quinta-feira, 28 de junho de 2012

AÇÕES INTEGRADAS DE SEGURANÇA - REVISTA INFRA


Ações integradas de segurançaCombinação entre ambientes seguros, gestão eficaz da área e pessoas comprometidas é indispensável para prevenir riscosPor Érica Marcondes e Guilherme Wieczorek

Há muito tempo a rua deixou de ser o único lugar para a prática de furtos e pequenos delitos. Hoje, os assaltantes estão preferindo aeroportos, shoppings, supermercados e restaurantes. É o que mostram as pesquisas e as matérias jornalísticas (leia mais no box em destaque).

Daí o trabalho importante por parte dos Facility Managers para garantir a integridade das pessoas, dos bens e do patrimônio nos mais de 33.000 condomínios residenciais e comerciais só na Grande São Paulo. Sem falar nos milhares de hospitais, hotéis, shopping centers, parques de diversões, estádios, supermercados, agências bancárias, aeroportos e obras remotas como plataformas, usinas etc. por todo o País. Como atuar, por exemplo, em shows que chegam a atrair até 600.000 pessoas, a exemplo do Rock in Rio?

O desafio é imenso, principalmente porque cada edificação tem a sua peculiaridade assim como a sua cultura organizacional, que deve orientar o plano estratégico de segurança.  Se a principal ação da segurança é evitar uma situação de risco, por onde o gestor deve começar? Quais conceitos ele deve ter em mente? A recomendação do Sindicato da Habitação (Secovi-SP) para que uma edificação alcance uma boa segurança é se apoiar no tripé equipamentos eletrônicos adequados, funcionários treinados e condôminos conscientes.

Ricardo Coelho, diretor do Departamento de Segurança da FIESP
Especialista em Segurança pela Universidad Pontificia Comillas de Madri e diretor do Departamento de Segurança da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Ricardo Franco Coelho concorda com a dica, mas vai além. Para ele, uma parte importante dessa caminhada em direção à boa governança é representada pela busca constante de uma estreita parceria com os colaboradores, sejam eles parte do corpo de empregados da organização, sejam de prestadoras de serviço em caráter permanente, fornecedores ou outros que de alguma forma estejam ligados à cadeia de operações da qual vem o resultado do negócio. A relação empresa-colaborador, neste caso, faz toda a diferença.

“Com muita facilidade essas pessoas observam as práticas organizacionais e concluem sobre o alinhamento ou falta de alinhamento com o que é pregado, dito, difundido. Vivendo em meio às operações, em toda a cadeia de negócios, e convivendo todo o tempo com colegas, supervisores e chefes, nada escapa ao colaborador interno médio comum. Ele sempre sabe se é valorizado conforme o discurso da empresa ou se é mais um na prateleira, se não tem papel relevante, se as suas observações e contribuições representam algum valor ou se é uma espécie de ‘pessoa invisível’ na organização. A semente da insatisfação não é propriamente a realidade, o clima gerencial. É mais o desalinhamento entre discurso e prática, pois isso mexe com expectativas. A empresa cria uma expectativa, o colaborador ajusta seu modelo mental àquela expectativa e ela é frustrada pela realidade, por mais que a empresa insista no discurso. O comprometimento e o vínculo emocional do colaborador com a empresa se reduzem a quase zero, ainda que o desempenho continue. Qual a consequência disso para a segurança da empresa, para a proteção de seus ativos, de suas informações, de sua imagem, para a continuidade de suas operações? Não é difícil concluir”, expõe o especialista. Outra dica importante é que “a expressão boas práticas não significa senão isso: boas práticas e não boas intenções”.

Baseado nisso, é preciso elencar o maior número de informações relevantes acerca do cotidiano empresarial e traçar um plano de segurança vivo, que nada mais é do que dispor de um documento dinâmico e acessível, que evolui constantemente para refletir as mudanças no ambiente, no pessoal, na regulamentação, nas políticas e nos procedimentos. “Se você não está testando o seu plano regularmente para mantê-lo atual e garantir a sua viabilidade, você pode acabar jogando-o fora depois de alguns meses”, alertou Bob Mellinger, presidente da Attainium Corporation, em sua apresentação sobre segurança durante o encontro IFMA World Workplace em outubro do ano passado nos Estados Unidos.

