas será capaz de prevenir riscos, fazendo com que a segurança cumpra o seu papel.

CLIQUE AQUI para conferir a Vitrine de Segurança.


ARTIGO
A interface da segurança no projeto arquitetônico

Por que as empresas ou indústrias são alvos de bandidos? E por que agora os condomínios também são invadidos? 
Esse artigo busca refletir sobre essas situações-problema e apresentar conceitos de prevenção de crimes que deveriam ser aplicados na arquitetura e construção desses empreendimentos.

Isso porque, aplicar isoladamente ou sem um plano de segurança clausuras, blindagem, equipamentos eletrônicos (alarmes, CFTV, controle de acesso, portas com detector de metal, etc.) e serviços de vigilância ou portaria não mais garante uma tranquilidade e uma segurança eficaz. E isso é notório nas mídias, quando vemos:

• Bancos sendo invadidos por quadrilhas que chegam a utilizar marretas para retirar os caixas eletrônicos;
• Invasões e arrastões em condomínios;
• Rendições de porteiros/vigilantes em indústrias e roubo do estoque ou de carretas lotadas com os bens subtraídos.

As questões acima são rotineiras porque a cultura dos brasileiros é reativa. Geralmente, “fecham as portas depois do arrombamento”, ou seja, só tratam do assunto segurança depois de terem sido alvos de algum delito – muitas vezes por acreditar que isso nunca aconteceria com eles. Essa cultura gera ainda, por consequência, algumas leis também reativas. Além disso, alguns segmentos se limitam a cumprir exatamente o que está estabelecido em lei, deixando diversas falhas e oportunidades para os criminosos.

De um modo geral, no Brasil a segurança é enxergada como custo e não como um meio de proteger a vida, um bem de valor incalculável. Ou, no mundo empresarial, de proteger a imagem corporativa ou sua marca. Por essa cultura reativa é que são tomadas providências somente após ocorrer um assalto ou um arrombamento. E o pior, às vezes nada é feito, quando falamos de se cumprir apenas uma legislação ultrapassada.

Mas só a segurança aplicada na arquitetura é suficiente? Claro que não. É preciso ainda complementar com as demais técnicas de segurança empresarial e patrimonial, iniciando-se por um criterioso Diagnóstico de Segurança e uma Análise de Riscos, antes do anteprojeto.
É preciso discutir os problemas das construções da arquitetura nos dias de hoje. Afinal, o que está acontecendo? Na verdade, a questão da segurança durante o desenho de um projeto (Plano Diretor ou Estudo de Massa Preliminar) costuma ser mal planejada em termos de segurança física, posicionamento dos equipamentos eletrônicos e sua infraestrutura, quase sempre inadequada.

Alguns empreendimentos até tentam e se arriscam a elaborar melhor a questão nas reuniões internas. Mas a solução definida costuma ser incompleta e baseada, unicamente, no uso de equipamentos eletrônicos e de alguns itens de segurança física. E o mais importante: sem um plano de segurança com um nível adequado para aumentar a prevenção e dar resposta efetiva a cada tipo de ocorrência.

Esse ponto crucial marca a diferença de compreensão do problema no Brasil em comparação com países como os Estados Unidos, por exemplo. Lá, a segurança e a prevenção são encaradas como itens de qualidade de vida. E no mundo corporativo, de prevenção de perdas. Por isso nos EUA o investimento em segurança não é considerado apenas como custo, mas como investimento que chegará a dar lucro, reduzindo-se as possibilidades de concretização dos riscos.

Diferente do que comumente se pensa no Brasil, a interface da segurança no projeto arquitetônico de um empreendimento é um fator básico sobre o qual se assentam outros recursos. Iluminação, visibilidade, portas, fechaduras, vidros e guaritas blindadas, portões, clausuras, perímetros – todos esses itens compõem a segurança física, entre outros. Mas alguns itens de segurança física podem ser burlados pela ação planejada de uma quadrilha. É muito importante saber que não é a segurança física que vai dar cabo dessa questão sozinha. O papel da segurança física é retardar a ação criminosa, dificultando e prevenindo. Por isso a importância de um desenho de segurança devidamente planejado, integrado com outras medidas preventivas para dar tempo de resposta aos riscos.

Isso evidencia a importância das barreiras combinadas em profundidade para retardar a ação criminosa em vários pontos do empreendimento. Cada barreira instalada aumenta o tempo de resposta de quem quer transpor todo o conjunto.

Para transpor uma barreira, os criminosos têm que ter o tempo a favor deles e as ferramentas adequadas. Por isso, o profissional de segurança faz um estudo do desenho arquitetônico, para estabelecer o maior número de barreiras e demais técnicas de segurança física e de prevenção de crimes, atentando até para o tipo de material de construção.

Depois é preciso integrar a segurança eletrônica, que é a tecnologia para detectar (e antecipar) os eventos, como ferramenta de apoio à equipe de vigilância local (ou externa – remota) com adequados procedimentos de resposta. Não bastam todos esses aparatos se não houver uma equipe competente e treinada que saiba lidar com os equipamentos e situações de emergência e uma integração com os órgãos públicos. Isso permite a finalização da resposta imediata aos problemas de segurança.

