quinta-feira, 28 de junho de 2012

RECICLAGEM EM CONDOMÍNIOS - REDAÇÃO LICITAMAIS

Guia para reciclagem em condomínios

imageDa Redação do LicitaMais: Com o aquecimento global, entraram em voga as diferentes formas de “salvar” o planeta, e a reciclagem é uma das formas mais eficientes (e fáceis) de se fazer isso. Por meio dela (e dos outros "erres", de reutilizar e reduzir), os recursos naturais são menos utilizados, garantindo às gerações futuras o acesso a eles.

Nos condomínios de todo o Brasil, a prática da coleta seletiva tem se tornado cada vez mais frequente, graças à maior conscientização das pessoas.

Segundo o IBGE, há três anos existiam cerca de 120 mil condomínios no Brasil. Com o recente crescimento imobiliário, esse número aumentou consideravelmente e isso deve impulsionar a reciclagem nacional - que ainda engatinha, já que apenas 5% do lixo produzido diariamente é reciclado.

“Cerca de 70% dos nossos clientes têm implantada a coleta seletiva em seus condomínios”, afirma Claudia Oliveira, gerente de Relacionamento da WA Administradora de Condomínios.

Por outro lado, quantidade não é qualidade. A prática ainda enfrenta a falta de conscientização de parte dos moradores, seja pela recusa da reciclagem, ou pela seleção errada dos materiais, que devem ser divididos em metal, plástico, vidro e papel.

A quantidade coletada é repassada para cooperativas e empresas especializadas na reutilização, que fabricam itens como roupas, objetos artesanais, cadernos e agendas.

Crianças são mais conscientes
Na hora de dar o exemplo, os papeis se invertem. As crianças, que têm contato com a reciclagem na escola e na mídia, são muito mais ativas do que os adultos. “Temos projetos como o síndico-mirim, que são os maiores incentivadores da reciclagem nos condomínios. As crianças ajudam muito mais do que os adultos”, conta Claudia.

Os pequenos também precisam ser supervisionados pelos porteiros e zeladores, já que muitas vezes colocam, literalmente, a mão na massa na hora de reciclar, o que gera riscos.

De qualquer modo, para que a reciclagem entre de vez na rotina dos brasileiros, ainda falta muito trabalho. Apenas quando a reciclagem estiver presente (e sendo executada corretamente) em 100% dos condomínios, é que a conquista pode ser comemorada. As pessoas estão no caminho certo, e todos serão beneficiados com as melhorias.

Guia para implantação
Para orientar melhor a implantação da coleta seletiva em condomínios, a engenheira Flávia Guimarães Orofino organizou um guia com dicas para se iniciar a prática. A redação do LicitaMais selecionou alguns itens para orientar os leitores.

1ª Etapa - definição da equipe

Organizar um grupo para elaborar, implantar e dar continuidade ao projeto. O ideal é formar uma equipe, para que apenas uma pessoa não seja sobrecarregada. A participação de crianças na comissão de implantação tem mostrado excelentes resultados na adesão da comunidade envolvida (ex.: "síndico mirim").

2ª Etapa – elaboração do projeto

No planejamento deve constar toda a estrutura que será necessária para uma coleta eficiente. Nele deve constar a estrutura física, com a compra de latões coloridos e o local de armazenamento; a quantidade de latões a serem comprados, levando-se em conta o volume de material coletado; os tipos de lixo que são produzidos (por exemplo: se há mais plástico do que vidro); o meio de transporte do material (se a prefeitura busca, ou se é necessário levar às cooperativas especializadas), e as datas em que ele ocorre.

É importante também criar um planejamento de comunicação, informar os demais condôminos tanto da implantação do projeto quanto o andamento da coleta seletiva. Quanto melhor a divulgação de dados, mais motivados os moradores ficarão para continuar separando os materiais.

Há também a opção de venda dos materiais separados. Para isso, deverá ser feito um contato com possíveis compradores, sucateiros ou empresas especializadas, para acertar itens como preço, tipos de materiais e transporte.

3ª Etapa – implantação

Colocar em prática o que se planejou não é tão fácil quanto parece. É quando surgem os problemas, as dúvidas e as divergências. Manter um canal com os demais condôminos é imprescindível, assim como seguir à risca o planejamento.

A comunicação deve ser feita de duas maneiras: oral e escrita. A oral baseia-se nas conversas do dia a dia, elevadores e reuniões de condomínios. A escrita é feita por meio de cartazes, boletins mensais e mensagens nos murais e elevadores. O importante é ter uma boa divulgação, para que a coleta se torne parte da rotina do condomínio.

4ª Etapa – escoamento

Saber para onde o material coletado será enviado é muito importante. Isto porque, se ele for para aterros comuns, todo o trabalho de separação será perdido. Portanto, deve ser feito um acompanhamento do destino dos materiais junto às entidades coletoras.

Curiosidades sobre reciclagem
•    Para fabricar 1 tonelada de papel reciclado são usados 2.000 litros de água. Para produzir a mesma quantidade a partir da madeira gastam-se 100.000 litros;
•    1 tonelada de papel reciclado evita o corte de até 20 árvores;
•    Para se fabricar 1 kg de vidro (equivalente a três garrafas de litro) é necessária a extração de 1,3 kg de areia de dunas e rios;
•    Com 1 kg de vidro quebrado se faz exatamente 1 kg de vidro novo;
•    A energia economizada com a reciclagem de uma única latinha de alumínio é suficiente para manter uma televisão ligada por três horas;
•    Cada tonelada de alumínio reciclado economiza a extração de 5 toneladas de bauxita;
•    Atualmente já se fabricam tecidos que trazem em sua composição 20% de fios de plástico obtidos das garrafas de refrigerante (cuja origem são as resinas de Polietileno Tereftalato – PET). O plástico convertido em fios, também é utilizado na fabricação de vassouras e escovas.
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