Na ocasião, o executivo compartilhou cinco exercícios que servem como teste para o seu plano, permitindo que você avalie a eficiência. “O objetivo primário do teste é determinar o quanto o seu plano terá sucesso em responder à crise e restaurar um ou mais negócios críticos em um período de tempo determinado”.

1- Orientação: Sessão informal que não inclui simulação. Ela oferece uma discussão sobre papéis e responsabilidades e introduz ou reforça políticas, procedimentos e planos.

2- Treinamento/Ensino: Pense em treinamento contra incêndio. É um teste de apenas uma função. Ele, geralmente, é feito em campo e, muitas vezes, serve como avaliação frequente.

3- Exercício de Mesa: Esse toma a forma de uma discussão de simulação de emergência. É de baixo custo, pouco estresse e não tem limite de tempo. Esse exercício pode ajudar a avaliar os processos e rever alguns problemas com coordenação e responsabilidade.

4- Exercício Funcional: Essa é uma simulação realística que acontece em tempo real e pode ser bem estressante. São feitas entradas através de mensagens ao longo das simulações. Todo o pessoal-chave deve ser envolvido na ordem real de leitura do plano. Este tipo de exercício pode testar uma ou mais situações de emergências ou respostas para as emergências ou até todo o plano.

5- Exercício de Larga Escala: Esse tipo de exercício cobre um cenário de emergência específico usando pessoas e equipamentos reais. Acontece em tempo real e, se feito corretamente, causa altos níveis de estresse. É designado para testar muitas/todas as respostas em situações de emergência.   Mellinger lembra da importância de se testar o plano anualmente. “Mas se você não tem capacidade para testar todo o plano de uma vez, você pode fazê-lo por partes durante esses 12 meses para economizar tempo e dinheiro”.

Onde obter as informações? 
Para o diretor do Departamento de Segurança da FIESP, quanto menos a empresa sabe, mais ela poderá ser surpreendida pelas ações de concorrentes, do mercado, do legislador, de entidades representativas, órgãos reguladores etc.

Mas onde estão as informações críticas? No ambiente de TI somente? “Certamente, não”, ressalta Coelho. “Elas também estão no ambiente convencional: nos sistemas, nos notebooks, nos pendrives, nos smartphones, nas mesas, nos projetos, nos processos, nos cadastros e anotações, nos esboços do planejamento estratégico, nos desenhos e rascunhos, nos cestos de lixo, nos telefonemas, em toda parte. E com quem? Com as pessoas... As mesmas a que nos referimos no início, cujo comprometimento e vínculo emocional serão decisivos, podendo ser a única diferença entre cuidar dessas informações e não se importar que vazem, que escapem das mais variadas formas, inclusive delituosas”.

Infraestrutura segura 
+ uma Dica 

O que fazer antes de contratar uma empresa de segurança?

Em suas reportagens sobre o tema, a INFRA sempre traz algumas dicas referentes à contratação de empresas de segurança. Então, não custa nada reforçar!

1) Certifique-se de que ela está devidamente legalizada e qualificada;
2) Exija a certidão de quitação dos débitos trabalhistas e fiscais;
3) Verifique se há um contrato que define os serviços e equipamentos;
4) Confira a qualidade e procedência dos produtos adquiridos;
5) Visite as instalações da empresa contratada;
6) Conheça os projetos realizados e obtenha referências de clientes;
7) Confirme se o sistema eletrônico é integrado ao plano de segurança;
8) Peça a programação de monitoramento e manutenção;
9) Realize um teste do sistema para ver se funciona bem;
10) Assegure o treinamento de toda a equipe envolvida.