A interface da segurança na arquitetura e construção vai desde a análise do desenho, dos materiais, qualidade das portas, paredes, janelas, vidros, corredores, paisagismo, iluminação, layout de acessos de pedestres e veículos, layout interno, guarita ou cabine blindada, posicionamento de homens etc., até a tecnologia empregada e os procedimentos do cotidiano do empreendimento. Para atingir excelentes resultados é fundamental que seja elaborado um Plano Diretor de Segurança por um especialista com esse know- how e domínio das técnicas.








David Fernandes da Silva
, CPP – Certified Protection Professional, autor do livro “Segurança em Arquitetura e Construção – Construindo empreendimentos mais seguros”FONTE REVISTA INFRA / EDITORA TALEN

RECICLAGEM EM CONDOMÍNIOS - REDAÇÃO LICITAMAIS

Guia para reciclagem em condomínios

imageDa Redação do LicitaMais: Com o aquecimento global, entraram em voga as diferentes formas de “salvar” o planeta, e a reciclagem é uma das formas mais eficientes (e fáceis) de se fazer isso. Por meio dela (e dos outros "erres", de reutilizar e reduzir), os recursos naturais são menos utilizados, garantindo às gerações futuras o acesso a eles.

Nos condomínios de todo o Brasil, a prática da coleta seletiva tem se tornado cada vez mais frequente, graças à maior conscientização das pessoas.

Segundo o IBGE, há três anos existiam cerca de 120 mil condomínios no Brasil. Com o recente crescimento imobiliário, esse número aumentou consideravelmente e isso deve impulsionar a reciclagem nacional - que ainda engatinha, já que apenas 5% do lixo produzido diariamente é reciclado.

“Cerca de 70% dos nossos clientes têm implantada a coleta seletiva em seus condomínios”, afirma Claudia Oliveira, gerente de Relacionamento da WA Administradora de Condomínios.

Por outro lado, quantidade não é qualidade. A prática ainda enfrenta a falta de conscientização de parte dos moradores, seja pela recusa da reciclagem, ou pela seleção errada dos materiais, que devem ser divididos em metal, plástico, vidro e papel.

A quantidade coletada é repassada para cooperativas e empresas especializadas na reutilização, que fabricam itens como roupas, objetos artesanais, cadernos e agendas.

Crianças são mais conscientes
Na hora de dar o exemplo, os papeis se invertem. As crianças, que têm contato com a reciclagem na escola e na mídia, são muito mais ativas do que os adultos. “Temos projetos como o síndico-mirim, que são os maiores incentivadores da reciclagem nos condomínios. As crianças ajudam muito mais do que os adultos”, conta Claudia.

Os pequenos também precisam ser supervisionados pelos porteiros e zeladores, já que muitas vezes colocam, literalmente, a mão na massa na hora de reciclar, o que gera riscos.

De qualquer modo, para que a reciclagem entre de vez na rotina dos brasileiros, ainda falta muito trabalho. Apenas quando a reciclagem estiver presente (e sendo executada corretamente) em 100% dos condomínios, é que a conquista pode ser comemorada. As pessoas estão no caminho certo, e todos serão beneficiados com as melhorias.

Guia para implantação
Para orientar melhor a implantação da coleta seletiva em condomínios, a engenheira Flávia Guimarães Orofino organizou um guia com dicas para se iniciar a prática. A redação do LicitaMais selecionou alguns itens para orientar os leitores.

1ª Etapa - definição da equipe

Organizar um grupo para elaborar, implantar e dar continuidade ao projeto. O ideal é formar uma equipe, para que apenas uma pessoa não seja sobrecarregada. A participação de crianças na comissão de implantação tem mostrado excelentes resultados na adesão da comunidade envolvida (ex.: "síndico mirim").

2ª Etapa – elaboração do projeto

No planejamento deve constar toda a estrutura que será necessária para uma coleta eficiente. Nele deve constar a estrutura física, com a compra de latões coloridos e o local de armazenamento; a quantidade de latões a serem comprados, levando-se em conta o volume de material coletado; os tipos de lixo que são produzidos (por exemplo: se há mais plástico do que vidro); o meio de transporte do material (se a prefeitura busca, ou se é necessário levar às cooperativas especializadas), e as datas em que ele ocorre.

É importante também criar um planejamento de comunicação, informar os demais condôminos tanto da implantação do projeto quanto o andamento da coleta seletiva. Quanto melhor a divulgação de dados, mais motivados os moradores ficarão para continuar separando os materiais.

Há também a opção de venda dos materiais separados. Para isso, deverá ser feito um contato com possíveis compradores, sucateiros ou empresas especializadas, para acertar itens como preço, tipos de materiais e transporte.

