quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

ONDE MORA O PERIGO


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

ASSESSORIA DE SAFETY E SECURITY EM SÃO PAULO


CONDOMÍNIOS SEGUROS


SEGUNDA CHAMADA PARA O CURSO DE IMERSÃO EM SEGURANÇA 2013


PATAGÔNIA RUN 2013 - ÚLTIMAS VAGAS


ASSESSORIA DE SEGURANÇA EM SÃO PAULO


INVESTIMENTO EM SEGURANÇA NO ESTADO DE SÃO PAULO


CAMPANHA PELA PAZ NO TRÂNSITO


CURSO NO RIO DE JANEIRO PARA ATUAÇÃO DA IMPRENSA EM ÁREAS DE RISCO


domingo, 24 de fevereiro de 2013

REVOLUÇÃO DE CONCEITO NA ÁREA DE SEGURANÇA


Governo quer revolução de conceito na área de segurança para a Copa

Complexo e caro, o plano tem como objetivo deixar um legado de tecnologia e de pessoal

SÃO PAULO - Uma revolução no conceito e, por consequência, na execução de ações na área de segurança de grandes eventos. A ambiciosa meta do governo federal tem como carro-chefe a Copa do Mundo de 2014, passando pela Copa das Confederações deste ano. Também contempla a Jornada Mundial da Juventude (este ano, no Rio) e a Olimpíada de 2016. O futebol, no entanto, foi a força motriz da iniciativa, que resultou na criação de um Plano Estratégico Nacional para a área.
Dinheiro parece não faltar. A previsão de gastos com segurança para a Copa das Confederações e a Copa do Mundo começou em R$ 1,17 bilhão e já chegou em R$ 1,879 bilhão, de acordo com a última versão da Matriz de Responsabilidades, com dados relativos ao mês de dezembro passado. O custo da Copa já bateu na casa dos R$ 26,5 bilhões e a expectativa é de que, no final, chegue aos R$ 33 bilhões.
O plano de segurança é complexo. São iniciativas como aprimoramento do controle de fronteiras, portos e aeroportos, ações antiterrorismo, vigilância e proteção não só nos estádios como em locais de grande concentração de pessoas, proteção ao turista, entre outros.
Nas arenas, o método de segurança vai mudar em relação ao que o torcedor brasileiro conhece. Haverá polícia, mas a segurança básica será função de agentes privados (leia arte abaixo).
AÇÕES INTEGRADAS
Outra iniciativa é a integração das forças de segurança (polícias militar, federal, guardas civis municipais, Forças Armadas, Corpo de Bombeiros, etc...) Para isso, estão sendo criados 14 Centros de Comando e Controle, 12 regionais e dois nacionais, que ficarão em Brasília e no Rio, este para backup das informações.
"Temos de integrar todas as forças e estamos fazendo isso nas 12 sedes da Copa'', disse o comandante da Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos (Sesge), criada em agosto de 2011 no âmbito do Ministério da Justiça. "Não é possível o plano ter sucesso sem essa integração. "Acreditamos que essa é uma boa forma de trabalhar para deixar um legado para o cidadão brasileiro, pois estamos criando uma cultura de atuação conjunta.''
O governo promete investir forte na aquisição de equipamentos de última geração, no treinamento de pessoal e no intercâmbio com agentes especializados em segurança de grandes eventos de vários países. Algumas compras já foram realizadas.
Os Centros de Comando farão, de acordo com o plano, a integração dos sistemas computadorizados, dos bancos de dados dos 12 estados-sede, dos órgãos federais e da Interpol, e os sistemas de radiocomunicação.
Por meio desses centros, as informações de todas as sedes estarão disponíveis em tempo real, o que permitirá respostas rápidas. Em caso de tumulto em uma fan fest, por exemplo, se for necessário reforço policial, ele será providenciado imediatamente.
NAS ARENAS
Além dos centros de responsabilidade do governo federal, haverá os que ficarão a cargo do Comitê Organizador Local da Copa do Mundo. Em cada estádio está prevista uma sala de monitoramento, que será dividida por membros de vários órgãos envolvidos com a segurança. "O Comitê Organizador tem um Centro de Controle que vai monitorar todos os procedimentos de sua responsabilidade e passar as informações diretamente para o governo'', disse o gerente-geral de segurança do COL, José Hilário Medeiros.
Ele explica, porém, que o comitê terá o monitoramento de todas as ações, independentemente do governo. Ao COL cabe cuidar da segurança interna dos estádios com atribuições como a contratação de agentes e treinamentos para que passem por cursos para trabalhar com o público.
Se tudo der certo, e todas as iniciativas forem de fato implantadas - e depois mantidas -, a segurança no Brasil entrará em nova fase. Pelo menos a relacionada especificamente com os grandes eventos, uma vez que os índices de violência urbana continuam alarmantes.


terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

GESTÃO DE RISCOS EM HOSPITAIS DO EXÉRCITO


Pesquisa avalia a gestão de riscos em hospitais do Exército

Solange Argenta
Um método voltado para a prevenção e que pode garantir a segurança dos pacientes hospitalizados foi tema de pesquisa na Fiocruz Pernambuco. O estudo foi realizado durante o mestrado profissional em saúde pública, pelo estudante Alexssandro da Silva e investigou a gestão de riscos em cinco hospitais do Exército situados no Nordeste. O trabalho teve a orientação do pesquisador do Departamento de Saúde Coletiva da Fiocruz PE, Petrônio Martelli, e do professor do Centro de Pesquisa e Pós-Graduação em Administração da Faculdade Boa Viagem, James Falk.


 O hospital militar do Recife foi um dos avaliados no estudo
O hospital militar do Recife foi um dos avaliados no estudo

O principal produto da dissertação foi uma matriz gerada a partir dos dados pesquisados, que permite uma visão sistêmica da situação de riscos. “Trata-se de um instrumento de tomada de decisão para os gestores, a partir do qual podem ser elencadas prioridades de ação”, explica Alexssandro. O trabalho foi dividido em duas etapas. Na primeira, Alexssandro fez um levantamento dos riscos considerados, por especialistas, como os mais importantes e as normas de controle (barreiras) estabelecidas por 13 hospitais de referência do Nordeste certificados pela Organização Nacional de Acreditação (ONA ). A partir desses dados, o mestrando desenvolveu um software que permite a visualização de matrizes e fórmulas, denominado  Módulo de Gerenciamento de Riscos do Sistema de Gestão da Qualidade (SisGQ-Gesleade).
A segunda etapa foi voltada para a aplicação do instrumento propriamente dito, realizada em cinco hospitais militares no Nordeste. As técnicas de coleta de dados utilizadas foram o questionário aberto e a entrevista estruturada, delimitadas a cinco processos: internação, tratamento intensivo, assistência cirúrgica, assistência farmacêutica e assistência nutricional. Foram levadas em conta 167 normas de controle adotadas pelos hospitais, agrupadas em 33 riscos.
Ao analisar conjuntamente os hospitais estudados, observou-se que a maioria dos riscos pesquisados (62,6%) apresentou uma rara probabilidade de ocorrência. Já 24,4% apresentam risco possível ou provável de ocorrência, merecendo atenção por parte dos gestores. Dois riscos ficaram mais evidentes na pesquisa: a troca de identidade de pacientes mostrou-se um risco provável de acontecer em quatro dos cinco hospitais pesquisados, tanto no tratamento intensivo como no cirúrgico. “A partir dessa análise podem ser adotadas medidas de proteção, muitas vezes elementares, como o uso de pulseiras de identificação nos pacientes”, esclarece Alexssandro.
Já a assistência farmacêutica foi a área que apresentou o maior indicador de probabilidade de risco. Em três das instituições de saúde o risco mais provável é o de ocorrência de interações medicamentosas. A reação adversa medicamentosa e a descontinuidade do tratamento também são riscos prováveis em dois hospitais e nos restantes aparecem como riscos possíveis. “A ausência de um sistema informatizado foi apontada pelos entrevistados como a principal causa para o aumento do indicador”, completa o autor do estudo. “O gerenciamento de riscos em geral não exige soluções de alta complexidade tecnológica”, ressalta Alexssandro. “Práticas simples e de baixo custo podem ajudar a oferecer mais segurança", afirmou.

O gerenciamento de riscos é uma prática de gestão que busca diminuir a probabilidade de ocorrência de um evento adverso que, no caso dos serviços de saúde, afeta a integridade do paciente, da equipe de saúde ou da instituição onde o serviço está inserido. Envolve o uso de instrumentos para monitoramento e análise visando à implementação de medidas preventivas, além do estabelecimento de uma infraestrutura e uma cultura organizacional apropriadas.