Lembre-se: quem contrata empresa não legalizada, corre o risco de responder criminalmente por responsabilidade solidária, no caso de irregularidade.
Mas, afinal, existem pessoas e bens seguros em um ambiente que não está protegido? Para Coelho, as organizações seguras estão em edificações seguras, possível a partir de ambientes construídos em conformidade com os princípios e diretrizes de segurança e necessidades próprias da empresa. “A parceria entre Arquitetura e Segurança permite integrar conceitos de segurança nos projetos das edificações e ambientes, reduzindo vulnerabilidades, riscos e custos durante toda a sua vida útil”. (Leia mais no artigo “A interface da segurança no projeto arquitetônico - pág. 30)

“Segurança não é custo, não é despesa, não é acessório. Está ligada ao negócio de forma indissociável”, reforça Ricardo Franco Coelho.

O outro item do tripé diz respeito aos equipamentos eletrônicos adequados. Atraídas pelo excelente momento vivido pela economia brasileira, essas tecnologias têm aportado cada vez mais no País. Segundo uma pesquisa divulgada pela Security Industry Association (SAI), o mercado formal de segurança no Brasil deve representar até 2017 um crescimento anual de 20,6% com um faturamento na ordem de R$ 3,7 bilhões; em 2011, foi de R$ 1,2 bilhão.

Para José Danghesi, diretor da ISC Brasil (uma das mais importantes feiras do setor), os números refletem o aumento dos investimentos em projetos de segurança para megaeventos esportivos como a Copa do Mundo de 2014 e Jogos Olímpicos de 2016. “O País já apresenta um novo plano de reestruturação para os modelos de segurança pública e privada, fator que certamente impactará no crescimento deste segmento”, diz.
Luiz Pinheiro, coordenador de Novos Negócios para o Brasil da Ingersoll Rand Security

Com 100 anos de atuação e líder do setor nos Estados Unidos, a Ingersoll Rand Security é uma das companhias que apostam no potencial do Brasil. Ela acaba de aportar por aqui com uma ampla linha de sistemas para controle de acesso e segurança para edifícios comerciais, universidades, hospitais, entre outros. “Isso se deve à ascensão das classes sociais que gera uma preocupação com a segurança em um número maior de pessoas, e também à realização da Copa e das Olimpíadas, eventos internacionais que estão provocando um aumento de volume de negócios na área de segurança eletrônica”, comenta o coordenador de Novos Negócios para o Brasil, o engenheiro Luiz Pinheiro.

Mão de obra capacitada 
Fechando o tripé estão os colaboradores treinados, que irão operar essas ferramentas. Conforme lembrou Michael Ens, diretor da Ultrak Tecnologia de Segurança, em uma das palestras do Congresso promovido durante a Feira Exposec, “o fator humano é determinante para o sucesso de um sistema de segurança”, principalmente quando se fala em segurança eletrônica (CFTV, alarmes para incêndio e perímetro, controle de acesso, ponto eletrônico, sala de segurança), pois há necessidade de pessoas capacitadas e com conhecimento para operar o sistema.

Para Ens, vale a pena olhar para os seguintes aspectos: manutenção dos aparelhos, treinamento e reciclagem dos profissionais, localização apropriada das câmeras de segurança, conhecimento do local por parte dos funcionários (não adianta ver o que está acontecendo, precisa saber identificar e agir de acordo com a localização do problema) e a presença de indicadores de performance (como saber se o sistema funciona se ele não é avaliado?).

E esta é exatamente uma das recomendações dos especialistas e sindicatos do setor na hora de avaliar uma empresa que presta serviços de segurança. Além da parte legal, o parceiro deve estar apto a oferecer uma estrutura profissional que seja capaz de antever os problemas, o que irá minimizar os riscos. “As pessoas têm que entender o importante papel que desempenham na empresa, como forma de possibilitar uma boa performance do sistema de segurança”, lembra Wendel Correia, Security Manager Brazil da IBM. Ter um modelo de gestão 360 graus pode ser uma boa vantagem. Mas o que isso significa? O envolvimento de todos.

O novo alvo dos assaltantes

Facility Managers de shopping centers e supermercados têm tido um motivo a mais para redobrar a segurança nessas instalações. Afinal, o número de ocorrências aumentou e não é raro esses empreendimentos serem destaque na mídia.
Segundo levantamento da Secretaria de Segurança Pública, só em janeiro, 400 estabelecimentos foram furtados e 194 roubados – um aumento de 41,84% em comparação com o ano passado.