3ª Etapa – implantação

Colocar em prática o que se planejou não é tão fácil quanto parece. É quando surgem os problemas, as dúvidas e as divergências. Manter um canal com os demais condôminos é imprescindível, assim como seguir à risca o planejamento.

A comunicação deve ser feita de duas maneiras: oral e escrita. A oral baseia-se nas conversas do dia a dia, elevadores e reuniões de condomínios. A escrita é feita por meio de cartazes, boletins mensais e mensagens nos murais e elevadores. O importante é ter uma boa divulgação, para que a coleta se torne parte da rotina do condomínio.

4ª Etapa – escoamento

Saber para onde o material coletado será enviado é muito importante. Isto porque, se ele for para aterros comuns, todo o trabalho de separação será perdido. Portanto, deve ser feito um acompanhamento do destino dos materiais junto às entidades coletoras.

Curiosidades sobre reciclagem
•    Para fabricar 1 tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água. Para produzir a mesma quantidade a partir da madeira gastam-se 100.000 litros;
•    1 tonelada de papel reciclado evita o corte de até 20 árvores;
•    Para se fabricar 1 kg de vidro (equivalente a três garrafas de litro) é necessária a extração de 1,3 kg de areia de dunas e rios;
•    Com 1 kg de vidro quebrado se faz exatamente 1 kg de vidro novo;
•    A energia economizada com a reciclagem de uma única latinha de alumínio é suficiente para manter uma televisão ligada por três horas;
•    Cada tonelada de alumínio reciclado economiza a extração de 5 toneladas de bauxita;
•    Atualmente já se fabricam tecidos que trazem em sua composição 20% de fios de plástico obtidos das garrafas de refrigerante (cuja origem são as resinas de Polietileno Tereftalato – PET). O plástico convertido em fios, também é utilizado na fabricação de vassouras e escovas.
PORTAL LICITAMAIS

segunda-feira, 25 de junho de 2012

SEGURANÇA EM CONDOMÍNIOS - SECOVI/SP

A segurança exige participação de todos


Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, analisa as consequências dos arrastões em condomínios na vida dos moradores de edfícios residenciais 
20/06/2012


A imprensa costuma dar bastante destaque aos chamados arrastões em condomínios, modalidade de assalto em que uma quadrilha invade um edifício, domina a portaria, transforma condôminos em reféns e assalta uma ou mais unidades.
Traumático principalmente por se tratar de uma agressão a algo muito sagrado – o lar – e por abalar a sensação de “estar a salvo” que em geral acalenta os moradores de prédios, em especial daqueles de padrão elevado, o arrastão é uma forma de violência que deve ser evitada a todo custo.
E a quem cabe realizar essa prevenção? Nas mãos da Polícia Militar, com certeza, está a importante função de atuar preventivamente. Mas não se pode sonhar com um carro de polícia postado 24 horas nas imediações do condomínio. Daí a imensa importância de todos os moradores e funcionários se conscientizarem de seus respectivos papéis na manutenção da segurança.
Em primeiro lugar, o síndico não pode relaxar na aquisição e na fiscalização dos dispositivos de vigilância. O chamado “botão de pânico” é um grande aliado do porteiro que, ao deparar com uma situação de perigo, pode acioná-lo em busca de socorro imediato. As câmeras devem ser mantidas em pleno funcionamento, com arquivos remotos para preservar a filmagem. Ter microcâmeras estrategicamente colocadas em pontos que possam captar closes dos rostos de eventuais invasores que estejam usando chapéu ou boné é útil, principalmente para facilitar um posterior trabalho da polícia. Ser criterioso na contratação de funcionários e treiná-los adequadamente também é fundamental.
Porteiros e outros trabalhadores do condomínio têm, por sua vez, um trabalho importantíssimo: além de se manterem alertas a quaisquer ameaças, eles precisam ter firmeza no cumprimento das normas de segurança e não podem se intimidar com o tom autoritário de visitantes que, alegando algum tipo de superioridade, se recusam a esperar, a se identificar, a apresentar documentos etc. Normas devem ser rigorosamente cumpridas, em benefício da segurança. Neste caso, as exceções são brechas para que o pior aconteça.
Por fim, os moradores devem entender claramente que são copartícipes na manutenção da segurança. Se existe, por exemplo, uma regra segundo a qual eles devem baixar o vidro na entrada da garagem para que o porteiro identifique seus rostos, todos devem acatar esta orientação. Ou, por causa de um ou outro que insiste em violar uma norma tão simples, assaltantes podem se valer de carros clonados (sim, isso existe!) e adentrar o condomínio com a maior tranquilidade do mundo.
Os condomínios ainda são a melhor e mais segura opção de morar. Porém, as chances de tudo dar certo são muito maiores quando todos os envolvidos unem suas forças e agem em harmonia.
Claudio Bernardes é presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação)

sábado, 23 de junho de 2012

RIO + 20 SOBRE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

Veja um resumo da declaração final da Rio+20


Documento foi submetido, nesta sexta-feira, à ratificação dos chefes de Estado presentes na conferência


A declaração final da Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), submetida nesta sexta-feira à ratificação de chefes de Estado e de governo das Nações Unidas, é um texto de 53 páginas, com boas intenções e o lançamento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.