Publicado em 18/2/1013.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

APAGÃO DE DADOS NAS PREFEITURAS


Apagão de dados nas prefeituras

17 de janeiro de 2013 10:39


Com a posse dos prefeitos eleitos na eleição passada, alguns desses novos executivos tiveram surpresas desagradáveis. Principalmente nas cidades menores e onde o prefeito eleito é de partido adversário do prefeito anterior, aconteceu um fato muito grave: os dados armazenados nos computadores da prefeitura foram apagados. Isto mesmo: desapareceram sem cópias de segurança.
Os novos prefeitos estão perdidos no espaço! Evidentemente este é um fato criminoso. O desaparecimento dos dados foi feito de uma maneira consciente e com o objetivo de prejudicar a próxima administração. Porém, provar que isto aconteceu de uma maneira deliberada, será muito difícil. Se apertarem o cinto, o culpado será o estagiário ou o próprio equipamento que “por defeito” apagou os dados.
Toda prefeitura precisa ter um processo de segurança da informação. Precisa ter um profissional responsável por fazer acontecer esta proteção. Afinal a informação é da cidade, da prefeitura e não de um governo que “está” na prefeitura.
A primeira etapa para um bom processo de segurança da informação e a existência de um conjunto de políticas e normas para a segurança da informação. É preciso definir regras adequadas ao organismo municipal e às características e porte da cidade. Ter as responsabilidades definidas e se possível ter a diretriz principal transformada em lei é uma prova de maturidade administrativa. É uma prova de governança organizacional.
Implantar os controles definidos nas políticas e normas de segurança da informação é uma segunda etapa. Restrição no acesso à informação, registro de todo que foi feito permitindo a auditabilidade, cópias de segurança, planos de continuidade de negócio, treinamento e conscientização dos usuários são os controles mais críticos para o sucesso de uma adequada proteção da informação.
Todas as prefeituras, desde o menor município, têm condições de implantar um processo de segurança da informação. Basta querer. Basta ser sério. Basta respeitar os eleitores. Bom governo para os novos prefeitos. Mas, com segurança da informação.
Edison Fontes, CISM, CISA, CRISC, Ms. Consultor da Núcleo Segurança, professor e autor de livros em segurança da informação.
edison@pobox.com
Seu mais recente livro: Políticas e normas para a segurança da informação, Editora Brasport.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

PORTARIA 3233 DE 10 DE DEZEMBRO DE 2012


Uma nova fase para o setor de Segurança Privada


O ano de 2013 será um marco para o segmento de Segurança Privadaem todo brasil. Em meados do mês de janeiro passa a vigorar uma nova portaria da Polícia Federal – (Portaria n° 3.233 de 10 Dez 2012) – revogando regulamentações anteriores e trazendo importantes alterações para todos os profissionais da área.

A esperança é que o novo texto normativo reflita em maior especialização para todo o segmento, pois estão previstas várias mudanças como aumento da carga horária dos cursos de formação e extensão, criação da especialização em segurança de grandes eventos, regulamentação de novas disciplinas dos cursos atuais, dentre outras alterações.
 As mudanças se fazem necessárias visto que a portaria atual – (Portaria 387/2006 e suas alterações) – contém tantos “remendos” do texto original, que mais parece uma “colcha de retalhos” e esta por sua vez, não está alcançando as necessidades atuais em virtude das constantes atualizações tecnológicas e culturais ao longo desses 06 anos em que está em vigor.

Outra importante conquista, foi a regulamentação da Lei 12.740 de 08 Dez 2012, sancionada pela Presidente Dilma Rousseff, que altera o Art 193 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, disciplinando as atividades de segurança pessoal e patrimonial como risco acentuado, implicando na obrigatoriedade do pagamento de adicional de periculosidade na ordem de 30% sobre o salário base de cada trabalhador, desde que laborando continuamente nas atividades de vigilância privada.
 Se por um lado as novas regulamentações e aumento da rigidez na formação irão impactar e dificultar as atividades, por outro, compensará monetariamente a profissão. Espera-se que a sociedade valorize e compreenda os riscos e a complexidade da categoria, e que embora pareça fácil, ser vigilante não é! Primeiramente para se tornar um, deve-se comprovar através de várias certidões que nada deve à justiça criminal e que está em pleno gozo de seus direitos como cidadão. Vencida as certidões, o candidato é submetido à avaliação psicológica da qual poderá ser eliminado a qualquer momento. Ao passar por essas etapas de perfil burocrático, o aluno está apto a frequentar a formação com 200 horas/aula, (já pela nova portaria da Polícia Federal), das quais necessariamente só poderão ser cursadas 10 horas/aula/dia. Frequentará instruções de armamento, munição e tiro, defesa pessoal, treinamento físico, combate a incêndio, noções de segurança privada, noções de direito penal, dentre outras disciplinas e ao término do curso, será submetido à avaliação individual da qual obrigatoriamente deverá alcançar no mínimo a média de 60% de aproveitamento e 75% de frequência em cada disciplina, pois caso contrário, não poderá atuar. 
Após a conclusão do curso e de posse de seus registros atualizados, o agora denominado VIGILANTE, estará apto a procurar uma colocação no acirrado mercado de trabalho e a dificuldade na busca pelo primeiro emprego na área, não é diferente das demais profissões, pois infelizmente, é a dura realidade a todo e qualquer cidadão brasileiro.
Não se bastando toda essa adversidade, independente de estar exercendo ou não sua atividade, a legislação prevê uma reciclagem a cada dois anos, que funciona como espécie de “resumo” do curso de formação/extensão do qual tenha participado e/ou se especializado. Essa reciclagem de conhecimentos implica necessariamente na apresentação de toda documentação e procedimentos burocráticos, bem como a participação em curso de 50 horas/aula, não podendo exceder o limite de 10 horas/aula/dia. O profissional que por ventura não esteja com sua formação/reciclagem em dia é proibido de exercer sua profissão, com sanções de aplicação de multas às empresas das quais prestam serviços de vigilante, bem como estar sujeito ao crime de porte ilegal de arma de fogo, quando em efetivo trabalho armado.
Nota-se assim a seriedade na capacitação técnica e manutenção do profissional. A falsa impressão do consumidor dos serviços de segurança privada, “o conhecido cliente”, em acreditar na indiferença pela contratação entre os serviços de porteiros ou vigilantes, geralmente alicerçados pela busca da redução de custos, é simplesmente ignorar e desprezar a importância merecida pela área.