Na primeira quinzena de maio, uma joalheria foi assaltada dentro de um shopping no centro de Brasília. Aqui em São Paulo, dados da polícia apontam que o novo alvo das quadrilhas de sequestros relâmpagos são as garagens de shoppings e mercados, conforme mostrou uma matéria do jornal O Estado de S. Paulo. Dos 41 sequestros relâmpagos registrados na região de Santo Amaro, 38 foram em estacionamentos de centros comerciais. Atento ao aumento de casos, o MorumbiShopping informou que vem intensificando os cuidados e adequando procedimentos.

Paralelamente, os shoppings também têm orientado a segurança a convidar quem fica esperando alguém sozinho dentro do carro a aguardar fora do veículo, em lugar movimentado. Tudo para minimizar os riscos. Fica a dica.
Quem tem vivido essa experiência com sucesso é a Confederal Rio, empresa de vigilância patrimonial acostumada a atender shopping centers, condomínios, bancos, indústrias e hospitais. Uma das poucas do ramo a trabalhar com indicadores de performance, ela promoveu recentemente um Encontro sobre Planejamento Estratégico que reuniu em um hotel de Angra dos Reis (RJ) 15 colaboradores que representaram todos os departamentos da companhia. Houve uma sessão de brainstorm, em que todos os gestores opinaram sobre o plano de ação de cada departamento.

Replicadas para as respectivas áreas até o operacional (com acompanhamento mensal dessa evolução), essas ações serão usadas para que as equipes se concentrem “no que importa, no que dá resultado”, conta a superintendente Administrativa Veronica Fontanetti. “A equipe precisa se sentir parte integrante da máquina, participando das decisões mais simples até as mais estratégicas”. Com a ajuda de um sistema integrado de gestão, em implantação, a empresa espera se tornar ainda mais dinâmica e assertiva, com processos mais ágeis e controles mais efetivos.

Com base em todos esses aspectos, é possível concluir que somente a combinação entre ambientes seguros, gestão eficaz da área e pessoas comprometidas será capaz de prevenir riscos, fazendo com que a segurança cumpra o seu papel.

CLIQUE AQUI para conferir a Vitrine de Segurança.


ARTIGO
A interface da segurança no projeto arquitetônico

Por que as empresas ou indústrias são alvos de bandidos? E por que agora os condomínios também são invadidos? 
Esse artigo busca refletir sobre essas situações-problema e apresentar conceitos de prevenção de crimes que deveriam ser aplicados na arquitetura e construção desses empreendimentos.

Isso porque, aplicar isoladamente ou sem um plano de segurança clausuras, blindagem, equipamentos eletrônicos (alarmes, CFTV, controle de acesso, portas com detector de metal, etc.) e serviços de vigilância ou portaria não mais garante uma tranquilidade e uma segurança eficaz. E isso é notório nas mídias, quando vemos:

• Bancos sendo invadidos por quadrilhas que chegam a utilizar marretas para retirar os caixas eletrônicos;
• Invasões e arrastões em condomínios;
• Rendições de porteiros/vigilantes em indústrias e roubo do estoque ou de carretas lotadas com os bens subtraídos.

As questões acima são rotineiras porque a cultura dos brasileiros é reativa. Geralmente, “fecham as portas depois do arrombamento”, ou seja, só tratam do assunto segurança depois de terem sido alvos de algum delito – muitas vezes por acreditar que isso nunca aconteceria com eles. Essa cultura gera ainda, por consequência, algumas leis também reativas. Além disso, alguns segmentos se limitam a cumprir exatamente o que está estabelecido em lei, deixando diversas falhas e oportunidades para os criminosos.

De um modo geral, no Brasil a segurança é enxergada como custo e não como um meio de proteger a vida, um bem de valor incalculável. Ou, no mundo empresarial, de proteger a imagem corporativa ou sua marca. Por essa cultura reativa é que são tomadas providências somente após ocorrer um assalto ou um arrombamento. E o pior, às vezes nada é feito, quando falamos de se cumprir apenas uma legislação ultrapassada.