O texto reafirma os princípios processados durante conferências e cúpulas anteriores e insiste na necessidade "de acelerar os esforços" para empregar os compromissos anteriores, homenageando as comunidades locais, que "fizeram esforços e progressos".

- "Políticas de economia verde" (3 páginas e meia do texto): "Uma das ferramentas importantes" para avançar rumo ao desenvolvimento sustentável. Elas não devem "impor regras rígidas", mas "respeitar a soberania nacional de cada país", sem constituir "um meio de discriminação", nem "uma restrição disfarçada ao comércio internacional". Eles devem, também, "contribuir para diminuir as diferenças tecnológicas entre países desenvolvidos e em desenvolvimento". "Cada país pode escolher uma abordagem apropriada".

- Governança mundial do desenvolvimento sustentável: o texto decide "reforçar o quadro institucional". A comissão de desenvolvimento sustentável, totalmente ineficaz, é substituída por um "fórum intergovernamental de alto nível". O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) terá seu papel reforçado e valorizado como "autoridade global e na liderança da questão ambiental", com os recursos "assegurados" (os depósitos atualmente são voluntários) e uma representação de todos os membros das Nações Unidas (apenas 58 participam atualmente).

- "Quadro de ação": em 25 páginas, correspondentes à metade do documento, o texto propõe setores onde haja "novas oportunidades" e onde a ação seja "urgente", notavelmente devido ao fato de as conferências anteriores terem registrado resultados insuficientes.

Os 25 temas particularmente abordados incluem erradicação da pobreza, segurança alimentar, água, energia, saúde, emprego, oceanos, mudanças climáticas, consumo e produção sustentáveis.

- Objetivos de desenvolvimento sustentável: nos moldes dos Objetivos do Milênio para o desenvolvimento, cujo prazo para cumprimento se encerra em 2015, a cúpula insiste na importância de se estabelecer os ODS (Objetivos do desenvolvimento sustentável) "em número limitado, conciso e voltado à ação", aplicáveis a todos os países, mas levando em conta as "circunstâncias nacionais particulares". Um grupo de trabalho de 30 pessoas será criado até a próxima Assembleia Geral da ONU, em setembro, e deverá apresentar suas propostas em 2013 para cumprimento a partir de 2015.

- Os meios de realização do desenvolvimento sustentável: "é extremamente importante reforçar o apoio financeiro de todas as origens, em particular para os países em desenvolvimento". "Os novos parceiros e fontes novas de financiamento podem desempenhar um papel". A declaração insiste na "conjugação de assistência ao desenvolvimento com o investimento privado".

O texto insiste, também, na necessidade de transferência de tecnologia para os países em desenvolvimento e sobre o "reforço de capacidades" (formação, cooperação, etc).

TRABALHO SEGURO - CIPA SEGURANÇA

quinta-feira, 21 de junho de 2012

GESTÃO DE RISCOS OPERACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES

GESTÃO DE RISCO OPERACIONAL NAS ORGANIZAÇÕES

MARCOS ASSI
Interessante que sempre que falamos de Risco Operacional nos deparamos com a ausência de cultura sobre o assunto, conceitos e ferramentas de gestão deveriam ser melhor avaliadas. Mas quando somos obrigados a implementar conforme determinações dos órgãos reguladores, fica mais complicado ainda, afinal a legislação abrange todos as instituições/organizações sob a lei, e na maioria das vezes não temos estrutura para atender a demanda. Entretanto devemos fazer acontecer, mas será que estamos preparados? Gestão de riscos e controles internos demandam do conhecimento do negócio, e na busca pelos resultados com o minimo de perda. Então devemos evidenciar entre os eventos que causam perdas financeiras e operacionais as seguintes possibilidades:
  • fraudes internas;
  • fraudes externas;
  • demandas trabalhistas e segurança deficiente do local de trabalho;
  • práticas inadequadas relativas a clientes, produtos  e serviços;
  • danos  a  ativos  físicos  próprios  ou  em  uso  pela instituição/organização;
  • aqueles que acarretem a interrupção das atividades  da instituição/organização;
  • falhas em sistemas de tecnologia da informação;
  • falhas  na  execução e  cumprimento  de  prazos;   e
  • gerenciamento das atividades na instituição/organização.
Por esse motivo enfatizamos que a estrutura de gerenciamento do risco operacional é muito importante e deve prever no mínimo a:
  • identificação,  avaliação, monitoramento,  controle  e mitigação do risco operacional;
  • documentação e armazenamento de informações referentes às perdas associadas ao risco operacional;
  • elaboração,  com  periodicidade  mínima  anual,   de relatórios  que  permitam a identificação e correção  tempestiva  das deficiências de controle e de gerenciamento do risco operacional;
  • realização, com periodicidade mínima anual, de testes de   avaliação  dos  sistemas  de  controle  de  riscos  operacionais implementados;
  • elaboração e disseminação da política de gerenciamento de  risco   operacional ao pessoal da instituição/organização, em  seus  diversos níveis,  estabelecendo papéis  e responsabilidades, bem  como  as  dos prestadores de serviços terceirizados;
  • existência  de  plano  de  contingência  contendo  as estratégias a serem adotadas para assegurar condições de continuidade das  atividades  e  para limitar graves perdas decorrentes  de  risco operacional;
  • implementação, manutenção e divulgação  de  processo estruturado de comunicação e informação.
Mas como podemos fazer isso com custos reduzidos, deficiências de sistemas, processos e pessoas? Será com a implementação de um sistema único e integrado facilitaria o processo? Quem não sonha com um processo desta forma? Será que conseguimos ver a empresa desta forma, conforme gráfico abaixo?
Mas nem sempre podemos montar nossos projetos assim.  Nem tanto pelo profissional de riscos, mas pela ausência de cultura de gestores e em alguns casos da alta administração. Pois, os princípios da boa gestão de riscos operacionais necessitam de muita ação, cultura, conhecimento do negócio, controles que funcionam, investimentos, profissionais qualificados e ferramentas que auxiliem a gestão.
Como sempre temos problemas na apresentação de nossas analises de riscos podemos utilizar de um mapa de pontos de risco para uma determinada auto-avaliação, onde detalhamento aos riscos individuais é suportado pela organização, afinal a apetite de riscos é de responsabilidade de quem administra o negócio.  Isso sempre facilita a apresentação e entendimento das necessidades.
Então fica aqui uma pergunta que não quer calar, até quando vamos fazer de conta que estamos realizando uma gestão de riscos com resultados e ações de correção dos processos na busca pela eficiência, eficácia e retornos financeiros para as organizações? 