Sem desmerecer a classe dos porteiros, infelizmente ainda é pratica comum das empresas das quais oferecem esses serviços, a contratação de colaboradores dos quais não são submetidos nem pela análise de antecedentes criminais e sem a mínima cultura de proteção e por vezes, quando muito, recebem treinamentos de atendimento ao publico. Existindo ou não o treinamento, são literalmente “jogados” em postos de trabalho, dos quais os tomadores dos serviços, (contratantes) tem a imprudente expectativa de que os porteiros atuarão com a proteção pessoal e patrimonial, fato esse que dificilmente ocorrerá, pois não tem capacitação técnica para tal. 
 A diferença de atuação na prática entre porteiros e vigilantes, pode ser ilustrada com o seguinte exemplo: o porteiro frente a suspeita de uma ação criminal deverá solicitar apoio à polícia ou a um vigilante quando houver no mesmo posto de trabalho; em contra partida, por sua vez, pode e deve atuar diretamente frente à suspeição do ato ilícito, pois sua formação o capacitou para agir em “prevenção de eventos danosos e diminuição de seus efeitos”, grifo meu, conforme consta no objetivo regulamentado da profissão.
 O ideal no melhor dos cenários da cultura de proteção patrimonial é manter apenas vigilantes na linha de frente, melhor explicando, em toda a extensão perimetral onde houver pontos de controles dos quais favoreçam contatos diretos com o publico externo. São locais vulneráveis e de riscos acentuados, dos quais geralmente os trabalhadores ficam expostos a ações alheias de qualquer pessoa. A busca na cooperação da redução de custos pode ser objeto na associação das duas categorias no mesmo ambiente de trabalho, porém nunca deixando de ser explicitada a importância da atuação do vigilante no posto de serviço.
 Estima-se que no Estado de São Paulo, a categoria de vigilante chegue ao número de 125 mil profissionais, o que representa o mesmo efetivo das Polícias Militares e Civis juntas do mesmo estado. Cumpre ainda mencionar que as atividades do segmento em todo território brasileiro são fiscalizadas diretamente pela Polícia Federal, Ministério da Justiça, Ministério do Trabalho, Exército Brasileiro, Secretariais estaduais de Segurança Pública, Polícia Civil, ratificando a seriedade e respeito que a área de Segurança Privada merece de toda a sociedade brasileira.

Antonio de Barros Mello Neves* é Especialista em Segurança Empresarial, com experiência profissional há mais de treze anos; Oficial da Reserva da Arma de Infantaria do Exército Brasileiro; Ex-Diretor da ABORE, Associação Brasileira dos Oficiais da Reserva do Exército – nas gestões 2002/2004 e 2008/2010; MBS – Master Business Security – Brasiliano; Instrutor de Armamento, Munição e Tiro; Exerceu atividades como: Supervisor de Segurança na PROSEGUR BRASIL S/A – Transportes de Valores; Coordenador de Proteção Patrimonial na COCA COLA FEMSA; Coordenador de Segurança e Riscos de transportes rodoviários na FOXCONN; e atualmente Coordenador de Segurança em HEINEKEN BRASIL. Contatos: E-mail: bmneves@bol.com.br | consulteneves@gmail.com | Celular: 11 973 142 429.

SESVESP - Projeto de Valorização do Vigilante