Mas só a segurança aplicada na arquitetura é suficiente? Claro que não. É preciso ainda complementar com as demais técnicas de segurança empresarial e patrimonial, iniciando-se por um criterioso Diagnóstico de Segurança e uma Análise de Riscos, antes do anteprojeto.
É preciso discutir os problemas das construções da arquitetura nos dias de hoje. Afinal, o que está acontecendo? Na verdade, a questão da segurança durante o desenho de um projeto (Plano Diretor ou Estudo de Massa Preliminar) costuma ser mal planejada em termos de segurança física, posicionamento dos equipamentos eletrônicos e sua infraestrutura, quase sempre inadequada.

Alguns empreendimentos até tentam e se arriscam a elaborar melhor a questão nas reuniões internas. Mas a solução definida costuma ser incompleta e baseada, unicamente, no uso de equipamentos eletrônicos e de alguns itens de segurança física. E o mais importante: sem um plano de segurança com um nível adequado para aumentar a prevenção e dar resposta efetiva a cada tipo de ocorrência.

Esse ponto crucial marca a diferença de compreensão do problema no Brasil em comparação com países como os Estados Unidos, por exemplo. Lá, a segurança e a prevenção são encaradas como itens de qualidade de vida. E no mundo corporativo, de prevenção de perdas. Por isso nos EUA o investimento em segurança não é considerado apenas como custo, mas como investimento que chegará a dar lucro, reduzindo-se as possibilidades de concretização dos riscos.

Diferente do que comumente se pensa no Brasil, a interface da segurança no projeto arquitetônico de um empreendimento é um fator básico sobre o qual se assentam outros recursos. Iluminação, visibilidade, portas, fechaduras, vidros e guaritas blindadas, portões, clausuras, perímetros – todos esses itens compõem a segurança física, entre outros. Mas alguns itens de segurança física podem ser burlados pela ação planejada de uma quadrilha. É muito importante saber que não é a segurança física que vai dar cabo dessa questão sozinha. O papel da segurança física é retardar a ação criminosa, dificultando e prevenindo. Por isso a importância de um desenho de segurança devidamente planejado, integrado com outras medidas preventivas para dar tempo de resposta aos riscos.

Isso evidencia a importância das barreiras combinadas em profundidade para retardar a ação criminosa em vários pontos do empreendimento. Cada barreira instalada aumenta o tempo de resposta de quem quer transpor todo o conjunto.

Para transpor uma barreira, os criminosos têm que ter o tempo a favor deles e as ferramentas adequadas. Por isso, o profissional de segurança faz um estudo do desenho arquitetônico, para estabelecer o maior número de barreiras e demais técnicas de segurança física e de prevenção de crimes, atentando até para o tipo de material de construção.

Depois é preciso integrar a segurança eletrônica, que é a tecnologia para detectar (e antecipar) os eventos, como ferramenta de apoio à equipe de vigilância local (ou externa – remota) com adequados procedimentos de resposta. Não bastam todos esses aparatos se não houver uma equipe competente e treinada que saiba lidar com os equipamentos e situações de emergência e uma integração com os órgãos públicos. Isso permite a finalização da resposta imediata aos problemas de segurança.

A interface da segurança na arquitetura e construção vai desde a análise do desenho, dos materiais, qualidade das portas, paredes, janelas, vidros, corredores, paisagismo, iluminação, layout de acessos de pedestres e veículos, layout interno, guarita ou cabine blindada, posicionamento de homens etc., até a tecnologia empregada e os procedimentos do cotidiano do empreendimento. Para atingir excelentes resultados é fundamental que seja elaborado um Plano Diretor de Segurança por um especialista com esse know- how e domínio das técnicas.








David Fernandes da Silva
, CPP – Certified Protection Professional, autor do livro “Segurança em Arquitetura e Construção – Construindo empreendimentos mais seguros”FONTE REVISTA INFRA / EDITORA TALEN

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