FONTE WWW.QUALIDADEBRASIL.COM.BR 

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE RISCOS

Setor de energia elétrica adere à gestão de ativos para otimizar a operação


21/06/2012 - 13:15:47

A International Copper Association (ICA), representada no Brasil pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), elaborou um estudo para diagnosticar o status atual da gestão de ativos e suas perspectivas na América Latina. A pesquisa foi realizada em 2011 e consultou oito empresas de geração de energia, nove de transmissão, 13 empresas de distribuição, seis agências reguladoras e quatro empresas de tecnologia da informação de seis países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. A amostra representa 56% do consumo e 70% da capacidade instalada na América Latina.

Entre as soluções atuais para melhoria da operação do setor elétrico, a gestão integrada de ativos destaca-se por atender a todos os segmentos: para os clientes é a forma de obter uma energia de qualidade por um preço justo, para os órgãos reguladores é a garantia de que a empresa está investindo corretamente e sem desperdícios na melhoria de seu desempenho, e para os acionistas é a certeza de que seus ativos são operados e mantidos de acordo com os objetivos estratégicos.
- O Brasil e o Peru apresentam avanços significativos para uma gestão eficiente de ativos, mas ainda estão aquém dos primeiros no ranking mundial, como Inglaterra, Canadá e EUA - comenta a engenheira Marisa Zampolli, consultora da ICA e responsável pelo estudo.
Ainda segundo ela. "Empresas brasileiras que já praticam muitos conceitos de gerenciamento de ativos constataram os benefícios como a melhoria dos indicadores operativos, melhor rentabilidade e otimização de custos".
Segundo Marisa, há uma grande diferença entre os estágios de processos de gerenciamento de ativos nos seis países consultados comparados aos padrões internacionais. Entre as empresas entrevistadas, nenhuma havia implantado o sistema de gestão de ativos em sua totalidade e apenas 16% delas estão em fase de preparação para atender aos requisitos e buscar a certificação internacional na PAS-55 - única norma existente sobre o assunto, da British Standards Institution. O estudo revela ainda que 41% das empresas entrevistadas já adotaram ou estão em fase de implementação de alguns dos principais conceitos de gerenciamento de ativos.
O estudo destaca que as empresas têm geralmente um entendimento simplificado sobre a gestão de ativos.
- Há falta de conhecimento dos investimentos e custos ao longo do ciclo de vida dos equipamentos críticos e a ausência de uma gestão de risco apropriada, fazendo com que investimentos importantes sejam postergados ou até mesmo ignorados. É preciso uma mudança na cultura empresarial - destaca Marisa.
As análises de riscos, ciclo de vida e análise econômica dos ativos críticos são praticadas por somente 45% das empresas consultadas. A pesquisa mostra que a busca por equipamentos de alta eficiência é uma forte tendência no setor, pois reduz custos de manutenção e interrupção durante o ciclo de vida e maximiza os investimentos iniciais.
- Futuramente, a gestão de ativos do setor elétrico deverá unificar todo o planejamento de investimentos, operação e manutenção com as informações contábeis, financeiras, regulatórias e administrativas. Hoje, as empresas de energia elétrica utilizam sistemas distintos para cada processo. O desafio é que os sistemas informatizados estejam integrados para que as decisões da gestão de ativos sejam completas e assertivas - conclui Marisa.
O setor de energia na América Latina registra crescimento constante desde a década de 70, com taxa média de 5,9% ao ano. Na região da pesquisa, o Brasil é o maior produtor de eletricidade (36%), seguido por México (21%) e Argentina (9%).


