segunda-feira, 25 de junho de 2012

SEGURANÇA EM CONDOMÍNIOS - SECOVI/SP

A segurança exige participação de todos


Claudio Bernardes, presidente do Secovi-SP, analisa as consequências dos arrastões em condomínios na vida dos moradores de edfícios residenciais 
20/06/2012


A imprensa costuma dar bastante destaque aos chamados arrastões em condomínios, modalidade de assalto em que uma quadrilha invade um edifício, domina a portaria, transforma condôminos em reféns e assalta uma ou mais unidades.
Traumático principalmente por se tratar de uma agressão a algo muito sagrado – o lar – e por abalar a sensação de “estar a salvo” que em geral acalenta os moradores de prédios, em especial daqueles de padrão elevado, o arrastão é uma forma de violência que deve ser evitada a todo custo.
E a quem cabe realizar essa prevenção? Nas mãos da Polícia Militar, com certeza, está a importante função de atuar preventivamente. Mas não se pode sonhar com um carro de polícia postado 24 horas nas imediações do condomínio. Daí a imensa importância de todos os moradores e funcionários se conscientizarem de seus respectivos papéis na manutenção da segurança.
Em primeiro lugar, o síndico não pode relaxar na aquisição e na fiscalização dos dispositivos de vigilância. O chamado “botão de pânico” é um grande aliado do porteiro que, ao deparar com uma situação de perigo, pode acioná-lo em busca de socorro imediato. As câmeras devem ser mantidas em pleno funcionamento, com arquivos remotos para preservar a filmagem. Ter microcâmeras estrategicamente colocadas em pontos que possam captar closes dos rostos de eventuais invasores que estejam usando chapéu ou boné é útil, principalmente para facilitar um posterior trabalho da polícia. Ser criterioso na contratação de funcionários e treiná-los adequadamente também é fundamental.
Porteiros e outros trabalhadores do condomínio têm, por sua vez, um trabalho importantíssimo: além de se manterem alertas a quaisquer ameaças, eles precisam ter firmeza no cumprimento das normas de segurança e não podem se intimidar com o tom autoritário de visitantes que, alegando algum tipo de superioridade, se recusam a esperar, a se identificar, a apresentar documentos etc. Normas devem ser rigorosamente cumpridas, em benefício da segurança. Neste caso, as exceções são brechas para que o pior aconteça.
Por fim, os moradores devem entender claramente que são copartícipes na manutenção da segurança. Se existe, por exemplo, uma regra segundo a qual eles devem baixar o vidro na entrada da garagem para que o porteiro identifique seus rostos, todos devem acatar esta orientação. Ou, por causa de um ou outro que insiste em violar uma norma tão simples, assaltantes podem se valer de carros clonados (sim, isso existe!) e adentrar o condomínio com a maior tranquilidade do mundo.
Os condomínios ainda são a melhor e mais segura opção de morar. Porém, as chances de tudo dar certo são muito maiores quando todos os envolvidos unem suas forças e agem em harmonia.
Claudio Bernardes é presidente do Secovi-SP (Sindicato da Habitação)

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