quinta-feira, 21 de junho de 2012

A IMPORTÂNCIA DA GESTÃO DE RISCOS

Setor de energia elétrica adere à gestão de ativos para otimizar a operação


21/06/2012 - 13:15:47

A International Copper Association (ICA), representada no Brasil pelo Instituto Brasileiro do Cobre (Procobre), elaborou um estudo para diagnosticar o status atual da gestão de ativos e suas perspectivas na América Latina. A pesquisa foi realizada em 2011 e consultou oito empresas de geração de energia, nove de transmissão, 13 empresas de distribuição, seis agências reguladoras e quatro empresas de tecnologia da informação de seis países - Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, México e Peru. A amostra representa 56% do consumo e 70% da capacidade instalada na América Latina.

Entre as soluções atuais para melhoria da operação do setor elétrico, a gestão integrada de ativos destaca-se por atender a todos os segmentos: para os clientes é a forma de obter uma energia de qualidade por um preço justo, para os órgãos reguladores é a garantia de que a empresa está investindo corretamente e sem desperdícios na melhoria de seu desempenho, e para os acionistas é a certeza de que seus ativos são operados e mantidos de acordo com os objetivos estratégicos.
- O Brasil e o Peru apresentam avanços significativos para uma gestão eficiente de ativos, mas ainda estão aquém dos primeiros no ranking mundial, como Inglaterra, Canadá e EUA - comenta a engenheira Marisa Zampolli, consultora da ICA e responsável pelo estudo.
Ainda segundo ela. "Empresas brasileiras que já praticam muitos conceitos de gerenciamento de ativos constataram os benefícios como a melhoria dos indicadores operativos, melhor rentabilidade e otimização de custos".
Segundo Marisa, há uma grande diferença entre os estágios de processos de gerenciamento de ativos nos seis países consultados comparados aos padrões internacionais. Entre as empresas entrevistadas, nenhuma havia implantado o sistema de gestão de ativos em sua totalidade e apenas 16% delas estão em fase de preparação para atender aos requisitos e buscar a certificação internacional na PAS-55 - única norma existente sobre o assunto, da British Standards Institution. O estudo revela ainda que 41% das empresas entrevistadas já adotaram ou estão em fase de implementação de alguns dos principais conceitos de gerenciamento de ativos.
O estudo destaca que as empresas têm geralmente um entendimento simplificado sobre a gestão de ativos.
- Há falta de conhecimento dos investimentos e custos ao longo do ciclo de vida dos equipamentos críticos e a ausência de uma gestão de risco apropriada, fazendo com que investimentos importantes sejam postergados ou até mesmo ignorados. É preciso uma mudança na cultura empresarial - destaca Marisa.
As análises de riscos, ciclo de vida e análise econômica dos ativos críticos são praticadas por somente 45% das empresas consultadas. A pesquisa mostra que a busca por equipamentos de alta eficiência é uma forte tendência no setor, pois reduz custos de manutenção e interrupção durante o ciclo de vida e maximiza os investimentos iniciais.
- Futuramente, a gestão de ativos do setor elétrico deverá unificar todo o planejamento de investimentos, operação e manutenção com as informações contábeis, financeiras, regulatórias e administrativas. Hoje, as empresas de energia elétrica utilizam sistemas distintos para cada processo. O desafio é que os sistemas informatizados estejam integrados para que as decisões da gestão de ativos sejam completas e assertivas - conclui Marisa.
O setor de energia na América Latina registra crescimento constante desde a década de 70, com taxa média de 5,9% ao ano. Na região da pesquisa, o Brasil é o maior produtor de eletricidade (36%), seguido por México (21%) e Argentina (9%).


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