LEGÍTIMA DEFESA

Comerciante é preso por duplo homicídio ao reagir e matar assaltantes na zona sul

Delegado afirma que cabe ao Poder Judiciário analisar se houve legítima defesa

21 de junho de 2012 | 6h 49

Ricardo Valota, do estadão.com.br
SÃO PAULO - Depois de reagir a um assalto em seu estabelecimento na região de Cidade Dutra, em São Paulo, e matar os dois invasores, o comerciante Jefferson Fiúza de Morais, de 28 anos, foi preso em flagrante acusado de duplo homicídio.   De acordo com a polícia, os mortos são Adriano Francisco Santiago, 25, e um adolescente de 17 anos.
Veja também:

A vítima foi feita refém e trancada num cômodo. Quando os dois homens mortos entraram na sala, o comerciante, que pratica tiros, tem porte de arma  e uma pistola legalizada, de acordo com a polícia, sacou a arma de uma mochila. Nesse momento, um dos assaltantes, também armado, atirou.
Segundo o delegado Altamir Galdino, do 98º Distrito Policial, do Jardim Miriam, o comerciante praticamente descarregou boa parte da munição da pistola contra os criminosos, que efetuaram apenas um tiro. Um dos assaltantes foi baleado três vezes; o outro, cinco, segundo Galdino. 
O delegado, ao atuar o comerciante em flagrante por duplo homicídio e mantê-lo preso, afirmou, em boletim de ocorrência, que "quanto à possibilidade de reconhecimento de legítima defesa, submeto à analise do Poder Judiciário", pois não cabe a ele analisar se foi ou não legítima defesa.

CENTRO DE TREINAMENTO TÁTICO - CALENDÁRIO 2012

terça-feira, 19 de junho de 2012

ARTE MARCIAL VING TSUN

EVENTO DE TECNOLOGIA BANCÁRIA FEBRABAN





IBM APRESENTA SOLUÇÕES PARA BANCOS

SOLUÇÕES INTELIGENTES PARA BANCOS

Demandas regulatórias rígidas, novos canais, produtos e clientes mais exigentes têm feito com que bancos procurem por soluções mais avançadas. Levando em consideração este cenário, a IBM apresentará o Banking Industry Framework na CIAB Febraban. A oferta reúne soluções como: cloud computing, mobilidade, privacidade de dados e análise de riscos e gestão de fraudes. No estande serão expostas 27 demos com foco nas principais tendências do mercado financeiro brasileiro.
Em cloud computing haverá a demonstração de como as ferramentas podem prover diferenciais aos bancos, tanto na qualidade do atendimento às demandas dos clientes – com modelos de serviço de valor hospedados em nuvens públicas – quanto na agilidade e redução de custos, com modelos de nuvens privadas. A empresa mostrará como a maior disponibilidade dos sistemas tecnológicos pode ajudar instituições financeiras na entrega de novos serviços e promover experiências de interação.
Nas áreas de mobilidade e atendimento ao cliente, as soluções prometem plataformas para processos ágeis de negócios, permitindo acesso rápido à informação, controle e visibilidade com segurança e governança, além de ferramentas para criação de modelos de negócios em tablets e smartphones, ideais para o gerenciamento destes dispositivos. “Os produtos mostram como extrair benefícios e insights de fontes de dados não estruturados para que o banco possa lançar campanhas eficientes por meio da segmentação de clientes”, explica Carlos Franchi Junior, diretor do setor de Serviços Financeiros da IBM Brasil Franchi.
Para segurança da informação haverá uma apresentação de soluções para proteger as operações de armazenamento e utilização de dados. Também serão expostas tecnologias para análise de riscos e gestão de fraudes, com foco em prover agilidade ao processo de aferição, tomada de decisão, detecção e análise de fraudes.
Palestrantes

Entre quinta (21) e sexta-feira (22), cinco profissionais da IBM debaterão temas relevantes para o mercado financeiro. Na quinta, Kátia Vaskys, diretora de Business Analytics da IBM Brasil, apresentará o painel “Plataforma Analítica para Redes Sociais” uma análise sobre como a quantidade de dados gerados por essas plataformas podem impulsionar transformações sociais. O especialista em crise e gestão da mudança, Dan Cohen, falará sobre "O banco na era conectada".


O tema segurança da informação será debatido no mesmo dia por Kris Lovejoy, VP de riscos de TI e responsável pela gestão de riscos, políticas e compliance na líder global.
Na sexta-feira, os temas inovação na indústria de TI para os bancos estará em debate pelo VP de vendas da IBM para indústrias, Fábio Pessoa e também haverá uma apresentação sobre desenvolvimento ágil, conduzida por Pedro Britto, gerente da Brand Rational na IBM Brasil.
PORTAL IPNEWS

GR AUXILIA NA REDUÇÃO DO ROUBO DE CARGAS NO BRASIL

Responsáveis pelo transporte de 60% das cargas do país, as rodovias são frequentemente alvo de quadrilhas de roubos e furtos de mercadorias. Diante desse cenário, os transportadores têm utilizado vários meios para burlar os receptadores de cargas nas estradas. Uma medida que tem surtido bastante efeito é o gerenciamento de risco, que, com medidas preventivas, agrega valor à logística, maximiza a segurança da carga transportada, antecipando medidas de segurança para detectar e prevenir riscos nas operações de transporte de produtos.
 
Cyro Buonavoglia, presidente da Gristec explica que o gerenciamento inicia-se no momento em que se contrata o frete, passa pela seleção do colaborador e só termina com a entrega da carga no destino certo.
 
Atualmente o mercado oferece vários mecanismos de segurança disponíveis para reduzir as ações criminosas, entre eles o monitoramento 24 horas e em tempo real das cargas; o programa de prevenção de ocorrência de acidentes veiculares, qualificação técnica e comportamental dos motoristas, orientação sobre itens relacionados à saúde e o check list veicular; a escolta 24 horas, que visa maximizar a segurança da carga; o apoio logístico que permite a visualização dos veículos, troca de mensagens e envio de comandos que possibilitam a tomada de medidas preventivas ou corretivas a partir da central de monitoramento; análise do perfil e consultas sobre motoristas carreteiros.

Portal SEGS

quinta-feira, 14 de junho de 2012

FRAUDES BANCÁRIAS AUMENTAM NO BRASIL

CRIMES VIRTUAIS

Fraude bancária pela internet aumenta no Brasil


Na medida em que cresce o acesso aos serviços bancários e ao cartão de crédito no Brasil e se aprimoram as facilidades pela internet para se utilizar bancos, aumentam também os crimes de fraudes bancárias. Reportagem da Agência Globo avalia que, de acordo com estimativas recentes da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as perdas com fraudes do tipo, por meio eletrônico, chegaram a R$ 685 milhões em 2011.
Os números indicam um crescimento de 36% se comparado com o período do ano aterior. Não foram contabilizados danos com a clonagem física de cartões de crédito ou de débito, apenas crimes ocorridos em ambiente online. Ainda segundo a Febraban, as transações de internet bankingcresceram 20% em relação 2011. Foram 54 milhões de clientes que acessaram suas contas pela internet, 92% mais do que os 28 milhões que usavam esse tipo de serviço há quase dez anos.
Jorge Krug, que participa do comitê de prevenção e segurança da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), explicou Agência Globo à que a chegada, no mercado, de clientes pouco familiarizados com os sistemas de compra on-line e de comércio eletrônico facilita a ação dos cibercriminosos. A utilizaçãode dispositivos móveis, como tablets e smartphones, para transações bancárias também seria uma das causas para o aumento nas fraudes.
“O Brasil é um dos países no mundo onde pouquíssimas instituições concentram mais de 80% da população bancarizada. Se você atacar três ou quatro grandes bancos, consegue atingir grande parte do país. Isso atrai criminosos de outros países”, explicou Fernando Belfort, analista sênior da consultoria Frost & Sullivan.
A falta de uma legislação específica para tipificar crimes em ambiente eletrônico também foi apontada como um dos motivos para o crescimento de fraudes nesse campo. O especialista em direito digital Rony Vainzof, sócio do Ópice Blum Advogados, que também falou à Agência Globo lembra que fraudes na internet podem ser enquadradas em pelo menos três tipos de crime: interceptação de dados, falsidade ideológica e estelionato.
Revista Consultor Jurídico, 10 de junho de 2012

RIO + 20 TECNOLOGIA POR TRÁS DA CONFERÊNCIA

Rio+20 testa infraestrutura tecnológica de ponta para grandes eventos no país

12/06/2012 - 16h38
Thaís Leitão
Repórter da Agência Brasil

Rio de Janeiro - A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que começa amanhã (13) no Rio de Janeiro, contará com uma estrutura tecnológica de ponta. Entre os recursos disponíveis estão terminais de autoatendimento espalhados pela cidade, painéis de transmissão em tempo real para os locais que recebem a programação do evento e monitoramento reforçado da rede e do portal multimídia.
De acordo com o diretor de operação do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), Wilton Mota, a experiência para desenvolver e implementar esse projeto servirá como laboratório para os grandes eventos que o Brasil vai sediar nos próximos anos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. O Serpro é a empresa de tecnologia da informação do governo federal, responsável pela consultoria da tecnologia empregada na Rio+20.
“Esse evento vem sendo pensado desde a infraestrutura básica até a segurança da informação, que precisa ser maior pela presença de diversos chefes de Estado e de governo. Então, é como se estivéssemos dando o primeiro passo para os próximos grandes eventos e esse é o maior ganho de toda a mobilização, que conta com a integração entre vários órgãos, como o Ministério da Defesa, das Relações Exteriores, da Polícia Federal e Receita Federal”.
Mota enfatizou que a Rio+20 contará com conexão entre o Riocentro, onde os chefes de Estado e de governo se reunirão, e cerca de 2,5 mil computadores, entre desktops e notebooks para uso das delegações internacionais, membros das Nações Unidas e do governo brasileiro.
A estrutura montada também prevê acesso sem fio à internet aos participantes da conferência, estimados em 50 mil participantes. Além disso, mais de 160 totens de autoatendimento estarão disponíveis em hotéis, aeroportos e no Riocentro, com informações turísticas e de transporte público e a agenda completa da conferência.
O projeto também visa a garantir conectividade aos participantes da Cúpula dos Povos. Dois telecentros foram montados no Aterro do Flamengo, e na Biblioteca Parque de Manguinhos, com 20 computadores em cada um deles, para apoiar a programação do evento especificamente nas atividades de mídias livres, nas reuniões dos povos de terreiro e nos encontros sobre a América Latina e a África.
Para evitar incidentes graves, estão em funcionamento duas salas de comando para gerenciamento de risco. "Estamos monitorando 24 horas por dia e prontos para minimizar os impactos decorrentes de falhas, desastres ou indisponibilidades significativas".
Foram investidos na implementação do projeto R$ 3 milhões, sendo parte com verbas federais somadas a um repasse do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), informou Mota.
 

Edição: Rivadavia Severo

RESTAURANTES O ALVO DO MOMENTO

PM vai mapear risco de restaurantes

As medidas fazem parte do Vizinhança Solidária, projeto piloto que será realizado inicialmente no Itaim-Bibi, a partir da semana que vem.

Usando táticas parecidas às adotadas por empresas de segurança patrimonial, a Polícia Militar vai emitir laudos sobre o risco de bares da capital paulista sofrerem arrastões e identificar os que aderirem ao seu novo projeto de segurança com adesivos. As medidas fazem parte do Vizinhança Solidária, projeto piloto que será realizado inicialmente no Itaim-Bibi, na Zona Sul de São Paulo, a partir da semana que vem.
"A polícia vai comparecer aos estabelecimentos e analisar a vulnerabilidade das instalações, da forma de seleção e da contratação de funcionários. Aí, vamos emitir um laudo indicando medidas para redução dos riscos", afirmou o comandante-geral da Polícia Militar, Roberval Ferreira França, após reunião com entidades do ramo dos restaurantes.
A PM afirma também que criará mapas sobre a incidência de crimes, com maior velocidade e precisão do que é feito hoje. Eles devem constar dos computadores de bordo das viaturas.
A escolha do Itaim-Bibi se deu porque o bairro, além de ter grande concentração de restaurantes, se ofereceu por meio de uma entidade de bairro. "O bairro se candidatou meio que compulsoriamente, porque aqui é que está o foco do problema. Por isso, é natural que a ação comece aqui", afirmou Marcelo Motta, da Associação de Amigos do Itaim-Bibi.
Além do projeto no bairro, o governo anunciou a criação de uma comissão formada por policiais e entidades do ramo de restaurantes para discutir medidas de prevenção a arrastões. Inicialmente, as reuniões seriam quinzenais e, depois, mensais, em modelo similar ao que ocorre com os Conselhos Comunitários de Segurança (Consegs).
Representantes de entidades de restaurantes se disseram satisfeitos com as medidas, após reunião com o secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto. "Acredito que agora a população pode voltar tranquilamente a frequentar as nossas casas", afirmou o presidente da Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo (Fhoresp), Nelson de Abreu Pinto.
O presidente da Associação Nacional de Restaurantes, Jun Sakamoto, ressaltou que a prisão dos criminosos se reflete na segurança de todo o setor. "O grupo que foi preso deve ser o mais ativo. Acho que divulgar a prisão deles inibe outros grupos de se formar e atacar restaurantes", disse.
As associações de restaurantes também farão cartilhas com orientações para os empresários diminuírem os riscos de assalto. Os restaurantes têm investido pesado em segurança. Entre as medidas adotadas estão câmeras de visão noturna, botões de pânico e seguranças que atuam disfarçados na frente dos estabelecimentos.
A Polícia Militar prometeu reforçar o efetivo que patrulha áreas de restaurantes apenas em datas especiais. O comandante geral da PM disse que, à noite, aproximadamente 3.500 policiais fazem esse serviço.
Investigação - Segundo o delegado-geral, Marcos Carneiro Lima, 70% dos roubos a restaurantes neste ano já foram esclarecidos. Segundo ele, 11 adultos foram presos e 9 adolescentes, apreendidos. "Quando a polícia dá prioridade a uma área, não é porque está dando atenção para uma parcela de uma classe social que é privilegiada, porque num restaurante de classe a maior parte das pessoas que está lá é de trabalhadores, além do cidadão que tem todo direito de ter sua hora de lazer", disse. 
(Com Agência Estado)